quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Liebenhaus II

Alguns detratores e furunculentos têm me acsado de não pasar deum traumatizado de infância, que teve curta e esporádica experiência com a realidade das favelas, e por isso construi uma imagem "equivocada".
Lamento ter de perder meu tempo para informar aos desavisados sobre minha trajetória profisisonal que por toda minha vida profissional e desde os primórdios de minha vida acadêmica eu tenho trabalhado com "aglomerados subnormais". Conheço favelas da zona Sul, da região da Leopoldina, da Tijuca, JPA e da baixada.
Conheço como turísta, como estudante e como profissional, e gráças a Deus nada me ocorreu. Mas foi por sorte. E vi muita coisa acontecer. Mas com inocentes do que com culpados. quem é do asfalto se ilude com muita coisa ruim e crueldade que rola. E também existe um incrivel preconceito contra as pessoas que não são da favela. Entendam bem, eu não disse contra os que não são favelados apenas, mas simplesmente contra todos que não são da "comunidade", termo que se torna pernicioso neste contexto, pois o que essas pessoas sustentam de comum não é nada que se possa vangloriar.
Não é raro encontrar esses idiotas que vão trabalhar nessas comunidade achando que serão tratados, pelo menos, como cidadãos de bem, e tradicionalmente acham que serão alçados a ocndição de bem quistos pelo povo, pois estão fazendo o sacrifício de trabalhar pro povão. E relmente alguns médicos e professores se env0lvem com a comunidade para explorar seu status e desenvolvem uma relação perigosa, mas altamente lucrativa para ambos os lados. É uma proto-cooperação. Essa relação em curto ou médio prazo se estabelece com a reguação da cotravenção e do crime mais funesto. Já vi gente "de bem" que foi na boca pedir pra localizarem seu carro roubado, assim como já vi gente "de bem" encomendar um laptop ou uma câmera digital (que certamente não seria adquirido sem roubo, futro, violência, e se bobear, morte).
Também não é difícil encontrar pessoas que foram se dedicar aos "menos afortunados" trabalhando nessas comunidades brabas, e passou por perrengues terríveis, muitas vezes correndo risco de vida por motivos fúteis defendidos pro moradores da favela. Lá, ir na boca fazer a caveira de alguém, pode ter o preço de um "bom dia" não dado. Não bajular e nem beijar a mão da "primeira dama" é o suficiente pra te colocarem num micro-wave oven. A banalidade da violência não é levada pelo asfalto, mas é reproduzida por lá memso, justamente pela ausência do poder público.
Não adianta. Favela não se urbaniza! Nem tem como! É jogar dinheiro fora!

Um comentário:

david santos disse...

tem um bom final de 2007 e um bom ano de 2008,

Barra Conexions

Barra conexions é um blog para a publicação de qualquer coisa que gente quiser. A gente significa os 3 malucos que se encontram (pelo menos foi assim em 2007)na Barra, bebem vinho e jogam conversa fora.