Chegou a miha vez. Mal recebi o troco, a senhora pulou na minha frente para que não desse tempo de colocar as moedas no bolso. Ai veio a comédia:
"Olá, boa tarde! Estamos fazendo uma divulgação de um trabalho super importante de um grupo de ex-moradores de rua, que agoram atuam fazendo essa revista e trabalhando com reciclagem. A revista XXXXXXX gera emprego para esse pessoal e estamos mostrando a realidade social, .. aqui vocês podem ver uma reportagem mostrando como o capitalismo provoca os conflitos nos paises obres para obter maior inlfuência... Aqui te uma reportagem linda sobre um grupo de teatro de presidiários... he..."
Nessa hora ela já se incomodava com minha cara de quem estava vendo a coisa mais ordinária e biltre do mundo. Só de cuiosidade, perguntei
"Quanto é essa coisa de ... deixe-me ver.... 20 paginas?"
"É 3 reais."
"Porra!!! O Globo é 2! tá de sacanagem!"
"Mas essa revista é pra dar emprego pros ex-moradores de rua! Épra sustentar trabalhador..."
"Ué?!?!? E no Globo não tem trabalhador? Tá cheio de trabalhador, só que com um produto mais razoavel em termos de qualidade e preço! Pelo menos eles tem um produto melhor só com a revista de domingo!"
É uma filosofia esquerdopata brasileira. Comprar algo pelo SUPOSTO benefício social do ocnsumo. Num mundo onde se reproduz a culpa de se consumir, se você ciompra algo, não deve ter orgulho e engrandecimento de ocnseguir compra-la, mas vergonha pois está ajudando o capitalismo. Então você só deve se sentir bem quando compra algo que direta ou indiretamente está beneficiando o excluido que produz e/ou vende o produto. fica em segundo plano oque deveria ser o único definidor legitimo do preço: o produto; a sua oferta e procura; e o mais importante, que é o meu interesse. Devo comprar algo porque quero, e um vendedor honesto vende baseado na qualidade do produto.
Um colega meu já observou a diferença entre os vendedores de trem e os de ônibus. Os vendedores de ônibus criam uma rede de regras para distribuição de sua clientela: um número máximo de vendedores por linha; somnte um vendedor por vez dentro do ônibus em cada viagem; o suborno do motorista tem um teto. Tudo bonitinho. Como o seu mercado é mais "regulado", eles forçam a venda com esse discuros esquerdocida de que poderiam estar roubando ou sendo assessor de políticos, mas estão ali na batalha, e você tem que comprar uma bala que é uma merda pelo social. Não compro nunca. no trem o buraco é mais embaixo. É livre mercado, todo mundo junto e cada um por si. Resultado: maior diversidade de produtos e nenhum apelo social. Vendem oque podem vender de melhor, pesquisando o gosto da clientela, ignorando produtos caidos que só vendem em ônibus, e vendem mais barato. É um caos, mas é menos desonesto. No final, Milton Friedman acerta.
Voltando a calhorda da revista, olha a said dela
"Mas fala a verdade que o Globo não diz! Veja essa reportagem que denuncia os mortos políticos pós ditadura...!"
"Se fosse verdade e sério, tava em revista de verdade e sendo vendida em jornaleiro. aliás, na FNAC..."
"Mas é verdade, e é bem escrito.."
Falei mal pra cacete, mandei essa de não vender algo pelo apelo social, e sim pela qualidade do produto. Fiz horrores, porque ela queria me convencer de que aquele lixo era bom. Se ela estava com disposição, eu estava de férias, e continuei a desqualificar aquele lixo. No final,.. enfim... Minha esposa resolveu comprar, só de sacanagem!
"Vou ler de masoquismo,... pra poder falar mal...!", disse eu...
Cacete!!! Como a revista é escrota! 3 reais roubados!! Me dá dor de cabeça escrever algo relacionado áquele material asqueroso. Pensando bem, não vou poupar: a revista é OCAS, um nome já bem escroto. Mas além da esquerdopatia a porcaria é pretenciosa e suja a mao como quem está esmagando carvão da indochina. Tem uma reportagem escrota com uma escritora que explica como o capitalismo precisa de petróleo (Cuba não precisa - tem apagão programado das 20 as 6 horas) e oque faz com os paises pobres como a Venezuela para consegui-lo. A reportagem já começa com a "reporter" perguntando totalmente fora do contexto quem foi Milton Friedman. O panfleto começa bem. É lógico que demonizam Friedman até, e esse era o core do texto. Especialmente sobre a assessoria que ele prestou ao governo Pinochet.

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