Estamos no séc XXI (pelo menos é o dizem) e relíquias do passado são atrações turísticas. Gente do mundo inteiro vai ao velho mundo conhecer as ruínas da Roma antiga, peças do renascimento, cidadelas medievais. Aqui no Rio, para ser velho basta ser do séc XIX, vá lá cada um tem a velharia que pode. O centro da cidade está cheio de coisas do tipo: arcos da Lapa, Real gabinete Portuguez(é com Z mesmo) de leitura e quejandos. O símbolo da modernidade, ou pós-modernidade carioca é a Barra da Tijuca com a sua face de Miami.
Para quem não conhece, é claro. Por fora bela viola...
No primeiro dia do nosso Barra Conexions, que não tinha nem nome ainda, passei um grande sufoco para achar um endereço neste moderno bairro planejado.
Como carioca típico pensei em perguntar a qualquer pedestre como poderia achar o meu destino. Para minha surpresa descobri atônito: NÃO EXISTEM PEDESTRES NA BARRA.Pelo menos não como no resto da cidade. Explico: quem está a pé nas grandes avenidas não mora na Barra, só anda de ônibus (do trabalho para casa e vice versa) e só sabe chegar aonde trabalha.
Nas ruas interiores :NÃO PASSAM ÔNIBUS. Isso mesmo, pelo menos na não na frequência e da forma como a gente conhece.
Tentei me aventurar sem informante e entrei em inúmeras,eu disse INÚMERAS, ruas sem saída que davam em pórticos de acesso a condomínios tais como pontes elevadiças davam acessos a feudos, todos como uma só entrada e uma só saída.
Até que achei os únicas pessoas disponíveis na rua que conhecem a Barra como um todo. Não, não são os moradores. São os taxistas.Uma espécie de casta com dons e direitos especiais passados de pai para filho, de mestre para aprendiz sobre os místérios e caminhos da Barra.
E eles me revelaram seu segrego:para chegar ao meu endereço eu só poderia entra em um único, eu disso UM ÚNICO ACESSO POSSÍVEL, numa grande avenida. Não havia outra forma. Nesse momento me lembrei dos ônibus espacias que , para entrar na atmosfera, tinham algumas únicas janelas de tempo possível enquanto estavam em órbita.
Assim eu me sentia: em órbita na avenida das américas.
Definitivamente, não é qualquer um que circula na Barra impunemente. A Barra não é para principiantes.
Se isso é modernidade eu vou me mudar par Romênia.
Um comentário:
Hoje vi um comentáro na cbn que merece reflexão.
Uma mulher fazia parte de uma dinâmica de grupo que consistia em reconhecer figuras: persolidades, lugares, acidentes etc.... Era um dos testes para entrar na empresa.
Ela acertou todas e depois o GESTOR falou que não queria ficar com ela na empresa pq ela tinha acertado tudo.
Como exemplo, o Max Goering falou de um programa americano que consistia em fazer perguntas e alguém responder, esse programa foi avaliado por uma enquete que descobriu o seguinte:QUANDO O APRESNTADOR PERGUNTA " QUAL A CAPITAL DOS ESTADOS UNIDOS"? E ALGUÉM RESPONDE "WASHINGTON", esse alguém é mal visto.
A resposta certa, para a população que assiste é "NÃO SERIA WASHINGTON"?
Gostaria muito do comentário dos meus 2 amigos de debates efusivos sobre o pós modernismo,pois essa obrigação horizontal e pseudo modéstia é pior do que a mentira.
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