segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

É isso ai, Chefe: Deus salve a prostituta!

Comecei a contar um lance pra minha patroa, só pra ver a reação:
Outro dia um colega de trabalho, amigão meu,... cê conhece! O filho de Abraão... cê sabe quem é... coitado. Não imagina o que aconteceu com o sujeito, tadinho.
Tava ele fazendo compras antes de ir pra academia, quando aparece aquela professora na fila do caixa. Aquela coroa toda boazuda, com seus vinte e onze anos, mas batendo qualquer menininha dessas ai.
Bem.. ele puxa assunto, eles conversam bastante, ele oferece carona até a academia. Ela aceita. Os dois se dão muito bem, nada demais.
Esses encontros se repetem semanalmente. O fihlo do Abraão só tá sendo gentil, e a menina extremamente simpática. Os dosi solteiros, desocupados e saudáveis... nada demais. Agora rolou uma confraternização de fim de ano na academia, e rolou festa, bolinho diet e gatorade. Mas o povo da confraternização resolveu dar uma esticada para poderem comemorar com produtos menos "acadêmicos", e a professora chama o Is.. o filho de Abraão. Ele topa. Vão pro BarraMill, festejam muito, bebem bastante. O filho de Abraão e a professorinha coxuda se divertem bastante, riem. Até que derrepentelhamente ele mostra pra ela que havia comprado um presente de Natal pra ela, e que iria deixar na academia, pois ele iria viajar nesse mês, sem poder vela novamente. Ela adora o presente (um perfume rarissimo e carissimo, muito cotado, etc.) e uns dizeres em um cartão todo estiloso. Coisa que se dá pra garotas high mantainace...
Ela diz que está um pouco alta e queria respirar uma brisa. ele diz que também queria arejar um pouco. Ela sugere que os dois saiam a francesa e se dirijam para a práia da Reserva de Marapendi. Pra ver o "mar" bater um pouco... eles entram no carro dele.
Chegando lá, ele começa a falar como eles se deram bem, que parece algo espiritual, muito legal mesmo. Ela oplha pras estrelas e olha pra ele. Se senta do lado dele. Ele elogia o clima, o tempo, e ela diz que tá com frio. Ele empresta um casaco que tá no carro. Ela pede pra que ele coloque o casaco nela. Ele sente o corpo tenro dela naquele colant justinho. Ela o abraça e começa a beijá-lo, puxando seu cinto.
E ele grita:
QUE É ISSO!!! VOCÊ NÃO ENTENDEU NADA!! NÃO É BEM ISSO QUE EU QUERIA... O QUE VOCÊ TÁ PENSANDO DE MIM !!
- AAAHHH, meu Amo!!?? Tá de sacanagem!!! - disse minha patroa.
- Não. Claro que não. O que a fez pensar que poderia se aproveitar dele assim, tomando atitudes tão imorais. Se aproveiotando que estavam isolados! Que é isso! - digo eu.
- Vai me dizer que o filho de Abraão dispensou a mulé! Então não tava afim, porra! Por que foi pra praia com ela??! Que isso!? cumé que ele dá essa condição toda. Dá até presentinho!...
- Ué?!?! E um presente é um passaporte pras cuécas de um homem?!? Ela é que não entendeu que um presente não significa mais que um presente. E mesmo que ele estivesse em principio afim", ele poderia mudar de idéia, sem ser censurado por isso...
A minha patroa pensa em persistir na refutação, quando percebe:
- AAAHHH, seu viadinho! Essa história aconteceu com a Geisiana... Isso tem mais de nove meses. Tu trocou tudo!
- Só inverti os personagens. E apenas me defendi com os mesmos argumentos que você apresentou naquela ocasião.
- Que palhaçada! que estorinha escrota!
- Mas se fosse real, como a da tua coleginha, o juizo tertia sido todo diferente, pelo jeito.
- Claro...
- Como assim claro?
- No caso da G~e, o cara ultrapassou o sinal...
- não tem sinal na reserva, minha rainha ...
- Cê sabe o que eu quis dizer!
- E você também sabe oque eu quis dizer! Não existe sinal MESMO na reserva! O sinal vem por toda avanida sernambetiba, mas quando tu chega naquelas cercvanias, não tem sinal, não tem radfar, e tu sabe muito bem... se alguém vai pra lá, não vai pra ver malabarista no sinal...
- Mas a Gê foi enganada...
- Como?
- O cara veio com uma história toda romântica, cheia de fantasias.
- E dai?! E onde que ela foi enganada. Uma senhora de 34 anos tá se fazendo de donzela em plena reserva de Marapendi? Ah! Isso é a maior desonestidade.
- O que você acha então que deveria acontecer? A Gê tinha de dar pro cara de qulaquer jeito, então!?
- Não. Mas que não mandasse tantos sinais falsos... Vai dizer que uma mulher vai pra reserva com um sujeito pra ver... as estrelas?!?! Vai ver é a coisa preta naquela escuridão!
- Mas foi um roblema de interpretação... de comunicação.
- O cacete! foi desonestidade! E ela deu o maior chilique, e depois queria que o cara a levasse pra casa?
- Ia deixa-la lá?
- Eu deixaria! ainda mais que ela mora em Jaceruba! É ruim cde leva-la em casa, de pau na mão. nem no ponto de ônibus eu levava. ainda levar pro ocndado de Jaceruba City??!?! É ruim!
- Mas vocês homens estão virando uns monstros.
- Por causa de vocês, mulheres fraudadoras, pilantras! Desonestas! voc~es se fazem de donzelas e vítimas, sempre se colocando com exploradas e aproveitadas. vocês criam esse mundo onde todo homem é um cachorro ou um otário. Vocês estão transformando a relação homem x mulher tão desagradável, que a única relação saudável e honesta é a de um homem com uma prostituta. Entrega o bagulho, e a gente deixa a grana, não é como esse ambiente carregado de...
- E desde quando que você tem pesquisado os prós e os contras de uma relação com uma prostituta?
- Ih, mozinho... é tudo empirico, né....

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Barra Conexions

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