P.S. Este é o último da série Ô Serjão, rs!
P.S. Nota: o artigo é de 2002,cada vez mais me sinto como aquela secretária(Traudl Junge)

do Hitler (v. depoimento no final do filme A queda).
PT é Vida, é Amor, é Luz - Não Ouse Votar Contra
por Redação MSM em 18 de setembro de 2002
Resumo: EXTRA - 08.10.02
© 2002 MidiaSemMascara.org
Fernando Ferraz Olszewski (07/10/02)
PRIMEIRA PARTE – dentro do partido
Sei que sou jovem, sei que falho em termos de finanças e economia. Porém, em política, em teoria sobre o homem, eu sei que sei bastante: porém tenho certeza que não sei o suficiente. Sei o suficiente para saber, pelo menos pessoalmente, que Karl Marx é uma negação aos ideais de liberdade propostos por iluministas, como John Locke (principalmente), Voltaire, Montesquieu, e inclusive Rousseau, quem defende o fim da propriedade privada como Marx. Porém Rousseau nunca pregou que historicamente deve-se criar uma ditadura do proletariado, que pratique o fim as liberdades individuais, pois elas são ruins para o coletivo. Marx é uma negação dos valores iluministas, que viria a chamar de valores de “classe”, valores burgueses. Marx começa sua taxação daí.
Quando leio um livro, ou escritos de uma pessoa, leio imaginando estar conversando com essa pessoa. Quando li Marx, é como se ele estivesse sendo um profeta, donde nada é errado no que diz. Nem Hitler em seu Mein Kampf é tão babaca. Porém daí tudo bem. Marx teve suas razões, tenho certeza que Freud acharia que sim.
Hoje, passaram-se mais de 160 anos de Marx e suas teorias. Passaram-se aproximadamente 100 milhões de mortos pelas ditaduras do proletariado, que ainda são defendidas por intelectuais, mesmo que em parte, por seus “programas sociais exemplares” - é só ver quanto caem de amores por programas sociais babacas de Fidel Castro, todos copiados em sua maioria, de programas sociais americanos.
Passou-se o século XX, que além de ditaduras estilo Marx, tivemos outras ditaduras socialistas, como a de Hitler: já que o nazismo, por mais que socialistas queiram negar, é o socialismo adaptado ao nacionalismo alemão – é o nacional-socialismo alemão. Cansei de escrever: o burguês de Karl Marx é o judeu de Adolf Hitler; é quem explora as massas, seja o proletariado ou o homem trabalhador ariano. Ambos, nazismo e comunismo, pode-se ver, têm características exemplares um com o outro – ambos são totalitários, ambos pregam o fim de classes sociais no futuro, ambos pregam o fim de uma ou mais classes como sendo sangue-sugas do povo honesto.
O frio sombrio de ambos permanece hoje, pois são coisas muito radicais para sumir do coração dos homens. Apenas permanecem aparentemente inertes para os intelectuais do mundo, esses que hoje em dia acreditam estar tudo bem. A maioria acredita que o mercado livre, assim como Marx e Hitler, é algo errado, e deve-se criar uma ‘social democracia’. Muito interessante isso...
Vejamos, no caso específico do Brasil agora, durante as eleições 2002. Quem está mais parecendo social democrático? O hoje ex-partido marxista-leninista, o Partido dos Trabalhadores. Porém se esquecem os ‘intelectuais’ que ser social democrata é crer extremamente em coalizões, em distanciamento de decisões centralizadas, por mais que a social democracia ainda pregue um Estado intervencionista, algo que pessoalmente repudio.
E o PT? Analisem atitudes dentro dos eleitos do PT. O PT prega a hegemonia partidária dele próprio. Não deixa as correntes divergentes dentro do partido votar como bem entendem. Diferente do PSDB, PMDB, PFL – por mais que você meu leitor, odeie esses partidos. E isso é bom? Não: o mesmo ocorreu com o NSDAP, o partido de Hitler, o mesmo aconteceu com o partido bolchevista de Lênin. Isso é totalitarismo, e começa quando um partido fica com essa idéia, de que ele deve ser centralizado, pois senão “não conseguiremos crescer”. Só não vê quem quer muito acreditar na nova imagem de social democracia petista.
Além de isso ser inconstitucional: o fato de que já que não se pode haver políticos sem partidos (o que é proibido), então nenhum partido pode crescer demais, deixando outras correntes de fora: isso é um perigo para qualquer democracia que se queira ter neste país. O PT é o partido que mais cresce, e o único que tem reais intenções (basta olhar o seu website) de ser hegemônico dentro da política brasileira.
“Mas o PT é a cara nova, é o bem social, é o avanço, etc” – me dizem, revoltados, os que escutam ou lêem meus artigos e discordam de mim. Deixe-me mostrar uma realidade: o PT já foi pego por esquemas de corrupção diversas vezes. O PT já fez acordos, desde 1990, e os renova todo ano desde então, com as FARC e ELN colombianas – guerrilhas que produzem 80% cocaína do planeta, por admissão do próprio partido. A única coisa que vejo para essa onda de petismo, inclusive na classe rica, é o fato de achar que ser petista, ser esquerda, é ser ‘esclarecido e humano’, ser algo de bom para o ‘social’.
Pois bem. Nunca os teóricos do mercado livre disseram que este existia para se haver tensões sociais, e sim para o equilíbrio dos recursos. Locke e Smith principalmente. O mercado na verdade deveria resolver os problemas sociais por si só – algo impossível na cabeça de um comuna, um nazista, e hoje em dia: de um social democrata, um petista, etc. Pois “sem intervenção de um Estado ‘protetor e bonzinho’, o Estado social democrata (ou socialista para um comuna) a sociedade vira um caos” – me dizem. Bem, basta olhar a história imparcialmente, que veremos que por mais que demore, países que adotam um mercado livre mais livre do que outros, no médio prazo sempre se tornam países ricos ou estáveis. No socialismo e/ou social democracia inclusive, os países tendem a ter falhas estruturais devido sua cobrança social, que no fim gera menos dinheiro, e acaba de fato prejudicando o social, que tanto defendem. O imediatismo dos sociais democratas ou socialistas acaba estagnando o crescimento de um país, deixando seu tão querido social um lixo.
Isso é claro, escrevendo esse último parágrafo assumindo que o PT seja realmente social democrata. Pensei que esse era o PSDB. Chega a ser patética a dissimulação que imbecis que se chamam de intelectuais, aceitam, sobre o lugar do PT na história política recente do Brasil. Dissimulação que marqueteiros do PT, para a campanha 2002, conseguiram espalhar na cabeça de todo mundo. Claro que existem correntes divergentes dentro do PT, o problema, como eu disse anteriormente, é que elas não podem votar livres da decisão central do partidão. Isso lembra, apenas vagamente, como era a liberdade dentro do PCUS – essa sigla, você descubra por si mesmo meu leitor, não é tão difícil assim.
Se essa é a democracia que o PT quer, ou melhor, a social democracia que o PT quer para o Brasil como um todo – a mesma que leva intelectuais imbecis caírem no conto do ‘partido amadurecido’, mesmo conto usado pelos nazistas para ganhar eleições e levar Hitler ao poder – então quero essa democracia fora de meu país. Mas Deus queira, e o PT há de amadurecer ainda mais, deixando de lado seu lado centralizador, lado esse pouco conhecido e pouco divulgado – já que esse estragaria a imagem eleitoral de “paz e amor”.
SEGUNDA PARTE – fora do partido
A questão petista, fora do partido dos trabalhadores, é a mais interessante de todas. Que eles se reservem do direito de ser centralizadores dentro do partido tudo bem. Isso é direito de partido, apesar de dependendo das circunstâncias, ser inconstitucional. Mas até ai tudo bem. Só que a opinião vigente fora do partido, as das ruas, é central, em relação não só a membros filiados (esses eu considero fora do partido por não serem os políticos eleitos do partido, apenas meros membros), porém as pessoas comuns nas ruas que têm por opção democrática votar no Partido dos Trabalhadores, ou até não.
Sim, todos temos o direito de votar em quem bem entendermos, e nos expressarmos como bem entendermos pela constituição brasileira, muito embora a liberdade de opinião e atitude seja manipulada por uma sociedade que se finge de liberal, mas é conservadora. Eu mesmo, quando fiz cortes de cabelos diferentes do usual, fui repreendido nas ruas pelas caras das pessoas, e por gritos e palhaçadas de outros jovens (esses devem se gabar de serem legais mesmo). Essa é a verdade. Porém, nos últimos anos, e principalmente agora, com minha geração saindo da escola e indo para as faculdades, existe uma nova taxação vigente de conservadorismo ‘intelectual’: a taxação do ‘direita’ e ‘esquerda’.
Eu, quando fui comunista, durante seis meses devo ter escrito milhares de páginas, poderiam encher um livro, sobre as belezas desses regimes. Bem, deixei de ser comuna, e venho me tornando liberal democrata, e desde então noto com transtorno não só a época quando eu posava de ‘intelectual’ para mim mesmo e grupos de conversação na internet por aprovar os genocídios cometidos pelos regimes comunistas, mas também como eu ajudei a manutenção de termos TAXATIVOS como: “extrema direita”, “direita” (que não deixava de ser “suja” para mim na época), “burguês”, “pequeno-burguês” (quando usava esse termo me sentia o Apolo da verdade), “fascista” e “nazista”. A maioria das vezes que usei esses termos foi para discriminar pessoas que são como hoje eu sou: um liberal democrata. Coitado, mal saberia eu: um liberal democrata é odiado não apenas pelas esquerdas comunas e sociais democratas, mas pelas direitas coronelistas e extremo-nacionalistas também.
Pois bem, aqui começa uma pequena história baseada na verdade de ligações entre essas organizações:
A própria CUT, Central Única dos Trabalhadores, ex-sindicato marxista por admissão própria (será mesmo ex?) admitiu ter 800 jornalistas na sua folha de pagamento. Jornalistas esses, que no mínimo não falam mal da CUT, há anos e anos, e no máximo, fazem de tudo para colocar a visão do sindicato marxista nos jornais, impregnando-o de termos absurdos e taxativos, como bons ignorantes.
A CUT é ligada ao Partido dos Trabalhadores, claramente ligada, são amigos inseparáveis: O PT pede para a CUT não fazer balbúrdia nas eleições, ela não faz. Porque? Mais um esquema para disseminar a inverdade de “paz e amor” do PT.
Indo para um que irá se tornar ex-governo, no Rio Grande do Sul: Olívio Dutra. Esse promoveu uma campanha nas escolas públicas (sim, de boa qualidade) na qual demitiu e se segregava professores que tinham certas opiniões divergentes do “socialismo do PT”. Formou-se uma geração de alunos marxista-leninistas, prontinhos para votar no PT pro resto da vida. Tudo bem!! Esqueci que você meu leitor, se acha intelectual demais, então vou chamar de juventude “social-democrata”, prontinha pra votar no PT pro resto da vida (apesar de já ter dito na “PRIMEIRA PARTE”, social democracia até mês passado era o PSDB).
Esses três últimos parágrafos mostram pequenos pedaços num quebra cabeças gigante de dissimulação esquerdista, orquestrada principalmente por integrantes do partidão. Ainda me lembro de vários, não foi apenas um professor, foram vários professores querendo botar nas nossas cabeças, cabeças de CRIANÇAS, seus termos taxativos, e como Lula e o PT eram ‘bons’ para o Brasil – isso mesmo quando o professor era assumidamente marxista, dizia que o “início da mudança é com Lula”.
Coisas soltas no ar: porém vê-se que a opinião pública vai aos poucos mudando. E vai aos poucos vai aderindo de forma religiosa termos, isso quando não aceita de braços abertos a nova imagem não comunista do PT, a imagem de social democrata. Mesmo se for social democrata, vai afundar o país, e vai levar ao caos promovido por suas leis e taxações maciças. Lembrem-se: o PT faz parte do governo, ele já faz; vocês acham que eles não vão usar sua maior participação nessas eleições para com isso para formar legiões de jovens acreditando na sua social democracia, comunismo, ou seja lá qual for a nova imagem que ele tiver?
Pois bem: isso se reflete fora do partidão, o PT. O uso da opinião pública, dissimulada, como bons gramscistas, já se reflete. Não faltam exemplos pessoais, mas me reservo o direito de não falar em nome de outras pessoas, acho errado, porém exemplos não faltam. Por EU ser liberal e acreditar no mercado livre, fui chamado de “fascista”, “direitista” (como se fosse Adolf Hitler em pessoa), “safado”, “burguês”, “MERCENÁRIO”, entre outros termos intelectualmente imbecis. Uns com mais, outros com muito menos carinho em discussões acaloradas, muitas vezes entre amigos mesmo. Hoje sinto vergonha de ter pertencido a essa horda de taxadores imbecis que se acham o ápice da juventude intelectualizada, porém não conseguem nem ler um artigo deste tamanho.
As minhas opiniões nas eleições 2002 também foram atacadas. Eu aceito quando um petista vota no Lula, porém, quando eu falo que fui obrigado a votar em José Serra, um SOCIAL DEMOCRATA de partido (PSDB), já que EU não acredito haver nenhum político ou partido com as minhas visões, sou chamado de “direitista”, com aquele tom de como se eu fosse um safado, ou um ser intelectualmente inferior. Lá se vai a grande “DEMOCRACIA” do PT pelas ruas, onde se inferioriza os outros por não acreditarem no glorioso, recém social-democrata, ex-comunista, Lula e seu partido centralizador. E pensar que eu cogitei acreditar nesse partido dissimulador de ‘boas intenções’ – essas as quais, o inferno está cheio.
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