sábado, 9 de fevereiro de 2008

Ô Serjão nº4, ainda sobre o crime...

Segue um texto que achei que parece ter sido enviado por alguma divindade (estou ficando meio huckabee, hehee):

Crime e retórica
por Thomas Sowell em 31 de outubro de 2007

Resumo: Depois de toda uma geração de vítimas do crime ter sido sacrificada no altar das teorias da esquerda, uma mudança de direção política produziu maiores índices de aprisionamento – e menores índices de criminalidade – em países como os EUA.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Oakland, na Califórnia, sofre, há muito tempo, altos índices de criminalidade e, particularmente, alto índice de assassinatos. A julgar por um recente discurso de seu atual prefeito, o velho esquerdista Ron Dellums, a cidade terá um futuro muito parecido com seu passado.

Por que Oakland é tão violenta? Segundo o prefeito Dellums, “temos fechado nossos olhos às injustiças e desigualdades e, agora, estamos colhendo os amargos frutos daquela desconsideração de todo um grupo de indivíduos.”

Essa é a retórica das “raízes do crime” da década de 1960, ainda forte nas esquerdas atualmente, apesar de montanhas de evidências do contrário que se têm acumulado nas décadas desde então.

Isso é o que torna o problema de Oakland mais do que o problema de Oakland – ou mesmo o problema dos EUA. O mesmo tipo de pensamento prevalece na esquerda em outros países, produzindo o mesmo tipo de terríveis resultados.

Como disse o escritor inglês Peter Hitchens: “A Inglaterra está rapidamente se tornando um lugar onde o homem bom teme o mau e o mau não teme nada.”

Ele disse ainda: “A pura e simples estupidez da maioria das declarações políticas sobre crimes desafia até os mais crédulos.” Ambas as afirmações se aplicariam tanto a Oakland quanto a Londres – e a muitos outros lugares.

Uma notícia de jornal sobre o discurso do prefeito Dellums dá conta de que ele estava “seguramente confortável com o que estava dizendo e falava de improviso.”

Por que estar desconfortável ou precisar de um discurso escrito para repetir as mesmas noções politicamente corretas que toda a esquerda – aqui e no exterior – tem repetido como um mantra por quase meio século? Você precisaria de algo escrito para recitar o alfabeto?

A idéia de que “injustiças e desigualdades” explicam o crime se originou há mais de dois séculos. Você vai encontrá-la, na Inglaterra, no livro de William Godwin de 1793, “Investigação sobre a justiça política”, e mesmo antes, em alguns escritores franceses.

Ela é a marca registrada da esquerda em todo o mundo.


Mesmo que tais idéias tenham existido por séculos, elas não se tornaram dominantes para aqueles responsáveis pelo sistema legal e policial até a segunda metade do século XX – mais especificamente, até os anos 1960 nos EUA.

Como eram os índices de criminalidade em 1960, antes que essas idéias invadissem os tribunais e os ramos legislativo e executivo do governo?

Até 1960, o índice de assassinatos estava declinando havia décadas – tanto entre os brancos quanto entre os negros – e era pouco menos da metade do que era em 1934.

Será que não havia nenhuma “injustiça e desigualdade” em 1960 e nas décadas anteriores? Ninguém que seja velho o suficiente para lembrar daqueles tempos acreditaria nisso.

Foi precisamente a chegada ao poder em 1960 (nos tribunais e nos governos) daqueles que acreditavam que “injustiças e desigualdades” fossem as causas do crime que marcou o enfraquecimento da aplicação da lei e do aprisionamento de marginais – e marcou um dos mais dramáticos crescimentos do crime em nossa história.

Tendo declinado por décadas sem fim, o índice de assassinato abruptamente dobrou de 1961 a 1974. O número de cidadãos vítimas de crimes violentos, em geral, triplicou.

Tais tendências começaram em momentos diferentes em países diferentes, mas o padrão é muito similar. Na medida em que o índice de aprisionamentos declina, o índice de crimes decola – quer na Inglaterra, na Austrália, na Nova Zelândia ou nos EUA.

Depois de toda uma geração de vítimas do crime ter sido sacrificada no altar das teorias da esquerda, uma mudança de direção política produziu maiores índices de aprisionamento – e menores índices de criminalidade – em todos esses países, no final do século XX.

Não estamos ainda onde estávamos em 1960, com respeito tanto ao índice de criminalidade quanto à taxa descendente de assassinatos. As noções da esquerda são ainda fortes na mídia, na academia e na política.

A esquerda está ainda confortável quando fala sobre “injustiça e desigualdade” – mesmo de improviso – e, certamente, sem se confrontar com a vasta quantidade de evidências de que eles estão errados.


Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

Ô Serjã! nº3 rs!

Peraí, peraí. Sejão elogiando um filme dos irmãos Coen. O que te deu Serjão, vinho demias? rs!

Agora abram alas para um dos melhores textos do OC ultimamente, esqueçam Foro de São e PT e leiam o OC filósofo:

O cume do progresso humano

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 04 de fevereiro de 2008



Freud costumava dizer que a história da mente ocidental tinha sido marcada por três derrotas humilhantes impostas sucessivamente às presunções do ego humano: primeiro, Copérnico demonstrara que o planeta que habitamos não é o centro do universo; depois, Darwin ensinara que o homem não é um ente superior, mas apenas um animal entre outros; por fim, o próprio Freud trazia a prova de que a consciência individual não é sequer a dona de si própria, mas o joguete de forças inconscientes.

A idéia do progresso do conhecimento como uma troca de ilusões grandiosas por verdades cada vez mais deprimentes impregnou-se tão profundamente na cosmovisão das classes letradas, que outros episódios da história das idéias foram interpretados de acordo com ela, quase que por automatismo. Entre Copérnico e Darwin, Newton e Galileu haviam ensinado que nossas impressões do mundo sensível são subjetivas e enganosas, só as quantidades mensuráveis podendo ser objeto de conhecimento certo, e Kant demonstrara a impossibilidade de saber algo de positivo sobre Deus e a imortalidade da alma. Entre Darwin e Freud, Marx evidenciara que a própria história das idéias não é senão a exteriorização aparente de interesses econômicos camuflados, Comte oficializara a proibição de perguntar sobre aquilo que não podemos conhecer pelos métodos da ciência newtoniana, e por fim um contemporâneo de Freud, Max Weber, tirara disso a mais letal das conseqüências: não só o bem e o mal são escolhas arbitrárias, mas o próprio conhecimento científico não é possível sem alguma escolha arbitrária inicial.

Nas décadas seguintes, o rebaixamento da espécie humana prosseguiu implacavelmente. O behaviorismo substituiu a noção mesma da “psique” por um conjunto de reflexos condicionados não muito diferentes dos que determinam a conduta de um rato ou, em última instância, de uma ameba. O estruturalismo e o desconstrucionismo aboliram a noção marxista do sentido da História como um resíduo das ilusões humanistas. A genética, a neurofisiologia, os modelos informáticos do cérebro e a psiquiatria de base farmacológica reduziram a nada as pretensões da própria psicologia freudiana. A ecologia mostrou o ser humano como um bicho mal comportado e destrutivo, prejudicial à natureza. Por fim, o filósofo Peter Singer promoveu os frangos e porcos a titulares de direitos humanos, em pé de igualdade até com uma criatura sublime como ele próprio.

Assim vieram caindo, uma a uma, as “ilusões narcísicas” -- como as chamava Freud – de uma espécie animal que ousara se proclamar imagem e semelhança de Deus. A história das idéias científicas, vista sob esse aspecto, é uma história da humildade intelectual.

Mas aí há três problemas.

O primeiro é que nem todas as teorias incluídas nessa narrativa são igualmente verdadeiras. Galileu fez do Sol o centro do universo, e não só do sistema solar. Marx jurava que o capitalismo iria restringir o mercado, em vez de expandi-lo. O evolucionismo continua em estado de hipótese discutível. E a psicanálise se desmoralizou tanto que Lacan, para tentar salvá-la, teve de descobrir nela uma parte inconsciente e dizer que esta, e não aquela que Freud conhecia, era a genuína psicanálise. Não tem sentido equalizar verdades científicas, erros medonhos e fantasias idiotas como degraus ascendentes de uma escalada cognitiva.

Segundo problema: cada um dos degraus dessa pretensa escalada foi galgado à custa de alguma falsificação monstruosa dos dados históricos. O esquema usado foi sempre o mesmo: embutir à força, em alguma doutrina passada, significados totalmente estranhos à época em que foi enunciada e à mentalidade de seu autor.

Copérnico nunca imaginou que o heliocentrismo tirasse “o homem” do topo do universo criado. Esta interpretação foi inventada um século depois por Giordano Bruno. E, àqueles que pretendessem tirar daí alguma conclusão materialista, o próprio Bruno advertia: façam isso, e se tornarão estúpidos ao ponto de duvidar da sua própria existência (isto veio a acontecer literalmente quando o desconstrucionismo apregoou a “inexistência do sujeito”).

A doutrina darwiniana, ao colocar o ser humano no cume da evolução animal, não podia ao mesmo tempo rebaixá-lo ao nível de um bicho qualquer. A palavra mesma “evolução” exprime uma subida de nível, não uma descida. Isso deveria ser óbvio à primeira vista, mesmo sem a ajuda dos parágrafos finais de A Origem das Espécies , que celebram a ascensão evolutiva como uma obra divina de intelligent design (oh, horror!).

A doutrina freudiana, sim, parece rebaixar o ser humano, na medida em que reduz a consciência a um produto de fatores inconscientes. Mas, se a passagem para o nível autoconsciente resultava da destruição das ilusões narcísicas da infância, como poderia a destruição de mais uma ilusão ser um rebaixamento e não uma subida? O próprio Freud jamais desistiu da aposta em que o Ego terminaria por absorver e superar o Id, nisto consistindo, aliás, a promessa central da psicanálise. Ao falar de rebaixamento das pretensões humanas, Freud usou de uma figura de linguagem que enfatizava unilateralmente um só aspecto da sua própria obra, omitindo a compensação dialética da qual estava perfeitamente consciente. E fez o mesmo com os ensinamentos de Copérnico e Darwin para transformar os dois, à força, em precursores dele próprio.

Daí por diante, fazer história das idéias mediante analogias extemporâneas tornou-se moda universal, rebaixando a compreensão pública do passado a uma sucessão de fofocas de cortiço contra a dignidade humana. O resumo enciclopédico dessas fofocas constitui a visão histórica vigente, como um dogma de fé, nas cabeças de praticamente todos os nossos contemporâneos. Ela ressurge diariamente em editoriais de jornal, discursos parlamentares e redações de escola, com unanimidade global, e serve de argumento para justificar decisões políticas, econômicas e estratégicas, bem como para arbitrar discussões domésticas e dar aparência de coisa importante a teses universitárias sem pé nem cabeça.

O terceiro problema é que nenhuma daquelas descobertas alegadamente humilhantes tornou a intelectualidade mais humilde. Ao contrário: cada uma delas foi celebrada como uma vitória da razão e das luzes contra as trevas do passado, daí resultando efusões de orgulho cada vez mais demenciais e reivindicações de poder cada vez mais ilimitadas.

Copérnico e Newton serviram de argumento para os revolucionários de 1789 concentrarem mais poder em suas mãos do que qualquer tirano da antigüidade e matarem mais gente em um ano do que a Inquisição matara em três séculos.

O positivismo e o cientificismo deram nascimento a inumeráveis ditaduras iluminadas, algumas das quais entendiam a matança de padres, freiras e índios (especialmente cristianizados) como uma expressão superior da racionalidade humana.

O marxismo, não preciso nem falar. Quem não conhece o “Livro Negro do Comunismo”? Os feitos bárbaros que ele descreve seriam monumentos à humildade intelectual?

O behaviorismo e escolas psicológicas subseqüentes desenvolveram nos seus praticantes a ambição de moldar o comportamento alheio como se fosse um produto industrial. A ecologia reforçou essa ambição, criando projetos de controle global que determinam até o que você pode ou não pode comer e obrigam você a preencher uma pilha de formulários para colher um cacho de bananas.

Eric Voegelin chamava “historiogênese” a visão simbólica da história como um processo ascendente que, culminando na pessoa do narrador, fazia da sua época a suprema detentora do conhecimento humano. Inicialmente ele pensou que esse esquema fosse uma invenção da modernidade, mas depois descobriu que isso já existia no antigo Egito e na Mesopotâmia. A historiogênese é um cacoete mental deformante que reaparece em todas as épocas, graças à incoercível tendência do ser humano para fazer de si próprio o umbigo do universo.

A modernidade só acrescentou a isso o detalhe especialmente ridículo de que ela descreve a ascensão gloriosa que conduz até ela própria como um processo de autolimitação racional e humildade intelectual crescente. Com isso a concepção umbigocêntrica da história tornou-se caricatura de si própria, nisto consistindo a suprema glória intelectual dos tempos modernos.

Ô Serjão, take it easy! nº2

Ô Serjão! Com todo respeito... você está falando com um intelectual petista. Como se para provar que tudo não presta eu tivesse que falar da mesma forma sobre PT e PSDB. Não, eu não preciso, o Mainardi não precisa. Se eu me expressei mal, eu explico. Eu penso que os dois partidos não prestam, mas não disse que são iguais.
Se eu tivesse qu escolher entre um dos dois, não tenha duvida, eu vou de 45.
Uma das piores pragas já disseminadas pelo esquerdismo é a tal da "isenção" o tal "ver o outro lado". Não há isenção possível e isso eu aprendi na faculdade de cinema, acredita? A maior forma de honestidade está em dizer de que lado está. Eu digo o meu: sou anti-petista militante. O PSDB não me interessa mais, pois já é passado foi governo há 6 anos, e quando o foi eu votei contra os tucanos, votei no PT em 2002, vc se lembra?
Mas existem algumas diferenças fundamentais entre o petistas e os tucanos: não nada mais mentiroso e dissimoulado do que um político ou intelectual petista. Os caras possuem uma máquina de difamação com pessoas "respeitadíssimas" , para quem foi criado numa madrassa petista é ba-bau: Boff falou eu acredito, fulano disse é respeitável, existem pessoas com auras de santos : Suplicy, Mercadante, Cristóvão Buarque. Mas quando se diz algo contra os petistas (que logicamente não vem das universidades) logo vem o contra-ataque: abaixo-assinados, processos jurídicos e pau na imprensa.
Eu não lembro de nenhum, EU DISSE NENHUM, político do PSDB ao ser acusado de alguma coisa argumentar em sua defesa que o governo anterior fazia o mesmo. Não lembro o PSDB invocar Collor, Sarney e o cacete a quatro para justificar seus erros. Por uma razão óbvia: NÃO JUSTIFICA.
Mas os petistas acham que sim, que justifica. E assim vamos, O PSDB também fez (o PSDB estava errado e nós certos), nós fazemos também e fazemos mais ainda.
Lembre-se que o PT era o partido da ética. O partido da ética hoje defende seus erros acusando os outros de errarem como eles. Agora o que era errado é certo desede que feito pelos petistas "em nome do povo". Nada mais parecido do que a retórica dos porcos em a Revolução do Bichos.
Neste ponto, eu sou igual ao Mainardi, petista disse alguma coisa, para mim a priori é mentira. Um petista foi acusado de alguma coisa, para mim a priori é verdade. Quanto ao PSDB acredito que o mal que fizeram e ainda fazem ao país é fichinha perto do perigo do PT, então não me interessam , por enquanto.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ.

Se esse mundo é psicopata, esse filme consegui fazer isso na figura de um personagem, JAVIER BADEM ...
Qaul a melhor forma de sair de insanidade? fugindo,tipo a "INSUSTETÁVELLEVEZA DO SER"?
ou "CONTINUANDO A NADAR" igual a doris, em PROCURANDO NEMO?
Ou não temos mais o que fazer igual ao xerife , BRILHANTEMENTE INTERPRETADO PELO TOMMY LEE JONES.
Uma coisa é certa, esse filme vai entrar pra história, é um dos melhores filmes dos últimos anos.
Foi lapidar um DIÁLOGO do filme, que vcs quando verem vão entender melhor.
O QUE VC FEZ COM 2 MILHÕES DE DÓLARES?
1,5 MILHÕES EU GASTEI COM PUTA E WUISKY, 500 MIL EU DESPERDIÇEI....


NÃO PERCAM!!!!!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Olha o Lynch aí!!!!!

Um trecho da entrevista após a exibiçaõ em Veneza...
IMPÉRIO DOS SONHOS

coletiva. "O filme tem um sentido perfeito", respondeu Lynch.A um repórter britânico, que quis

saber se Lynch podia "explicaro significado dos coelhos, especialmente um deles que apareciapassando roupa", ele respondeu: "Não. Não posso"."Tenho que perguntar com alguma preocupação, após ver este filme,se o senhor está bem", disse um norueguês."Estou muito bem", respondeu Lynch.
Um repórter italiano chegou a afirmar que Lynch "está pronto paravestir uma camisa de força".
Houve também quem qualificasse o filme de "obra prima", e seinteressasse pela forma como foi rodado. O diretor foi questionado sobre a existência de um roteiro ou de um plano de filmagem."Adoro o mistério e o desconhecido. Gosto de entrar em um mundo enão saber o que vem pela frente. Gosto do apagar das luzes, quandosobe o pano e entramos em um mundo novo", disse Lynch."Não devemos ter medo de usar a intuição e sentir o caminho.Viver a experiência e confiar no conhecimento interior. O cinema éuma linguagem tão bela.... ele trata de coisas que vão além daspalavras, e isso é belo", acrescentou o diretor.O criador da série "Twin Peaks" afirmou que "o cinema é como amúsica: um trabalho intelectual que fala às pessoas, mas não apenaspor palavras". "Portanto, é preciso se abrir e viver essa experiência em ummundo diferente", disse.A versão de "Inland Empire" exibida em Veneza não deve chegar àssalas de cinema. Uma versão muito mais curta deve ser distribuídacomercialmente. Pode ser uma boa solução para que a "obra prima"faça sentido fora de um museu.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

TÔ ZEN.. ZANGADO, ESTRESSADO E NERVOSO...RSS

AH , agora melhorou....
Esse negócio de ONG é uma furada mesmo, e não melhora porra nenhuma, to contigo.
Você , até nisso , tá parecido com o Mainardi, quando fala mal é só do PT e quando alguém reclama vc diz que tudo não presta...rss
A gente sabe que toda a imprensa é eleitoreira, parcial e manipulada, qualquer uma, eles mandam e desmandam na eleição Presidencial.
Vamos ver quem eles vão querer pra 2010, BLACK OPERATION=JFK....RSS
Oh! to aguardando o BC, QUERO VER , HEIN!!!!!!!!
ABS

Ô Serjão take it easy!

Em primeiro lugar assim que eu defender minha dissertação vai rolar o BC e não se fla mais nisso!
A discussão do texto do Reinaldo aponta para uma falácia que foi recorrente ultimamente: a de que a queda do índice de homcídios (não do número, do índice) foi devido a ações sociais, numa clara tentativa de desqualificar as administrações estaduais de São Paulo (que puxou o índice nacional pra baixo) por ter investido em mais policiamento e em mais prisões, algo que funcionou da mesma forma em Nova York e até no Iraque é só pesquisar. Para fazer contraponto a esta tese o Reinaldo buscou o índice de homicídios de BH, que em tese deveria ter também reduzido devido às "ações sociais" das prefeituras petistas, o que não ocorreu. Ou o Aécio dá um jeito ou não vai haver ONG petista que dê.
Não é o caso de defesa do PSDB, me tire desta, não defendo mais ninguém, comigo é chapa-branca zero. É o caso de claro ataque aos defensores de bandidos, a turma das ONG´s que acham que reduzem a violência com ações sociais. Não resolvem, se resolvesse em minas a violência teria diminuido, aliás a maior parte das favelas da Zona Sul está coalhada de "ações sociais" ,de inclusão digital (que deve significar enfiar o dedo no c... do pobre)e do caralho a quatro.
A mensagem é clara sem maior poder de polícia, melhor judiciário e mais prisões não vai adiantar. By the way ainda tem aqueles que dizem que a cuas da queda do índice foi por culpa da campanha do desarmamento: então tá bom, os bandidos ficaram sensibilizados e entregaram suas armas e facas (rs!) também.

Pensamento do dia: petista bom é na oposição!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Mortalidade

Já que o papo agora é so virtual, temos que nos contentar com essa eventualidade!
~Primeira coisa importante, "estatística é igual a biquíni, o mais importante eles cobrem"...
A gente tem que ler essas reportagens com muita cautela, certamente apenas o NÚMERO de mortes em um determinado lugar não é a única coisa a ser levada em conta, têm outras questões:
Primeiro, no Brasil se mata mais de arma branca que de fogo, isso eu soube recentemente, fiquei impressionado,mas....
Segundo, Em Recife, capital mundial da violência contra a mulher,boa parte dessas mortes são por causas de briga de amantes etc....
Terceiro, essa mortalidade de muita cidades ditas "segura", Maceió é uma delas, tá muito voltada pra o tráfico de drogas e entorpecentes, entre outras questões. Essa mortes têm que ser levadas em conta,mas não esse tipo de mortalidade que assusta a população, é outra.
Por exemplo, na minha cidade natalnão tem nenhuma pessoas conhecida de amigo ou colega etc.. que tenha sido morto ou baleado, aqui no Rio isso é muito frequente, a nortalidade aqui é a qualquer hora e lugar e não tem ligação com nada nem com coisa nenhuma, diferente desses outros lugares.
Não quero com isso defender x ou y, até porque, a segurança da cidade é feita pelo governo do estado , e em Minas é do PSDB.O que a gente tem que fazer é tentar ler melhor essas estatísticas,levar em conta certas mortes do tipo: traficante de maconha no polígono da maconha em Pernambuco, marido que foi traído e mata a mulher de facada, bandido do rio que é morto em troca de tiros com a polícia etc... essa mortalidade não vai reduzir, e a mortalidade que a gente se encontra exposto não é essa.
Isso não é discriminação,é fato, sempre se matou muito no Nordeste por facada, sempre, mas não era contabilizado por não fazer parte do dia a dia das pessoas comuns, não se tinha o medo da morte que tem aqui no Rio,tipo indo peloa alto da boa vista em 31 de dezembro e tomar 6 tiros.
Garanto a vcs ,por experiência própia, que esses outros lugares não tem os atrativos do Rio,mas também não tem a sua insegurança, ou vc acha que São Paulo é mais seguro de se sair a noite do que Florianópolis? tá na estatística......ok?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

vejam essa II !!!

Em Belo Horizonte, mata-se 81,88% mais do que em SP e 26.33% mais do que no Rio. Lendo os jornais mineiros, ninguém diria

Confesso que fiquei um tanto surpreso ao saber que Belo Horizonte, capital de Minas, na lista das cidades com mais de um milhão de habitantes, está em segundo lugar na lista dos homicídios por 100 mil (56,6). Só perde para Recife, que está em primeiro (90,5). Na capital mineira, mata-se 81,99% mais do que em São Paulo (31,1), segundo o relatório divulgado ontem. Ouço tanto falar do milagre mineiro, especialmente das “políticas sociais inclusivas” do PT, que completará 16 anos de poder na cidade, que imaginei, sinceramente, que os índices fossem bem menores. Afinal, como é mesmo a cantilena esquerdopata? “Mais incruzão çoçial, menas violência”. Ou será que o PT não "incrui" nada?

E voltamos àquela questão da eficiência da polícia e de prender mais ou de prender menos. Os esquerdiotas estão dizendo por aí que a queda de homicídios em São Paulo se deve ao aumento do emprego (em Belo Horizonte não aumentou?), à atuação das ONGs (as há em Minas, certo?), à organização da comunidade, sei lá o quê... Por que, então, isso tudo teria um efeito positivo em São Paulo, mas não em Belo Horizonte?

Por incrível que pareça, mata-se na capital mineira 26,33% mais do que no Rio de Janeiro (44,8). Na lista das capitais (que inclui cidades com menos de 1 milhão de habitantes), o Rio está em 9º lugar, superado pelas seguintes capitais:
- Recife (90,5)
- Vitória (87)
- Maceió (80,9)
- Porto Velho (68,4)
- Palmas (65,8)
- Belo Horizonte (56,6)
- João Pessoa (46,7)
- Cuiabá (45,2)
- Rio de Janeiro (44,8)
São Paulo está em 22º na lista das capitais. No ranking geral, eis o lugar ocupado pelas principais capitais:
- 9º lugar – Recife
- 99º lugar – Belo Horizonte
- 205º lugar – Rio de Janeiro
- 281º lugar – Porto Alegre
- 342º lugar – Salvador
- 409º lugar – Brasília
- 422º lugar – Florianópolis
- 430º lugar – Fortaleza
- 492º lugar – São Paulo

E, no entanto, ao se ler um jornal de Belo Horizonte, será inescapável a impressão de que é bem mais fácil morrer no Rio. E não é. Acho que as imprensas carioca e paulista fazem muito bem em ser tão severas na cobertura da segurança pública. Como a gente vê, ajuda a fazer as escolhas certas. Esconder a notícia só eterniza o problema, não é?
Fonte: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

vejam essa!!!!

Fonte: http://super.abril.com.br/revista/249/materia_revista_267993.shtml?pagina=1

John McWorther - O hip-hop faz mal

Para o intelectual John McWorther, o maior problema dos negros americanos não é o racismo, mas o costume de se achar vítima dos brancos.

Por Fábio Marton

Em Losing the Race: Self-Sabotage in Black America (“Perdendo a Corrida/Raça: Auto-Sabotagem na América Negra”), o lingüista John McWorther afirma que o pior problema dos negros é a própria vitimização. Alguns o chamaram de “traidor da própria raça” e “negro de aluguel”. Enquanto outros o abordaram na rua para dizer como o livro mudou a vida delas. A seguir, McWorther fala com a Super:

O que é a dupla consciência negra?
O que eu tento dizer com essa expressão é que, mesmo que ainda haja racismo na sociedade, o maior problema para a comunidade negra não é o que os brancos pensam dela. O problema é cultural, é interno, o modo como os negros tratam a si próprios. Acho que as pessoas precisam ajudar a si próprias e umas às outras. É assim que as sociedades evoluem. Os negros, na verdade, sabem disso, dizem isso para si o tempo inteiro. Mas, em público, quando há um branco por perto, passam a se fazer de vítimas, a falar sobre como a sociedade tem uma dívida, como o racismo é sutil, mas ainda está lá. É uma dupla consciência: você é uma vítima em público e um vitorioso em casa. E isso cria uma grande confusão na forma como o racismo é discutido nos EUA.

Você recentemente escreveu um artigo chamado Pare a Ku Klux Klan Negra. Existe um equivalente negro à KKK?
Claro que foi um recurso retórico, que eu tomei emprestado do [comentarista negro de esportes] Jason Whitlock. O caso é que, quando uma pessoa negra é morta, na maioria das vezes é por outra pessoa negra, envolvida com gangues e drogas. Esses assassinos são a KKK negra. Se um sujeito branco de uma escola do Sul tem um surto e sai matando negros, o crime é manchete em todos os jornais. Mas negros são alvejados por negros o tempo inteiro e o fato é considerado, banal, assunto sem importância. Os negros dão muita importância a quando um branco mata um negro, mas não a quando um negro faz a mesma coisa. Isso não está certo.

Como você vê a influência dos negros americanos sobre os negros do mundo?
Quer saber? Eu me preocupo bastante com a influência dos negros americanos sobre outros negros. Estou falando é do hip-hop e da pose de gangsta. Quando vejo os turcos imitando essa pose na Alemanha, os negros das favelas do Brasil, acho muito perigoso. A mesma coisa acontece na África, onde a pobreza é extrema e existe uma enorme necessidade de recursos humanos, mas as músicas dos jovens ficam falando em balançar o traseiro, como as americanas. Isso decididamente não é a melhor coisa no mundo.

Desde a era do jazz, a música negra americana é referência mundial. Como ela está agora?
Nada bem. Mesmo que boa parte seja realmente boa música, a fúria, o discurso do ódio é teatral, é uma pose. Ser furioso é fácil, ser furioso é legal, ser furioso é algo para mostrar. Mas muito do hip-hop é fachada, é ser furioso por ser furioso. Usar roupas largas, mostrar o dedo médio para os adultos, xingar um monte, tratar mal as mulheres e falar o tempo todo o quanto você é o máximo. E qual é a mensagem? A mensagem é que todos os negros devem se comportar assim até que a haja igualdade racial. E, quando você se enjoa da pose, o que você fez para ajudar alguém e o que você fez para ajudar a si próprio? Um garoto branco pode gostar de hip-hop, mas no final ele sabe que vai ter de batalhar e estudar muito para conseguir conquistar uma vaga na universidade.

Como foi ser jovem durante a chamada “era de ouro do hip-hop”?
Eu não morava em Nova York e, pra dizer a verdade, isso não era tão influente assim. Minha mãe e meu pai tinham diploma universitário, então não sou o caso clássico de uma família pobre lutando para levar a primeira geração à universidade. Quando eu era jovem, já disseram que era “muito branco”, porque não falo como os negros do movimento. Hoje, sou freqüentemente ofendido por negros, principalmente porque vivo de escrever coisas de que as pessoas nem sempre vão gostar.

Você já foi vítima de racismo?
Não diria que fui vítima, mas houve vezes em que a raça teve parte em tornar certos eventos negativos. Certa vez não consegui um emprego e, meses depois, fui descobrir que era por causa de minha cor. Coisas assim. O racismo fez parte de minha vida e geralmente de uma forma dolorosa. Mas, pra dizer a verdade, hoje em dia ele é muito mais indireto que costumava ser. E esse é o ponto mais importante do meu livro Losing the Race: o racismo não foi uma parte suficiente da minha vida pra dizer que é particularmente importante.

É possível classificar com exatidão quem é branco e quem é negro?
Essa é uma questão muito interessante. Existe essa forma brasileira e latino-americana de identificar as pessoas. Você pode estar entre todos os graus entre “branco” e “preto”, pode ser “meio preto, mas não preto” e identificado assim. Aqui, com a One Drop Rule [regra segundo a qual quem tem uma pequena descendência negra é negro], quando você tem um pai branco e uma mãe negra, tem em si a “negritude”, e é negro, ponto. Mas existe um movimento birracial que, nos últimos 10 anos, tenta incluir a opção mulato no censo. É uma coisa absolutamente nova, impossível de pensar nos anos 70 e 80 por exemplo.Mas não é um caso de melhor ou pior.

Como você define o fato de ser negro? É viver uma situação especial?
Minha definição não é tão profunda quando a de várias pessoas seria: existe uma subcultura negra na América. Existe um jeito de falar – ainda que eu não fale assim –, existe uma expressão corporal diferente, existe uma culinária – e nessa eu definitivamente estou dentro –, existe a música, antes do hip-hop, o blues, o jazz, o soul e o funk. Você é criado no meio disso, e você se identifica com essas coisas. Para muitos, porém, ser negro é também ser vítima. Para mim, não. Eu não vou sair por aí remoendo uma concepção frágil de mim mesmo. Eu sou negro, meus pais são negros, eu tenho a cultura negra. Mas me defino, primeiro, como ser humano, segundo, e principalmente, americano, e só depois como negro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cotas é para gente sem dignidade!

Tive a imensa alegria essa semana de saber que meu cumpadre passou para UERJ. E passou sem recorrer às cotas racistas! Teve o peito de provar pra si mesmo e pro mundo que, apesar de pobre, morando na Zona Oeste, negro, com filhos, contas, trinta e tantos anos nas costas - em suma - um fudido como eu e muitos dos meus amigos e parentes; não recorreu a esse subterfúgio calhorda de cotas. Seu depoimento é pra mim uma demonstração do quanto a dignidade está em baixa, num mundo onde negros defendem cotas como a única solução para entrarem nas UNIPUBs, ao invés de tomar vergonha na cara e estudar.


Ele fez segredo de sua inscrição até a última hora. Quando viu que foi classificado (em oitavo lugar e no primeiro semestre! SEM COTAS!) procurou seus documentos pra fazer a matricula. Ele descreveu a diferença de tratamento entre os cotistas e não cotistas desde a entrada. Pros cotistas as exigências de documentos "sociais" (declarações de miséria, titulo de pobreza, comprovante de inferioridade social, etc.) são, no mínimo constragedoras, e nenhuma pessoa digna deveria se apresentar a uma instituição para cursar uma faculdade carregando debaixo do braço um monte de declarações do quanto se é desqualificado e inadequado.


Fico feliz que ele tenha sentido não só incomodo com a situação dos cotistas, mas também um certo conforto e orgulho de ter marcado um enorme NÃO na hora de se declarar cotista. Esse orgulho, essa sensação de bem estar ao se assumir como candidato que vai competir de igual para igual evai definir o mérito como parâmetro de ocmpetência e merecimento, isso se chama dignidade. Isso é uma herança rara nas famílias negras do Brasil, e certamente é coisa que não se encontra na alma de um cotista.


É importante ter essas confirmações no meu clã de que competência e esforço, mesmo se não são recompensados, são o caminho para uma vida correta e digna. Pra mim prevalece uma afirmação que uma negra gaucha me mandou há um tempo: entrar por cotas em uma unipub é como entrar num prédio pelo elevador de serviço.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

IPTU: A roubalheira descarada

Pros que não sabem, sou a pessoa mais egoista e a menos solidária do mundo. sou um ser humano normal, coisa rara em um meio que pressupõe que todos são naturalmente solidários e dispostos a ajudar e se responsabilizar pelo outro. Mal acabo de assistir "A Culpa é de Fidel" e surge uma discussão sobre o IPTU (como se fosse algo de se discutir: não pagar, se possível! Protelar o pagamento no limite do tolerável! E brigar por maior participação plutocrática no orçamento - opine de acorod com seu carnê!). Na roda de discussão são todos funcionários do municipio, o que faz do debate algo, no mínimo ridículo. Observo que não fui eu que fiz a pauta e nem conduzi nada. fui elemento passivo no processo. Mas ao ser perguntado obre o IPTU, disse tranquilamente que pagaria a té o dobro, se pudesse definir onde gastar e - o mais importante - onde não gastar meu IPTU. Só deixaria gastar minha contribuição na minha rua e acabou.






Horror!!!! Logo vem uma sujeita (cheia de gratificações incorporadas da prefeitura, apesar de não exercer mais nenhum cargo) indagar como eu acharia que ficaria a cidade assim. Respondi o óbvio. Que ficaria melhor pra mim e para mainha família, que é o que me interessa. Disse claramente que não quero meu dinheiro em CEMASIs, em ongs e nem nada de carater social ou educacional. Meu filho não frequenta nem depende de nenhum serviço social municipal. quanto ao filho dos outros, é problema do filho dos outros, inclusive a escolha de tê-los e mante-los nessa cidade.






Me considero muito mal servido pela municipalidade, e muito vagabundo que não paga IPTU recebe recursos demais. Ai vem essa veterana do funcionalismo municipal resgatar um artigo calhorda que apareceu semana passada criticando o protesto contra o IPTU. E ela, tão gostosinha e tão esquerdopata, lança justamente o argumento mais chulo, de que as áreas mais nobres da cidade recebem serviços melhores que áreas como Sepetiba e Guaratiba (onde ela mora), e que essa desigualdade de alguma forma deve ser corrigida. Nesse momento faço pose de impaciente e surpreso com a falta de inteligência dela e lembro que se considerarmos oque Guaratiba contribui de IPTU, não deveria existir um metro de asfalto e nem uma escola municipal por lá. É cheia de favela e ocupações irregulares, e ninguém paga IPTU naquela roça (e quando paga, é uma ninharia). No entanto tem mais serviços públicos sociais do município que a Gávea, que contribui com 9 vezes o IPTU de Guaratiba. Se é uma merda o serviço municipal de Guaratiba, que é sustentado com dinheiro que vem de outros bairros e não da própria Guaratiba, então é melhor investir em áreas mais nobres mesmo.






Se a Gávea recebe serviços municipais melhores, esses serviços, qualitativamente e quantitativamente, estão aquém do valor da contribuição. Proporcionalmente as supostas áreas desprivilegiadas socialmente são as que mais recebem recursos municipais. Nunca vi um Centro Esportivo como o Miécimo no Horto, na Tijuca ou em qualquer lugar de onde o dinheiro sai. Os verdadeiros excluídos são oque que pagam IPTU. As favelas recebem diversos recursos, e por isso mesmo crescem absurdamente. Justamente quem não contribui, o favelado, é quem mais recebe recursos municipais, para continuar promovendo a desordem urbana.






Lembrei a essa colega que os investimentos do município nas ditas áreas carentes são, na maioria dos casos, puro desperdício de dinheiro, como ciclovias em paciência. E se fosse o dinheiro de quem mora em Paciência, ótimo! O problema é que em Paciência a grande maioria dos moradores não pagam IPTU, então não tem a decência de ser crítico e fiscalizador com as obras públicas. são porcos recebendo pérolas falsas. Mas não deixam de ser porcos. Com dinheiro dos outros. Por que razão eu deveria pagar IPTU para sustentar as péssimas escolas daquela região. Verdadeiras academias de zumbis. Prefiro comprar um DVD do Hi-5.






Ai veio a covardia e a superficialidade de dizer que pensar assim é preconceito. Que é discriminação, porque não gosto de pobre. Essa é a hora de se fazer cara de indignado, chocado! Com voz embargada , digo que estou muito magoado com a falta respeito e insensibilidade de uma colega em não perceber que o fato de ser contra um modelo orçamentário e de política púlbica não me faz alguém que discrimina ou tem preconceito, e que tudo que coloquei se baseia em fatos sobre os gastos públicos, e não em mera opinião. Lembro a essa colega (enquanto pago a minha parte da conta no boteco de grife em que paramos para tomar um bom whisky, e deixamos um salário mínimo na registradora do boteco) que eu sou pobre, como ela e muitos que estão ali. alguns chegaram ali de AUDI, mas a maioria está rodando com Palio 1.0 ano 2004 ou equivalente, como eu. Isso é ser pobre. E pior ainda é ser pobre assim e ter de ouvir besteira. Nessa hora ela lamenta sua colocação, segura a minha mão, e encosta seus fartos seios no meu ombro. Sinto sua teta tinindo. Não sei como consigo misturar essas coisas.

Lembrei a ela que não tenho e nunca tive colega rico! Não conheço ninguém rico! Sempre fui pobre (e não por escolha), e por isso sei o quanto me custa ser pobre, e valorizo cada centavo que consigo com meu suor. E por isso odeio trabalhar pra bancar mordomias dessa aristocracia do funcionalismo municipal (da qual ela faz parte) e bancar ainda por cima as migalhas e cala-bocas disfarçadas de "politicas redistributivas". E sou egoísta, sim! Mas com oque é meu! Prefiro jogar fora 400 reais num passeio de helicoptero doque ajudar uma familia da favela do Aço! não me dói em nada fazer isso. E faço isso sem culpa porque não sou burguês. Tenho plena noção de que todo dinheiro que entra no meu bolso é honesto e merecido. Não tenho essa culpa de gastar com futilidades. E já contribuo demais para que o povo do Aço tenha luz, NET e tudo o mais de graça.




Sem citar o artigo do jornal, encerro a discussão (depois de ouvir outras besteiras, e dizer muitas outras também) concordando com um ponto: se as pessoas passarem a sonegar IPTU, quem fica mal é o mais pobre. Eu normalmente daria minha resposta favorita, por ser a melhor elaborada e profunda: E dai? (versão light do Ctrl-F!), mas nesse caso vem um mote político importante pra mim. O pobre deveria ser tão vigilante e atuante sobre a municipalidade quanto a dita classe média e a elite, pois é ele que vai ficar sem PSF, sem escola e sem CEMASIs se ninguém paga IPTU. Então, que eles votem direito e escolham um prefeito que se identifique não com aspirações populistas do povão. Sejam como os negros conservadores do Harllen: só votem em republicanos estilo Giulianni. Assim todo mundo ganha.


Termianda a discussão, vamos nos afastando dos demais "camaradas" pergunto quanto que ela pagava de IPTU. Ela disse que não paga (claro!). Ai eu lembrei a ela que o dinheiro que gastaria com o IPTU eu poderia investir em um parque aquático noturno pra gente. Guaratiba é longe de Botafogo...


Observem o valor venal da "propriedade" da minha cara colega, só pra ver se não é um melhor investimento. Olha a aliquota dela!

sábado, 26 de janeiro de 2008

4 MESES 3 SEMANAS E 2 DIAS

Essa obra prima chamada de "libelo anti_aborto" é um acontecimento ímpar no cinema Europeu, com estilo Europeu mesmo, não é disfaçado não.
Eu , até hoje , não sei a diferença entre realidade e realismo, mas esse filme tem essas 2 coisas aí...rss e muito mais, via ser contudente assim lá em Deus me livre.
Um filme sem música.
Cada diálogo que parece que é gente falando com os profisionais do inss, sem interação nenhuma.
Tem o lance da faca que é pra essa galera que quer adivinhar a cena seguinte, coisa de gente que não curte o filme e quer aparecer, ficar sem pergunta e sem resposta.
Magnífico.
Mais um recomendado,podem cobrar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Frases

"O Brasil, conhecido Retiro das Direitas Caquéticas, agora se transformou na Clínica Gerontológica das Esquerdas Desmemoriadas". Millôr Fernandes.
"A metade do mal feito no mundo se deve às pessoas que querem sentir-se importantes". Thomas Stearns Eliot
"Não há pior heresia do que crer que o cargo público santifica o seu ocupante". Lord Acton
"Todo jornalista decente é um urubu na sorte dos outros mortais. Ficamos esperando que as pessoas escorreguem numa casca de banana e batam com a cara no chão. Se tudo corre muito bem, para nós é muito mal". Paulo Francis
Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança". Benjamin Franklin
"A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade". Milton Friedman
"As pessoas tendem a colocar palavras onde faltam idéias".Goethe
"Se pudesse decidir se devemos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último." Thomas Jefferson
"Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez consciente".Martin Luther King Jr
"Enxergar o que temos diante de nossos narizes exige uma luta constante".George Orwell

Essa é demais:
"Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?" Pierre-Joseph Proudhon

"Criminosos são uma pequena minoria em qualquer época ou país. E o dano que eles causaram à humanidade é infinitesimal quando comparado com os horrores-- o derramamento de sangue, as guerras, as perseguisões, as fomes, as escravizações, as destruições em grande escala-- perpetradas pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo é a mais perigosa ameaça aos direitos do homem: ele mantem o monopólio do uso de força física contra vítimas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo é o mais mortal inimigo do homem". Ayn Rand

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Primeira encrenca do ano!

Tô eu, finalmente levando minha esposa (pros q não conhecem, vai a singela foto de minha santinha) prum "Jogo de Cena", um cineminha básico no falecido Estação de Goteiras e Infiltrações Botafogo, e na fila da bilheteria percebo mais a diante uma senhora, lá com seus 50 (40 anos mais 10 anos pela cachaça), segurando uns periódicos, e abordando áqueles que saem da bilheteria.

Chegou a miha vez. Mal recebi o troco, a senhora pulou na minha frente para que não desse tempo de colocar as moedas no bolso. Ai veio a comédia:


"Olá, boa tarde! Estamos fazendo uma divulgação de um trabalho super importante de um grupo de ex-moradores de rua, que agoram atuam fazendo essa revista e trabalhando com reciclagem. A revista XXXXXXX gera emprego para esse pessoal e estamos mostrando a realidade social, .. aqui vocês podem ver uma reportagem mostrando como o capitalismo provoca os conflitos nos paises obres para obter maior inlfuência... Aqui te uma reportagem linda sobre um grupo de teatro de presidiários... he..."


Nessa hora ela já se incomodava com minha cara de quem estava vendo a coisa mais ordinária e biltre do mundo. Só de cuiosidade, perguntei


"Quanto é essa coisa de ... deixe-me ver.... 20 paginas?"


"É 3 reais."


"Porra!!! O Globo é 2! tá de sacanagem!"


"Mas essa revista é pra dar emprego pros ex-moradores de rua! Épra sustentar trabalhador..."


"Ué?!?!? E no Globo não tem trabalhador? Tá cheio de trabalhador, só que com um produto mais razoavel em termos de qualidade e preço! Pelo menos eles tem um produto melhor só com a revista de domingo!"


É uma filosofia esquerdopata brasileira. Comprar algo pelo SUPOSTO benefício social do ocnsumo. Num mundo onde se reproduz a culpa de se consumir, se você ciompra algo, não deve ter orgulho e engrandecimento de ocnseguir compra-la, mas vergonha pois está ajudando o capitalismo. Então você só deve se sentir bem quando compra algo que direta ou indiretamente está beneficiando o excluido que produz e/ou vende o produto. fica em segundo plano oque deveria ser o único definidor legitimo do preço: o produto; a sua oferta e procura; e o mais importante, que é o meu interesse. Devo comprar algo porque quero, e um vendedor honesto vende baseado na qualidade do produto.


Um colega meu já observou a diferença entre os vendedores de trem e os de ônibus. Os vendedores de ônibus criam uma rede de regras para distribuição de sua clientela: um número máximo de vendedores por linha; somnte um vendedor por vez dentro do ônibus em cada viagem; o suborno do motorista tem um teto. Tudo bonitinho. Como o seu mercado é mais "regulado", eles forçam a venda com esse discuros esquerdocida de que poderiam estar roubando ou sendo assessor de políticos, mas estão ali na batalha, e você tem que comprar uma bala que é uma merda pelo social. Não compro nunca. no trem o buraco é mais embaixo. É livre mercado, todo mundo junto e cada um por si. Resultado: maior diversidade de produtos e nenhum apelo social. Vendem oque podem vender de melhor, pesquisando o gosto da clientela, ignorando produtos caidos que só vendem em ônibus, e vendem mais barato. É um caos, mas é menos desonesto. No final, Milton Friedman acerta.


Voltando a calhorda da revista, olha a said dela



"Mas fala a verdade que o Globo não diz! Veja essa reportagem que denuncia os mortos políticos pós ditadura...!"




"Se fosse verdade e sério, tava em revista de verdade e sendo vendida em jornaleiro. aliás, na FNAC..."



"Mas é verdade, e é bem escrito.."



Falei mal pra cacete, mandei essa de não vender algo pelo apelo social, e sim pela qualidade do produto. Fiz horrores, porque ela queria me convencer de que aquele lixo era bom. Se ela estava com disposição, eu estava de férias, e continuei a desqualificar aquele lixo. No final,.. enfim... Minha esposa resolveu comprar, só de sacanagem!


"Vou ler de masoquismo,... pra poder falar mal...!", disse eu...


Cacete!!! Como a revista é escrota! 3 reais roubados!! Me dá dor de cabeça escrever algo relacionado áquele material asqueroso. Pensando bem, não vou poupar: a revista é OCAS, um nome já bem escroto. Mas além da esquerdopatia a porcaria é pretenciosa e suja a mao como quem está esmagando carvão da indochina. Tem uma reportagem escrota com uma escritora que explica como o capitalismo precisa de petróleo (Cuba não precisa - tem apagão programado das 20 as 6 horas) e oque faz com os paises pobres como a Venezuela para consegui-lo. A reportagem já começa com a "reporter" perguntando totalmente fora do contexto quem foi Milton Friedman. O panfleto começa bem. É lógico que demonizam Friedman até, e esse era o core do texto. Especialmente sobre a assessoria que ele prestou ao governo Pinochet.


Dei um monte de chiliques antes do filme começar lendo aquela porcaria de tanta indignação, mas o pior me aguardava. Ao sair da sessão, veio a calhorda me perguntar se eu tinha lido a reportagem sobre Friedman. Eu disse que sim, e sai dando gráças a Deus que tenha existido uyma geração dem ilitares que toparam serem massacrados e amaldiçoados por varias gerações para defender esse pais do comunismo, pois se dependesse do resto, eu estaria cortando cana hoje, e não poderia nem exercer minha aspiração burguesa de vir de carro, pagar uma forutna por um estacionamento vip, comprar pipoca e até ter 3 reais para jogar fora com aquele lixo de revista, que tá melhor na lixeira do banheiro do cinema.


Ela riu , é claro.


E ainda veio um cara, todo riponga, com broche da UNE (apesar de aprentar ser quarentão), me dizer:


"Faz que nem eu... nem compro essas merdas...já sei oque tá lá..."


É... take it easy...












Barra Conexions

Barra conexions é um blog para a publicação de qualquer coisa que gente quiser. A gente significa os 3 malucos que se encontram (pelo menos foi assim em 2007)na Barra, bebem vinho e jogam conversa fora.