terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Só aborto socialmente..."

Essa do Cabral ler Freakonomics (olha como somos antenados: há dois anos que lemos esse troço, e ele só tem acesso a essa obra agora?) e começar a falar merda demonstra como o brasileiro, mesmo o da ZELITE, não sabe ler. Ele conseguiu reduzir o aborto a uma prática cínica, como fumar ou beber. Dá pra imaginar o pessoal de seu circulo discutindo: " Ah... eu só aboroto socialmente!... só pra não trazer problemas para sociedade,... sou consciente."
É a "consciência" que faz do aborto algo tão doloroso e crítico.
PS: um aviso aos PMs: cês tão muito marrentos depois de Tropa de Elite, achando que o povo tá mais do lado docês, mas não é bem assim! O povo se amarrou no BOPE, mas ainda tem asco da PM, não só pelo que fica nítido no filme, mas pelo cotidiano, pela postura que vocês tem no dia a dia. Não venham me extorquir achando que estão na moda. ainda mais agora no Natal!! Será quem teremos de fazer uma Corregedoria de Elite!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

FURÕES

CADÊ O ENCONTRO, PORRA!!!!
JÁ JÁ VOU CHAMAR O CAP NASCIMENTO, 01 E 02....RSS
ABS

O empresariado não tem bolas...


Lendo Thomas Sowell no ônibus, passo por uma série de outdoors anunciando as “conquistas” alcançadas e garantidas por meia dúzia de vereadores e deputados que procuram capitalizar politicamentente em cima da construção de um shopping center nos terernos da antiga fábrica Bangu, que já foi símbolo da competitividade e empreendedorismo, mesmo que aristrocrático (rivalizando com os mattarazismo de São Paulo), e passou a ser símbolo do fracasso e derrotismo.
Na verdade é pertinente a sensação de derrota, mas essa derrota foi causada pelos governos que sempre espoliaram a iniciativa privada, ou viciavam o mercado com relações dignas dos mais asquerosos bordeis e privês (que hoje encontramos com facilidade na avenida Santa Cruz). O Brasil, mesmo no período varguista, foi e é oligarca e coronelista, e é na esfera empresarial que essa relação asquerosa entre política-estado-mercado se mostra mais perniciosa. Mesmo cento e tantos anos de república não mudam essa condição.
Vendo cartazes tão cartazes tão caros , anunciando quão importante foi o vereador tal ou o deputado qual ter “apoiado” e “conduzido” a revitalização de Bangu, me pergunto como é que o empresariado não se emputece e não corta essa palhaçada.

Agora o Shopping tem dezenas de pais (e pai pode ser qualquer um mesmo), mas a mãe é a iniciativa privada, que há décadas deseja botar dinheiro ali, e sempre foi atrapalhada justamente pelos políticos de plantão. Foram o Estado e a política que atrasaram Bangu, e a culpa não é do empresariado, mas da visão obtusa do povo dessa região, que teve oportunidades de conforto, emprego e maior ascensão urbana protelada pelos políticos, justamente esses.

Temos um povo burro e uma classe política calhorda, mas temos também um empresariado que não se dá o respeito? Não tem dignidade, não deixa as coisas bem claras? Depois reclamam de serem ostilizados pelo povo, como exploradores!

Como pode o empresariado carioca permitir esse tipo de coisa? A resposta é simples, e mesmo um cara ingênuo como eu consegue realizar quando vê o ultimo outdoor que cobre a av. Brasil e sai da Zona Oeste , passando pro Rio de Janeiro: é claro que o empresariado brasileiro - arcaico, burro, pequeno, que gosta de se cumpliciar com a política, que gosta de ter relações baixas com o estado e com a política, que gosta de fazer relações “calheiras”, que gosta de pagar pensões dos filhos dos outros(e depois lucrar vendendo revistas) – acha que “faz parte do jogo” o politicado se colocar como o empreendedor, enquanto sobra pro empresário a cara de feitor. Que fiquem no século XIX então. Que esse empresariado seja esmagado por qualquer coreano ou chinês em 5 ou 10 anos.

Se é um problema só da zona Oeste, do Rio, do Brasil ou do mundo não sei... mas não me lembro de um político tentar capitalizar politicamente em cima de um empreendimento privado sem que este fosse “o” empresário (lembro logo do Medina, é claro). O que vejo em Bangu é um bando de políticos sem pudor de gozar com a pica dos outros. E esses “outros” ainda oferecem as suas bolas de brinde. E não é possível que não saibam o quanto esse estilo de se relacionar com o estado e se posicionar na política facilita o surgimento de chavismos e coisas assim. Esse estilo cria uma clase política ainda mais demagoga e despudorada que o normal, e capaz de virar um Gollen em pouco tempo.


Depois vão querer controlar o monstro, mas será tarde demais... pra matar o bicho, será preciso muita coragem, mas ...They won´t have balls for that...
PS: o jornal dá conta de uma crise entre os cientistas (?) sociais , em especial os antropólogos, por conta do "fim do consenso" ideológico sobre a cultura e a identidade brasileira no 31º Encontro Anual 2007, em Caxambu ... Gente!!!! Que merda é essa de consenso?!?!?! Isso você tem no Concílio de Anatólia, no Congresso de Antióquia, na Dieta de Latrão e essas coisas dogmáticas assim! A última coisa que a ciência precisa é de consenso!!! alias, a diversidade de idéias propõe caminhos novos para o conhecimento. Se a falta de consenso é um problema, é porque eles não fazem ciência, mas proselitismo, né meu bem...

sábado, 27 de outubro de 2007

Vejam essa!

Seu Cabral

Seu Cabral gosta de falar besteira, assim como seu amiguinho Temporão. A técnica é simples: ao defender seu posicionamento usa-se uma tese mentirosa,amoral ou no mínimo, questionável. Vamos a elas:
Aborto: Toda vez que alguém diz "Precisamos discutir a questão do aborto..." é melhor traduzir: "E aí, que tal legalizar o aborto?"
Agora Sérgio Cabral quer legalizar o aborto para diminuir a crminalidade.Poucas vezes ouvi um político dizer tão grande asneira. Primeiro pelo nível semântico: ora se o aborto for legalizado, deixará de ser crime, logo teremos pelo menos 1 milhão de assassinatos de fetos por ano. Se nascerem menos pobres nascerão menos ladrões e assim diminuem os crimes. As contas feitas por Steven Levitt apontam para isso, o que todo mundo esquece é que o próprio autor considera que para fazer efeito o número de abortos realizados terá que ser absurdo, Steven Levitt coloca-se contra a legalização do aborto para este fim (isso os abortistas esquecem de dizer). Alguns estudos contestam os estudos de Levitt. Verhttp://online.wsj.com/public/article/SB113314261192407815-HLjarwtM95Erz45QPP0pDWul8rc_20061127.html?mod=tff_main_tff_top
Isso os abortistas não falam.
Dizem que milhares de mulheres morrem por abortos malfeitos por ano, veja o que diz o datasus:
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/matuf.def
Como diria Reinaldo Azevedo "Que tal castrar os recém-nascidos pobres?"

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Legião urbana

Pensei em Leonardo Boff,Pedro Simon, Eduardo Suplicy, Cristóvão Buarque e lembrei de Renato Russo:
"Há tempos nem os anjos tem ao certo a medida da maldade".

Pois é.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Nuvens negras

Tá chovendo pra cacete. Mau sinal. Devo adiar mais uns 15 dias o BC. rs!

A Esquerda

Aprendi a ser "de esquerda" durante a faculdade. Era fácil ser seduzido por um discurso único, cheio de boas intenções e de soluções para o mundo horroroso em que a gente vive. Era fácil ser seduzido por heróis revolucionários, cheios de discursos bonitos, poesias, fala mansa.
Um a um todos os meus antigos heróis foram caindo. Não dá pra aceitar o assassinato consciente e voluntário no presente em nome de um futuro melhor. NÃO APÓIO QUE APÓIA ASSASSINO. Seja este assassino um bandido comum ou um revolucionário, seja em nome do próprio bolso seja em nome de uma causa.
Não há causa que justifique o banditismo e graves desvios morais.
Tudo isso é para dizer que acabo de riscar mais um esquerdista de minha lista já minúscula de esquerdistas ainda admiráveis. Falo de Cristóvão Buarque. O infeliz subiu á tribuna do senado para defender Che Guevara "lutou por uma causa". Hitler, Stalin, Mussolini também lutaram porra!.
Segue uma pequena lista do obituário esquerdista:
Lula
Eduardo Suplicy
Marta Suplicy
Leonardo Boff
Chico Alencar
Benedita da Silva
Luis Fernado Veríssimo
e last but not least: Cristóvão Buarque
Que descasem em paz no túmulo da história.
P.S Depois vão dizer que "ridículo" ou "grosseiro" é o Mainardi. Nada mais grosseiro ou ridículo do que homenagear Che Guevara.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

ZAGALO

É vc e o Zagalo, tem que aturar........
VAMOS MARCAR, PORRA!!!!!!!!!
TÁ FAZENDO FALTA

Voltaremos

Caros amigos, fui convocado como fiscal das eleições argentinas. Volto logo!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

ONDE ESTÃO?

Cadê vocês? estão na reunião do PC Chinês? quem sabe com o LUIS INÁCIO na Africa?
Eu sei que os gênios estão morrendo, Paulo Autran já se foi,mas tenho certeza que vocês estão nesse planeta, mesmo levando em conta que a gente faz cada viagem maluca quando tem a reunião do Barraconections....rss
Como anda o debate sobre "TROPA DE ELITE"?
E sobre o Senado? CPMF ETC.....
vê se entra em contato
hare crishina
au revoir
hasta pronto... ou o que quiserem....

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Vejam essa!

Você nunca mais ouviu falar em Chuck Norris? Pois saiba que o Chuck Norris queria entrar no BOPE, mas o Cap. Nascimento fez ele desistir apenas dizendo: "Você é o novo xerife, sr. 08!", depois disso ele nunca mais foi visto!

Deus disse que iria fazer o mundo em 7 dias. Cap. Nascimento disse: "Faça em 6, sr. 01!"

Cap. Nascimento dorme com a luz acesa, não porque ele tem medo do escuro, mas o escuro teme ele!

Cap. Nascimento joga roleta russa com uma arma inteiramente carregada e ganha.

Cap. Nascimento sempre sabe exatamente onde está Carmen Sandiego. E se não soubesse, ele descobria usando o "saco da verdade".

A farda do Cap. Nascimento é preta porque nenhuma outra cor quis ficar perto dele.

Cap. Nascimento dorme com um travesseiro debaixo da arma.

Se colocar no Google as palavras "Cap. Nascimento" + "se ferrou" vai obter 0 resultados e um aviso: Você quis dizer: "Baiano" + "se ferrou".

Principais causas de morte no Brasil: 1. Ataque do coração 2. Cap. Nascimento 3. Câncer", a opção 1 é a maior porque a maioria dos bandidos morre do coração quando vêem o capitão.

O Capeta queria entrar no BOPE, mas o Cap. Nascimento fez ele desistir apenas dizendo: "666, Você é o novo xerife!"

Cap. Nascimento é a razão de Bin Laden ainda estar se escondendo.

Cap. Nascimento depois que saiu do BOPE foi trabalhar em uma creche infantil. "Mas foi armado, "cumpádi", e de farda preta."

Cap. Nascimento não sai de lugar nenhum devendo a ninguém, sempre põe na conta do Papa!!

Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Cap. Nascimento falou: "Tá de sacanagem, sr. 01? Tá com medinho do escuro, sr. 01?"

Getúlio Vargas não cometeu suicídio, ele só pediu pro Cap. Nascimento: "Na cara não, pra não estragar o velório."

Quando Deus resolveu criar o Universo foi pedir permissão ao Cap. Nascimento, e ele respondeu: "Senta o dedo nessa porra!"

A roupa do Super-homem era preta até o Cap. Nascimento dizer: "Tira essa roupa preta porque você é moleque!"

Cap. Nascimento trabalhou como negociador da polícia. Seu trabalho era ligar para os seqüestradores e dizer: "Pede pra sair!"

Quantos Cap. Nascimento são necessários para trocar uma lâmpada? Nenhum, Cap. Nascimento também mata no escuro.

Quando David Banner fica puto, ele vira o Hulk; quando o Hulk fica puto, ele vira o Cap. Nascimento.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Nas cercanias da UNB...

- Tí! Perai, cara!

Continua Sebastião a andar rápido, sem olhar pra trás.

- Tião!! Para ai, porra. Perai. - Segurando seu braço, ao alcançá-lo. Tião dá uma chave estilo krav-magá, o derruba e ameaça certar seu pescoço, olhando, como olhos marejados mais raivosos, e bufando muito.

A raiva cede aos poucos, e el cai sentado. vicenzo se arrasta pro lado dele. depois de alguns minutos de reticências, vicenzo fala:

- Cara. Me desculpa nem ter falando mais contigo... perdemos contato. (...) eu nem sabia que tu tinha conseguido terminar o segundo grau.

pausa

- Fiz a prova do estado... (pausa) Quando terminei o curso de fuzileiros... sou cabo agora...

- que bom... é uma grata surpresa saber que tu tá procurando algo maior...

- eu sempre quis algo maior! (pausa seguida de fla mansa) - queria ter tido as benção que tu teve...
- Bom... tu não pode dizer que não teve la suas bençãos...

- Como assim? Se tá sugerindo que ser branco me ajudou em alguma coisa?

- Claro, porra! Mas é claro que ajudou...

- Como cara!?!?! Como!!???! Explica preu entender!!

Silêncio, pra amanssar. vicenzo se rearticula:

- Põ cara... tu teve o maior abrigo lá em casa! Mamãe te tratava como filho, cara.

- Seu vitorino nem tanto...

- Mas sempre te ajudou. Papai semre te abriu algumas portas, te deu apoio...

- Não como filho dele!! Vai me dizer que ele me deu as mesmas oportunidades que tu teve?!!!! Quando eu tive de viver sem saber que era meu pai por mais de 10 anos, todos debochavam de mim. Se lembra por que matei a galinha da dona Isaudina?... todo mundo dizendo que eu era pinto dela, por que ela era uma galinha branca e gorda...

- Deu a maior merda degolar aquela galinha... (comenta, com ar saudosista)... tu fez que nem a Sinhá Delinia quando sacrificava os bichos... tu lembra? he he!

- Foi a inspiração, he he he.

Silencio

- Sei que foi difícil pra você, Tião... não posso dizer o quanto, e me envergonho de não ter sido mais honesto com você mais recentemente. Justamente esse monte de segredos guardados é que me levaram a me afastar de você... do papai...


- Desde quando tu sabia que seu vitorino é meu pai? Pergunta Tião.

vicenzo faz uma pausa e reflete:

- Desde aquele dia, quando fomos fazer prova pro CEFET. Eu me lembro que não passamos, e papai ficou arrasado. ele ficou muito chateado contigo, e muito triste quando me colocou no Palas, e tu acabou indo prum colégio do Estado. eu vi nele uma culpa muito parecida, cmo quando ele me negava ou não podia me dar algo importante. Tinhamos uns 14 anos. apertei mamãe... tadinha da mamãe... morreu de vergonha. Porra... como eu me arrependo daquele dia! queria não ter sdabido assim... a cara de humihlação dela... porra, ela gosta de ti como filho, mas deve ser barra te olhar e ver tanto do pai e de sua mãe em você, cara...

- E nada dela...

Silêncio

Tião retoma:

- Não que eu não quisesse... eu adoro dona Neusa. Nunca me destratou, pelo contrário.

- Pois, é... quantas vezes eu fiquei com ciúme... mas tarde eu até compreendi...

- Tua mãe tem um grande coração. Imagino ela falando que eu não tenho culpa, que sou uma vítma... aquela argumentação generosa... a gente nunca tava errado o bastante pra ela ficar contra a gente... sempre nos defendendo...

Pausa

- E você, Tião? Quando que soube...?

- Eu ouvi uma discussão de seus pais um dia, depois de eu ter feito uma merda federal. Se lembra da carroça do seu Matias, o catador do outro lado? Então... ela dizia que não ia deixar seu vitorino fazer nada impensado, que eu não era o único culpado, e ai desenrrolou a história toda. Também dedusi, ... assim como desconfio que mais gente sabe ou já notou. ele era muito erscancarado também! Ele sempre nos tratou muito igual, Vicenzo...

- não o bastante...

- é...

Pausa

- E como é que você veio parar aqui na UNB? Essa história de ser estudante daqui? De onde veio isso, vicenzo?

- Ué?! eu queria fugir. Resolvi fazer Sociologia aqui... tô no nono período...

- e já é importante aqui, heim?!

- não... só sou articulado ai com o pessoal da luta... se bem que.. agora, ... acho qe a casa caiu...

- Cara, não queria te prejudicar! eu juro que se soubesse que ia dar uma merda dessa, eu...

- não, cara. Eu tava lá pra fazer oque é certo... pelo menos eu deveria ... eu queria acreditar nisso... Cinceramente, eu acho que tu não deveria ter passado por tudo isso para entrar pelas cotas. Ninguém amsi do que eu sei que suas vantagens não te favoreceram a pont de...

- Lá vem de novo você com essa história! Que vantagens!?!? Vai insistir que, de alguma forma, o fato de eu ser visto como branco, ou não ser visto como negro, me favoreceu em alguma coisa!!

- E não?!

- Quando!?!?! Sempre estive na merda. Nunva tive as oportunidades que você, sim, teve!

- Cara, tu sempre foi o preferido...

- Ah, vai ti fuder!!! tá falando de quê?!

- É isso mesmo!

- Das minas?!?

- De tudo!! Quem foi escolhido pra fazer o Gedião nas festas do Jongo?! Papai escolheu você!! Pura culpa...

- culpa o caralho! Eu era o melhor. Batia melhor, dançava... DANÇO melhor e sempre soube puxar o povo desde criança... foi coerência, invesojo...

- Que nada, foi protecionísmo, migalhas!

- O cacete!

Pausa longa. Vicenzo faz que vai se retirar, e Tião fala:

- você sempre se sentiu um nobre, um superior lá na rua. fosse no Terreiro, fosse nas festas, em tudo você desfilava como se fosse um nobre, como se exercesse um direito divino... só por causa do seu Vitorino. Eu nunca pude sentir o gosto dessa nobreza...

Pausa. vicenzo senta do lado de tião:

- Por outro lado, se eu exercia o direito de nobreza, a reverência era prestada a você e aos seus feitos... Sempre o herói da turma... sempre o campeão improvável! Toda admiração se voltava pra você. Nos campeonatos de pelada... se lembra?!? era você o vitorioso. eu só poderia ser satélite... quantos te admiravam como um redentor...quantos se aproximavam de você... como se fosse o herdeiro da valentia e do brilho de seu Vitorino.

pausa

- Eu sei que isso nunca pôde ser explicito, Tião. Mais não raramente eu tive de engolir o questionamento: como o Vicentinho não espelha seu Vitorino... já Sebastião...(pausa) e eu sei ue isso nunca foi intenção sua, mas tente entender que uma hora ficou difícil aturar.

- foi difícil pra mim também! Depois que eu soube da verdade, foi um inferno... Quantas vezes eu quis dizer a verdade pra ele. Por isso que fui servir nos fuzileiros. Eu não podia caçar uma UNB ainda, como você.

- Como foi essa coisa de fuzileiros?

- Então... Quando a gente tava fazendo a triagem, se lembra? Tu foi pro CPOR, e eu, como não tinha o segundo grau e nem tava em faculdade, tive de encarar o BG, cara... foi foda!

- Eu larguei o CPOR... esse negócio de milíco não era pra mim...

- Já eu,não pude largar nada... sempre precisam de alguém pra capinar o quintal do major lá em Realengo...

-É...(pausa) vamos beber alguma coisa...


Na Lanchonete:


- Me diz, ai, o vicentinho... tu sempre teve o maó ressentimento em relação as gatas, num é?

Vicenzo, evidentemente constrangido, resiste em responder, mas solta:

- Não. Eu só lamentava perceber que a mais pura verdade não podia ser declarada, sem parecer justamente ressnetimento: as mulheres preferem homens brancos, seja de que raça for.

- Ah! que isso vicentinho?!!!! Tu ainda crê nisso?

- Creio não: eu sei, eu vi, eu observei, eu testemunhei!

- Nada a ver...

- Claro que não tem nada a ver pra você... pegador, pegava todas. Branco, de olhos claros, se dava sempre bem. Tu tem aquilo que as muhleres consideram bonito. Cê acha que teria conseguido tanta mulher se fosse negro?

- Sei que não conseguiria nem um décimo se pensasse e agisse como você...

- Como assim?

- Esse seu jeito complexado e ressentido. Com raiva do mundo, se sentindo sempre inustiçado. mulher sente esse cheiro de longe. Elas querem aqueles que se acham por cima, mesmo que o cara seja um borra botas, mesmo que não tenha porra nenhuma. Mesmo se for bandido. Se lembra do que seu Vitorino dizia? ...

- "Nunca vi bêbado, malandro e nem bandido sem muhler nesse mundo...". É! Mas lá na Cachoeirinha as minas gostavamde você por quê?!?! por causa da sua eurocentricidade!

- Talvez por causa d meu exotísmo... pode ser.. mas nunca por parecer branco não. Eu era paenas diferente. quantas branquinha curiosas tu não pegou aqui vendendo o mito do homem negro, com pau até o joelho...

- Bom, ... foram pesquisas de campo,... cointribuição para o aumento da diversidade...

E eles riem da piada babaca e patife


- Sabe quem sempre camou atenção disso? não fui eunão, Vicenzo. Foi seu pai, seu Vitorin mesmo. Se lembra da tua primeira namorada?

Vicenzo pensa, e se assusta:

- Caraca...a Deusileusa... hum!! Que vergonha! Como é que eu continuei na escola depois de encarr aquela coisa.

- Porra, cara!! A garota não tinha nem três dentes! Era toda esquisita, feia pra caralho. Uma bruaca preseperia, brraqueira...

- nossa, eu não sei o que me deu!

- Mas eu sei. A galera toda tava te zoando quando a gente voltava pra casa, por que ela tinha levado o maior esporro da mãe na frente de tdo mundo. quando a gente entrou na varanda da tua casa, só estavamos você e eu, eu te perguntei cara. Perguntei como que tu aturava aquele bicho feio. Se lembra do que tu disse dela? Ela nem era uma mina manera. Tem mina que a gente entende que é feia, mas é gente fina pra cacete. Não era o caso dela. Ela era burra, feia, falava alto, mal vestida...

- Mas era branca.

silêncio

- Se lembrou?

-Sim. (pausa). Mas eu era criança. Tinha uns 11 anos. Eu não tinha noção de como esse racincínio era escroto. Foi traumático carregar isso.

- Foi mais traumático pra Nildete.

- Porra!!! Como ela tá, cara?!?!? Cadê ela?!?!

- Casou... saiu da comunidade (pausa). Nildete era louca por você, cara. E era linda. Eu era louco por ela. Metade da vila queria namorá-la. Mas ela ficava aguardando por você. Cês sempre estavam juntos, conversando. Brincando. Implicando um com outro. Seus pais faziam muito gosto dessa amizade. eles a chamavam de "a prometida". O pai dela, seu Geraldo, brincava com seu Vitorino: "olha o dote da prometida, heim.."!

- Eu sei... eu fingia, ... a gente fingia que não entendia essa bobeira deles...


Saem da Lanchonete em direção ao ponto de ônibus. Silêncio quebrado por vicenzo.


- Cara... muito do que faço hoje é por que eu me despertei para o privilégio de ter a origem que eu tive, e nunca soube direito como direcionar essa riqueza do meu passado. do nosso passado. Acho que devo muito a você por não ter sido mais companheiro e mais honesto contigo. Espero que um dia você me perdoe...

- Perdoar ocaralho! que viadagem. A vida é assim, como sua mãe diz. A gente não tem mais por que ficar afastado assim, um do outro, como inimigos também, né.

- Claro que não...

-só lamento que não poderei estar tão próximo de você na UNB, pois acho que sem as cotas, eu não passo, mas...

- Não cara! Mas você vai entrar pelas cotas sim!

- Cuméquié?!

- É! O cabeça doda comissão tá querendo bancar sua entrada pelas cotas. E el é pedreira, cara...

- Mas isso não vi te prejudicar?!

- Só vou me sentir prejudicado se você não entrar, Tião!

- Mas vai dar polêmica... o resto da banca vai armar alguma coisa...

- Pode ser, mas... sabe essas palhaçadas de autonomia universitária, democracia, gestão participativa e o caralho a quatro? É tudo desculpa pra gente fazer ummonte de merda aqui dentro e cagar pro que os outros pensam. Tem horas em que a arrogância do meio acadêmico dá um ponto final, e não dá satisfações a ninguém. Dessa vez, será por uma boa causa.

- Já tô me vendo na capa da Veja com você...

- Aquela revista reáça!?...

- Reaça por que diz a verdade?!

- Seu...


Fade out, audio morre, entra a musica... ah! chega!

O Blog tá parecendo Boate Beatnik

"Que santa é essa na foto?"

É o que pergunta Mano Brown.

De volta a UNB...

Aqui neste texto tem a honra de contar com as observações e críticas de minha esposa, Miss Brown, em vermelho.
Ao se livrar do crioulo encrenqueiro, os membros da comissão renovam suas convicções:
- Pô... é cada uma que pinta aqui... - diz um dos militantes
- A idéia de fazer esse pelotão de fuzilamento foi de vocês... pelo jeito não esperavam que o cano ia virar pra cá, né... - fala o sociólogo, ajeitanto seu dread - Mas esse prezepeiro, esse palhaço ai num vai esmorecer nossa luta não!!! Vamos defender a justiça social, o fim da discriminação, custe oque custar...
- Melhor seria dizer que vamos defender a discriminação, mas a discriminação positiva, justa, que restaura o desequilíbrio causado por essa sociedade racista e capitalista!!!... - Se exauta um outro militante universitário(redundância?), representante dos estudantes.
- não vamos enfraquecer!... Vamos continuar nosso trabalho, nossa luta em trazer nossos irmãos pra dentro da UNB!
- Que pena que um deles,... um de seus "irmãos", preferiu Priceton... a familia é grande e, heim? - Debocha o antropólogo, cabeça da comissão, com cara de saco cheio e ar de sarcasmo, acendendo seu cachimbo. - Mas até que foi engraçado,... se eu fosse ele, faria a matricula e trancaria no mês seguinte, só pra matar uma vaga...
- O companheiro deveria parar com essas declarações desagregadoras e provocativas em um momento tão solene! e aproveite para apagar esse cachimbo, que aqui é um espaço público. não somos obrigados a colocar nossas vidas em risco por suas atitudes burguesas...
- Ora, vá a merda, Gilson! Tu era doido pra fumar, imitando Stalin... só ficou com vergonha de ser chamado de Véio Zuza, Preto Véio, essas coisas. naõ venha reprimir meu charme, seu ressentido... "companheiro"...?! Há! sou professor nessa merda aqui...
- Mas isso não lhe dá o direito de desrespitar uma norma de toda a sociedade! - grita um aluno - Tu é um mero cidadão com todos aqui, e não pode fumar como qualquer um daqui!
- Chama a policia, então... - desafia o professor antropólogo, com ar calmo, dando de costas pro aluno, que aliás, se chama Vicenzo.
- Já sei o que tu quer! tu quer tumultuar, sabotar o processo! arranjaru m motivo pra dar merda aqui, mas não vai ficar assim não!...
- Se eu quisesse qualquer coisa, de acordo com o edital, só por ser o presidente dessa merda, eu já teria feito. Inclusive te tirar dessa comissão...
- A coisa já tá muito tumultuada, e o pessoal ai fora quer que a fila ande. Vamos trabalhr gente! - Fala o sociólogo, ajeitando seu abadá, e puxando o antropólogo, e falando em tom baixo e falsamente conciliador
- porra, Claudio! A reitoria já avisou que não era pra tu fazer essas graças! Tu quer me prejudicar, cara? Nesse negócio de aluno versus professor só a gente que perde...
- Eu não perco porra nenhuma! Não faço conchavo com sindicato, com UNE, com porra nenhuma dessas. Você é que tem de fazer essas graças pro povo do PSOL, do PSTU. Tõ cagando pra quem vai capitalizar em ciam dessa sacanagem aqui...
- Mas manera cara... nosso departamento já tá vizado demais... tamos perdendo espaço por tua causa,...
- Quem conta com esse palanque aqui é você, que tá querendo uma Secretaria de Igualdade Racial no seu bolso... eu não me sinto perdendo nada, pois não conto em levar nada disso aqui... a não ser alguns causos que farei questão de contar nos bares da vida...
- Mas tu, heim?!?!.. nem parece que é de esquerda...
- E você nem parece que é professor! E chama logo o próximo candidato, que isso aqui já tá me enchendo o saco...
- Candidato 230005-2, Sebastião das Neves!
Meu deus do céu! Que pretensão. Se você pensa que pode traçar conflitos de bastidores no estilo de West wings, se tá mau, meu nêgo. Tá tão artificial quanto personagens da novela da globo lendo jornal antes da janta.
- Graças a Deus... - comenta o Gilson com um dos membros da comissão - Ai vem um caso que não vai dar margens para dúvidas...
Entra um rapaz, com pinta de Chico Buarque com seus vinte anos. Com os olhos verdes, cabelo encaracolado, e sorrindo, fazendo contato visual com o Vicenzo, que disfarça, e finge não corresponder, ou não reconhecer, o que faz com que Tião se recomponha. Claudio já sorri, olhando pros demais membros, que têm cara de constrangidos, desapontados e levemente desconfortáveis frente a decepção de ver um cara com tantas características brancas se apresentar frente a comissão. Uma integrante da comissão não se contem...
- Mas um pra sacanear o processo, porra.... - resmunga pro Vicenzo.
Eu, heim! Nada a ver! quero ver como é que você vai desenrolar essa agora...
Claudio começa os trabalhos:
Bom dia, senhor... Sebastião das Neves... o das Neves tudo bem, ... até lhe cai bem,...mas o Sebastião...(falando de forma jocosa, e olhando pra comissão) conte sua trajetória de via, meu amigo... o que te trás aqui...
- Bom... meu nome é Sebastião por causa do meu pai, que eu não conhecí diretamente. minha mãe morreu cedo também... e fui criado na comunidade da Cachoeirinha, num quilombola do Leblon, no Rio de Janeiro. Fui criado numa família afro-brasileira, e me orgulho muito disso.
- Tu diz então que foi criado por negros?...
- Sim, e só conviví, praticamente com meus familiares e os membros da minha vila, meu povo da comunidade...
- Como assim? quem eram seus pais...ou melhor, sua mãe, era negra?
- Não. Negro, só meu pai. Minha mãe era francesa, recém chegada ao Brasil. Era meio hippie, fazia filosofia, e um dia veio pro Brasil e resolveu morar la na comunidade Cachoeirinha, onde conheceu meu pai.
- Mas sua mãe evidentemente predomina na sua herança...- diz um membro dos movimentos sociais, provocando reação entre os da comissão e constrangendo o candidato. tião se recompõe.
- Bom... eu acho que minha maior herança vem daqueles que considero meus verdadeiros pais, pois foram eles que me criaram. se hoje eu sou alguém, é graças a lels, e por eles eu quero ser alg mais, quero fazer Direito...
-Há! direito?!.. Tem uma faculdade de direito na UERJ, no Rio. Por que não tentaste as cota de lá?
- Por que fui transferido pra cá, pois eu hoje trabalho nas forças armadas. E também por que aqui na UNB sempre ouvi dizer que o curso de direito está mais voltado pra construção da justiça social. Sou fã do Eros Graus... E mais importante de tudo... eu...(falando com o olhar na direção do Vicenzo)... eu queria,... e eu queria provar minha africanidade de uma vez por todas... Na Uerj oque vale é a declaração, e eu quero mostrar a minha negritude!
- Hum... tá difícil, brad pitt... - cochicha a mina da comissão pro gilson, que discretamente ri, em desaprovação complacente.
Hum!!! Tá difícil mesmo! Tá forçado demais, tá confuso. Tem mitas lacunas, meu querido...
- Mas de onde vem essa africanidade que tu diz?! Tamos vendo que tu usa essa camisa ai (com as cores da etiópia, com Haille salazye na frente, e Che Guevara nas costas em vermelho branco e azul com a estrela vermelha cubana/pt ao centro), esse cabelo (um dread irado e rebelde), ou seja, tu externa acessórios curiósos para sua cor...
- Não são estranhos a minha origem. De onde venho, aonde fui cirado, isso é normal. Eu sempre fui assim, e não sei ser de outro jeito: luto capoeira melhor que qualquer um daqui, sou jongueiro, sou alagbê do meu terreiro, eu vivo minhas raizes... até sofro por isso também...
Claudio olha pro Gilson e provoca: - Não vai fazer as perguntas de praxe? Gilson se contém em começar outro bate-boca e pergunta a queima roupa:
- você já teve alguma relação com uma mulher afrobrasileira?
- Claro! Só!
- Nunca te bateu uma sindrome de Fantasma?
- Como assim?
- Sabe, a história em quadrinho?!... o Fantasma era um espirito de um europeu que se encontrou perdido na Africa e resolveu ser o justiceiro da região. vivia nba Áfria, mas sempre que p´recisava arranjar um herdeiro pra dar ocntinuidade a sua dinastia, arranjava uma branca. O cara vivia na África, entre negros e negras, e dizia lutar pela África, mas na hora de dar ocntinuidade a sua história, não misturava as coisas: só acasalava com brancas.
- Não é o meu caso, meu senhor! Não que a cor me faça qualquer diferença além da diferença que faz o gosto das frutas. Mas geralmente minhas namoradas são negras. Meu filho é negro como eu. Aqui a foto dele. (saca de sua carteira uma foto de um mulatinho que é a cara dele, com a mãe, uma Vatusi)
- Então tu não tem problema de arranjar mulher de qualquer raça, diferente dos negros, que são rejeitados por brancas, não é. - provoca a militanteira
- Isso é você que acha...
- Vai me dizer então que tu já foi discriminado pela sua "cor"?!?! - pergunta, com ar de descrença.
- Sim. Tanto por meus irmãos que não acham que eu possa ser como eles, como por brancos que acham que sou maluco, ou faço tudo pra aparecer. É a mesma complicação, seja pra arranjar mulher, trabalho, sair...Teve uma vez que eu fui a um baile charme, lá no Rio, e quiseram me enquadrar só por causa da minha cor!
- Há! Isso é mentira! duvido!
- É verdade, porra! Só por que eu fui falar com uma mina, começaram a dizer que aquele não era meu lugar, que sorvete de baunilha eles derretem é na chapa quente, e queriam me acertar. botaram uma arma na minha cara!
- Não seja leviano em inventar essas histórias que vão criar e reforçar um estigma covarde contra os afrobrasileiros! Com pode?!!?...- esbravejava o ongueiro.
- Mas é verdade! E se quiser, eu tenho testemunha aqui mesmo, ... Não é Vicentinho?
- Oooooó...
Silêncio sepulcral. Todos se voltam pro vicenzo, que , de cabeça arriada, lentamente levanta sua carranca e diz em lamento:
- ...Porra, Tião...
-Ooooóóó´... (sepulcral)
- Fui criado por dona Neuma e seu Vitorino, pais do Vicenzo. É meu irmão, ele sabe de mim... fala pra lels daquele dia, no jogo lá em Saõ Conrado, oque aconteceu...
- Me tira dessa , Tião! Não tem nada a ver... esse aqui é um outro processo, não interessa essas histórias...
- Mas essa garota tá me chamando de mentiroso!! tu não vai dizer a verdade?!? não vou passar por mentiroso por que você é covarde,cara! tu sempre foi assim, Vicenzo...
A garota militante pergunta, chocada, pro Vicenzo: - É verdade?!? Isso aconteceu lá no Rio?! Tú tava lá? Tu conhce ele ou não conhece?!
Vicenzo reluta, mas responde:
- É tudo verdade! Eu conheço sim. Somos quase irmãos. mas nossas vidas são diferentes. Não quero colocar em dúvida minha postura frente a nossa missão com esse episódio...
-Familiar?! - complementa provocativamente Claudio.
Essa história de botar cariócas na UNB vai ter de ser explicada ,my dear... sooner or later -
... é. Sebastian é meu irmão... foi criado comigo. Eu o conhço desde de que nasceu. Gilson pergunta, entre espantado e revoltado:
- E você confirma tudo que ele contou?
- Sim... mas não posso considerar isso oficial... Vem um silêncio que é seguido de um discreto pigarrear do professor Cláudio:
Silêncio exumado? Quantos tipos de silêncio... o melhor é o do fianl da história
- Meu querido Sebastião - diz ele, com ar de quem está se divertindo - tente compreender. todos aqui,... talvez um pouco menos eu, estamos preocupados com um dilema. Afinal, se por um lado você, ham... cmo é que você disse naquela hora, vicentinho?... sim!: Se por um lado você "representa", sua cor é evidentemente uma dúvida. Não encontramos nenhum traço de afrocentricidade em você. Não temos nenhuma disposição em aturar, amamnhã, um monte de gente dizendo que te favorecemos, quebramos as regras ou que somos incoerentes, por mais que esse processo provoque incoerências... Acho que a idéia de exame genético não era tão abusrda assim. Cada vez gosto mais daquele candidato, o...
Sempre tentando puxar pro texto anterior, que deu certo? Coisa feia...
- Não seja rídiculo, oras!! Esse cara é branco, tá na cara!! E nos olhos, e nesse ar de desentendido. Certamente veio fazer o vestibular aqui procurando algum favorecimento do Vicenzo! - esperneia uma militante
- De forma alguma! Alto-lá!! Tá me tirando de corrupto?!?! Eu nem sabia que ele iria fazer vestibular! aliás, tu nem tinha o segundo grau da última vez que nos falamos, tião...
- Eu não posso dar atestado de africanidade pra ninguém, e nem é esse o papel da comissão. E tu, Tião, não pode sair por ai falando que é negro se tu nem conhgeceu teu pai, porra!
Nessa hora, Tião se enche de ódio e voa pro pescoço do Vicenzo:
- Seu viadinho, filhadaputa, desgraçado!! Eu sei sim, quem é meu pai!! SEU VITÒRIO É MEU PAI! EU SEMPRE SOUBE! DONA NEUSA SABE DISSO SE IDIÓTA TAPADO!! ELE É MEU PAI, E SEMPRE ESCONDEU ISSO DOS OUTROS! FOI ELE QUE NÃO QUIS ASSUMIR!
Virou o que tava prometendo a muito tempo: novela mexicana! Olha a Maria do Bairro ai, gente!!! Que escrotidão... "textos que me envergonham" - minha nova comunidade do orkut!
Todos tentam apartar a porradaria, e tião cai, exausto, murmurando..
- Meu pai é seu Vitorino. Meu pai é o teu pai, Vicentinho... como tu nunca notou, cara...? Como pode ser tão cego...?
vicenzo se ergue, ainda cambaleante pela asfixia, mas não deixa de murmurar:
- Eu sempre soube...
OOOOOoooooóóóóó!!!! (isso é bocejo)
Ao ouvir essa, Tião se levanta e sai desembestado da sala. Vicenzo faz que vai segui-lo mas se retem na soleira da porta.
- É melhor vocês resolverem isso lá fora.. é um caso que não poderemos decidir aqui. - Diz o Gilson
Agora o Gilson é o conciliador? Queremos paz?
- Concordo... teremos um parecer depois e... -diz claudio - Eu acho que a comissão deveria fazer uma pausa, que eu já volto. - Diz vicenzo.
- Você não precisa se preocupar em voltar, Vicenzo... - diz desafiadoramente Claudio
- Como assim?...
- Tu tá fora.
- Protesto!! Isso é uma arbitrariedade! É uma perseguição. É uma discriminação! Como podem fazer isso com o estudante que mais representa os afrobrasileiros dessa universidade?!?! Você que enfraquecer..
- QUER VER ARBITRARIEDADE? QUEM AQUI SE OPÕE A DECISÃO DE DESTITUIR O VICENZO?
Silêncio humilhante pro vicenzo
? Humilhante?
- QUEM SE OPÕE A ADMISSÃO DO CANDIDATO SEBASTIÃO DAS NEVES?
Nenhum dos murmurios silenciosos articulou qualquer contrariedade.
- Isso é arbitrariedade, sim. E ainda bem. Tu tá fora da comissão.
Vicenzo se retira e corre atrás de Tião.
Fade out com introdução de "Retirantes" do Dorival Caymmi
Foi pra isso que você me acordou de madrugada, Blinder??...
Agradeço a minha dignissima esposa por sua contribuição. Podem notar que sem apoio e cumplicidade de sua cara metade, a gente não chega a lugar nenhum.
Música em homenagem a minha rainha: Ela, de Gilberto Gil


domingo, 7 de outubro de 2007

ESTOU COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DA MORTE DO CHÊ

Voce não sabia? sou o maior esquerdopata de plantão.....rss
Sequela de infância.....
PRECISAMOS MARCAR URGENTE NOVO ENCONTRO.

sábado, 6 de outubro de 2007

Filmes do midiasemmascara

Segue abaixo uma relação de filmes indicados pelo MSM: depois eu comento em outro post:
© 2007 MidiaSemMascara.org

Nota Redação MSM: A seleção de filmes e seriados indicados pelo MSM é feita com base nos seguintes critérios:

- temática de interesse segundo o perfil dos leitores e da linha editorial do Mídia Sem Máscara;

- realizadores eventualmente envolvidos com a militância antiesquerdista;

- possibilidade de provocar reflexão a respeito de temas específicos, numa perspectiva neutra e/ou liberal-conservadora, de forma a evitar o enfoque tradicionalmente esquerdista da crítica cinematográfica e, por conseqüência, de qualquer debate ou estudo tendo por base os filmes.

É importante ressaltar ainda que filmes não são teses, e sim obras artísticas; portanto, seu significado não só é aberto como sujeito a diferentes interpretações em circunstâncias e pontos de vista não necessariamente excludentes.
grifo meu
***

1. Círculo de Fogo

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=9517

TEMAS: Segunda Guerra, comunismo, nazismo, propaganda ideológica,

Uma rara oportunidade de assistir a um filme de guerra onde os piores vilões são os burocratas assassinos da extinta União Soviética.

2. Forrest Gump

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8276

TEMAS: história, individualismo, contracultura, EUA, capitalismo, valores familiares

A celebração do homem comum e sua autodeterminação que se sobrepõe ao processo histórico.
P.S - Adoro este filme.

3. Maria Antonieta

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13574

TEMAS: Revolução Francesa, nobreza, luta de classes

Contrariando os clichês sobre a personagem histórica, o filme confere a um momento histórico uma dimensão humana ignorada.

4. O Sacrifício

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13867

TEMAS: feminismo, religiões pagãs, new age, sociedades alternativas, politicamente correto, naturalismo, coletivismo

O diretor Neil LaBute é um dos cineastas mais críticos da atualidade em relação ao senso comum e ao politicamente correto. Sua visão de mundo pode ser considerada conservadora nesse sentido.

5. A Praia

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8990

TEMAS: new age, sociedades alternativas, naturalismo, drogas, coletivismo

O filme é uma crítica especialmente ácida ao coletivismo e às relações de poder escondidas em comunidades onde aparentemente todos são iguais, mas alguns são “mais iguais” que os outros.
P.S - Lembra a revolução dos bichos, fantática fotografia, grande filme de aventura

6. Clube da Luta

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8261

TEMAS: politicamente correto, ativismo, terrorismo, violência, subversão social, drogas
P.S. Sem palavras. Tyler diz....

Violenta crítica à sociedade moderna, dominada pelo relativismo moral, pela inação masculina e pelo capitalismo financeiro dos bancos e grandes corporações. Na época de lançamento, o filme foi considerado libertário ou de “de direita” pela crítica norte-americana.

7. À Procura da Felicidade

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14075

TEMAS: EUA, capitalismo, individualismo, história, luta de classes, valores familiares, era Reagan

Baseado numa história real, é um retrato corajoso da América que não se entrega ao discurso fácil da luta de classes e das injustiças sociais. Merece ser visto pelo simples fato de que os “vilões” do filme são os hippies e os impostos.
P.S Basta dizer que chorei ao assitir este filme, lembrei de meu pai.
8. 300

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14108

TEMAS: história antiga, guerra, militarismo, Guerra do Iraque

O filme foi detestado pela crítica – e não à toa. Nele, os militares não são covardes armados, os políticos pacifistas não são confiáveis e os vilões vêm do oriente (um “crime” na Hollywood de hoje). Ademais, a produção é um espetáculo visual deslumbrante.
P.S - Espaaaarrrtaaaa!!!!!!

9. Duro de Matar 4.0

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14332

TEMAS: ativismo, terrorismo, EUA, segurança, tecnologia

Um filme cujo vilão se inspira em Lênin não pode passar despercebido nos dias de hoje.

10. Amor Maior que a Vida

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=10367

TEMAS: terrorismo, ativismo, história, EUA, América Latina, governo militar

Mostra a relação hipócrita entre refugiados esquerdistas que buscam abrigo nos EUA e o “sonho americano”, que eles querem vivenciar e repudiar ao mesmo tempo.

11. Contato

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8266

TEMAS: ciência, religiosidade, terrorismo, individualismo, valores familiares, tecnologia

Inesquecível embate entre fé e razão, pelas lentes de um mestre do entretenimento cinematográfico.
P.S -O filme que fez abalar o meu ceticismo.Não me fez crer em nada mas a entender a importância da fé.

12. Os Gritos do Silêncio

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=1148

TEMAS: Khmer Vermelho, comunismo, jornalismo, guerra, história

Os horrores de uma ditadura de esquerda, a hipocrisia ocidental diante dos crimes cometidos por ditaduras longínquas, o papel do jornalista em meio à guerra – tudo junto num clássico.

13. Náufrago

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8583

TEMAS: individualismo, valores familiares

Poucos filmes norte-americanos de um grande estúdio teriam a coragem de dispensar os diálogos durante praticamente um terço do filme. Uma experiência visual, emocional, uma celebração do cinema e da jornada do indivíduo que enfrenta seu destino com fé e coragem.
P.S. Bonzinho.

14. A Inglesa e o Duque

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11201

TEMAS: Revolução Francesa, luta de classes, nobreza, história

O retrato do período de terror da Revolução francesa, pelas lentes do maior cineasta francês vivo: Eric Rohmer. O filme tem a coragem de mostrar que os assassinos anônimos das revoluções são, independente de sua coloração ideológica, assassinos.

15. A Árvore, o Prefeito e a Midiateca

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11626

TEMAS: política, França, ecologismo, socialismo

Uma comédia de costumes no melhor estilo de Rohmer. Vale especialmente pela memorável cena onde o megalomaníaco político socialista é acuado pela argumentação de uma menina de 10 anos.

16. O Raio Verde

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11174

TEMAS: individualismo, França, sociedade

Um dos mais admirados filmes de Eric Rohmer. A aparente banalidade do drama de uma francesa solitária durante suas férias ganha contornos mais amplos ao refletir a experiência individual diante das pressões coletivas na sociedade moderna.

17. Seinfeld (seriado)

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14146

TEMAS: politicamente correto, EUA, sociedade, história, welfare state

O melhor seriado cômico de todos os tempos não poderia ser de esquerda: e, de fato, não é. Nada escapa à ironia dos roteiristas de Seinfeld: ativistas gays, funcionários públicos, imigrantes que se recusam a falar a língua do país que os acolheu, médicos sindicalizados, muçulmanos ressentidos, assistentes sociais, artistas performáticos, patrulheiros da correção política etc.

18. O Balconista 2

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13473

TEMAS: politicamente correto, EUA, sociedade

O filme tem um humor inaceitável para os padrões politicamente corretos do Brasil de hoje e, definitivamente, só poderia ser filmado num país onde ainda existe liberdade de expressão. Destaque para a “luta” de uma das personagens, que quer provar que palavras significam o que quem fala quer dizer – e não o que dizem os patrulheiros de plantão.

19. A Cidade Perdida

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13703

TEMAS: Cuba, revolução, luta de classes, história, comunismo, valores familiares

Hollywood poderia produzir qualquer coisa: exceto, aparentemente, um filme sensível e honesto sobre os absurdos da ditadura cubana de Fidel Castro. Andy Garcia foi à luta, levantou a produção por conta própria e nos presenteou com um tocante drama de época, embalado por irresistível trilha musical com o melhor da música cubana.

20. Team América – Detonando o Mundo

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=12026

TEMAS: terrorismo, ativismo, história, EUA, militarismo, politicamente correto

Considerado um filme de inspiração libertária, o roteiro atira para todos os lados. Mas acerta principalmente na hipocrisia e na burrice ativistas das celebridades de Hollywood, sempre dispostas a apoiar ditadores sanguinários em nome de ficar contra os republicanos.
P.S. Poucas vezes eu ri tanto na vida. America!!! Fuck Yeah!!!

21. A Fogueira das Vaidades

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=3142

TEMAS: politicamente correto, história, EUA, sociedade, era Reagan, ativismo

Antes de virar mais um artista em final de carreira que resolve virar marionete do discurso das esquerdas, Brian De Palma levou ao cinema o excepcional romance de Tom Wolfe, uma crítica muito ácida à Nova York de ativistas profissionais e políticos acirrando os ódios sociais e raciais em troca de popularidade.

22. Soldado Anônimo

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13243

TEMAS: EUA, guerra, história, Iraque, militarismo

O diretor do ultra-esquerdista “Beleza Americana” imaginou que, ao humanizar os soldados norte-americanos no Iraque, poderia agradar a crítica politicamente correta. O tiro saiu pela culatra: a militância não gostou nada da brincadeira, mas o filme ficou ótimo.

23. Possuídos

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14111

TEMAS: EUA, guerra, paranóia, conspiração, militarismo

O título em português nada tem a ver com o original. Um dos melhores recortes cinematográficos sobre o fenômeno da paranóia e como seu descontrole impede que se estabeleça qualquer relação mais lógica com a realidade.

24. O Aviador

http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11866

TEMAS: EUA, história, capitalismo, paranóia

A personagem histórica na qual o filme foi baseado era um genial empreendedor, um anticomunista que combateu a burocracia governamental e denunciou as relações espúrias entre políticos e empresários para destruir a livre concorrência.
P.S. Serjão não gosta por que o diretor era Macartista. rs!

As vítimas


A mulher é vítima do homem = feminismo.

O negro é vítima do branco= movimento negro.

Onde andará Sérgio "Mendes"?


Caros companheiros, mandei um e-mail com entrevista de um representante da FARC pra vocês. Bom final de semana.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PUTA QUE O PARIU....!!!!!

Luiz!!!! Cara......lho, escreve um roteiro p.....orra! Tu tem talento pra ca.....cete. Ou vc escreve, ou nunca mais falo contigo, p....orra!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

E No Vestibular da UNB...


Na sala da comissão para avaliação dos candidatos a vaga para negros da UNB, encontramos um clima semelhante ao dos antigos mercados e saudosas feiras de escravos ´desembarcados nos portos de Salvador, Rio e Santos. A comissão , formada por exeperts em negritude que se apresentam como capazes de dizer quem é afrobrasileiro e quem não é nese pais, conta com antropólogos, estudantes, reprsentantes dos movimentos negros e afins.





Entra o primeiro candidato, evidentemente negro de pele, de barba e cabelo pixain, um clássico quibundo. Cara de Altay Veloso. Ele se senta e, antes de qulaquer pergunta, ele aborda a ocmissão:



- Qual de vocês é o geneticista? eu quero colher logo o sangue, para me sentir a vontade de ser entrevist..



- Meu rapaz - diz um dos membros da comissão - não tem geneticista aqui, não! Não estamos em Dachau!



- Ah, não?! Estamos então no Congo Belga? Como que vou comprovar minha negritude sem um exame genético?



- Q qui é isso mano! Fica sabendo que a etnia é uma identidae social , tá ligado?! É cultura, mermão!- fala um representante dessas ongs, desses negros profissionais.



- Oh, .. really?!? Então tá! Quer dizer então que um dinamarquês poderia ser considerado negro, do ponto de vista osical, comportamental, cultural,...



- NÃO! -dizem todos em coro, com veemência.



- Claro que não, mermão. Tu não vê que tem que ser da cor?!



- então pra que a entrevista?! Devo apresentar meus documentos e explicá-los aqui?...



- Não. Mas precisamos ter certeza de que tu é negro. Se tivermos dúvida pela aparência, faremos algumas perguntas ...



- Mas que pergunta pode exclarecer, digo, desculpe..., que perguntas poderiam revelar a etnia de um sujeito?



- Ó... vou abri pra você, por que tu evidentemente é da cor, então fica bastante óbvio que tu tem que ser favorecido por essa conquista da nossa gente. Mas digamos que tu fosse meio Paulo Zulu, e viesse com história de que é negro e pá... ai a gente iria avaliar seu perfil...



- Mas como?



- Tipo assim: tu, por exemplo, se é suspeito de ser mas branco, eu perguntaria se tu ja´teve uma namorada negra ou mulata... - sorri maliciosamente, como se tivesse apresentado um procedimento maravilhoso.



- E...



- Ué?! Se o cara diz que nõ, t´na cara que não é da cor, meu. Tá fora!



- Mas perai: qualquer alemão pode ter no seu cartel duzias de negras e mulatas, com as quais ele até se sujeitou em andar de mãos dadas no calçadão de Copacabana. Eu tenho colegas de ambos os sexcos que tiveram relações interraciais, e eu, que sou "evidentemente da cor", confesso que nunca namorei uma mulher negra, e ain...



- Nunca!!??!! - indagam, chocados os membros da comissão.



- Não. - Com ar tranquilo de quem apenas comentou que comeu biscoito no café da manhã.



- Que isso, meu?!?!... que vacilo!!! Que qui tu tem contras as maninhas, meu?!!!...



- Nada, ué ... Apenas nunca ocorreu. Até hoje só tive duas namoradas. Sei lá... não tive sorte... - comenta, jocosamente, mas precebendo o fel no ar.



- Todas brancas?



- Não... acho que não. Svetlana era da Ucrânia, mas Ashanti era Parsi, ...como Samira Tufik, cês conhecem?



- Pô, meu.. sei lá. Tá esquisito. Tu vem com essa de term inas assim, brancas?!



- Mas nenhuma delas são brancas. Mas não são negras! Ou eu deveria dizer que são, não sei...



- Não, cara, deixa pra lá. Dá pra ver que por ai não ia dar certo. Mas, poxa, se a gente te pergunta outras coisas, na dúvida a gente ai acabar acertando se tu é da cor ou não é. Qué vê? Qual é a figua negra mais importante nos dias de hoje pra você?



- Ah!Claro... Condolezza Rice.



- Como?!



- Condolezza...



- Cê tá de caô, mano... Vai me tirá que ela é a mulher que tu mais admira...?



- Não.. claro que não. Admirar mesmo, mais que tudo, é minha mãe.. e depois vem Golda Meyr e Margareth Tatcher... Mas Condol..



- Perai... como pode fazer isso, cara?



- Qual é o problema? Minha orientação político-ideológica coloca em cheque minha identidade étinica?




Silêncio.




- ... bem,... há de reconhecer que pode haver conflitos...


-Quais?


- Como podemos dar o benefício de uma vaga de cotas prum cara que não representa?!?!


- Ué?! eu tenho de ser ou representar? Pois representar negritude até japonês pode representar mais que eu. alias, Svetlana usa dreads, samba melhor que eu, luta capoeira, é campeã de dancehall, amigona de Junko...


- Junko?...


- Ué? Cês não sabem que a campeã jamaicana de dancehall é japonesa?


- Ah!! Não mete essa...


- Ué!? Ela "representa"!!!


- Tá, mas e você? Como é que tu vem com essa? qual é seu orixá de frente?


- Não sei. Não tenho nenhuma aproximação com a mitologia africana. Acho até muito primitivo... Minha única convicção é que sou macho e palmeirense.


- Qual é seu estilo de musica preferido, então?


- Gosto muiito de musica palestrina...


- Tu não representa, cara...


-É?... Tá bom. Mas se por um lado eu não represento, eu SOU. não há duvidas aqui de que sou negro, né?


- É, mas não merece uma cota..


- Ora! Não sejamos cínicos e paradoxais em discutir méritos aqui! Como assim eu mereço ou não mereço?! Se eu sou negro, eu tenho o direito de ser beneficiado, vocês achando ou não que eu mereça. O mérito fica na nota da prova, que aliás, vocês não tem o menor gabarito para tecer qulaquer parecer. Vocês estão aqui apenas para confirmar uma coisa que eu sou, e não que vocês vão decidir... ou querem qe eu , daqui, me dirija para a justiça, pra abrir um processo por discriminação racial?


- Mas não tem nada em você que inspire negritue! você é um negro kinder-ovo!!


- Posso ser até kinder ovo, mas sou inteligente o bastante pra entender que vocês não podem desqualificar ou corromper a minha cor. Não são vocês que decidem se eu sou negro ou não. Nasci assim. Escolhi gostar de heavy metal, ópera e hoquey no gelo. Detesto samba, não gosto de futebol, não conheço um blues ou jazz e acho carnaval de um primitivismo horroroso. Prefiro passar fevereiro curtindo o final do inverno em minha casa em Aspen. Mas minha pigmentação é incontestável.


Silêncio novamente.


- E ai?!? O que fazemos com esse comédia? - indaga um dos entrevistadores.


- Não sei... o cara ainda por cima tem sobrenome Reshistofenn... como pode? - indaga outro avaliador.


- Decidam com a certeza de que se eu entrar na UNB, será pra acordar e dormir pensando em maneiras de desnudar essa palhaçada racialista da UNB... esse será meu propósito, meu único propósito de aqui estudar.


Silêncio tenso



Finlamente o cabeça da comissão se manifesta:


- Não nos resta qualquer coisa senão deixar esse traidor da causa...


- Traidor não, pois não tenho compromisso nenhum com vocês! Caguei pra quem aqui é preto, pobre, botafoguense ou feio. Só posso trair quem de mim pode esperar confiança. Não lhes dou esse privilégio...


- Tá, seu polemista!! Vai fazer sua matricula e nos deixe em paz!


O candidato se levanta com calma e diz:


- Matricula eu vou fazer, mas não aqui, na UNB. Nesse antro de incompetentes panfletistas. Vou é para Princeton, com bolsa integral de uma fundação americana. É isso que eu mereço. Só queria ver que circo é esse aqui...


E sai assoviando "fly me to the moon".









É só uma opinião...

Outro dia desses, falando sobre probabilidade, um cara questionou qual seria a probabilidade de ser aprovado no vestibular para um curso de direito ou medicina, dada uma certa relação de candidato vagas.


Inicialmente eu respondi que se a especulação do cara se baseava em uma fundamentação probabilística, ele já estaria de fora, pois sua premissa estava equivocada: aprovação em um vestibular, pelo menos em um vestibular sério, não tem nada de probabilístico: passam os melhores, e os melhores vão se destacar sempre, mesmo ocorrendo eventos odds, bizarros (como uma caravana de vestibulandos do PH cair com todos os candidatos numa ribanceira...).


Na insistência de outros que defendiam que alguns processos são objetivos, fui bastante delicado e sereno, e deixei bem claro que não adianta. Se uma prova tem 50 questões, com 5 opções cada uma, a probabilidade de alguém gabaritar essa porra é de 0,2 elevado a 50, ou seja, 0,0000000000000002, mais ou menos. Ou seja, é mais fácil ser atingido por um vôo da Gol. Mesmo ser aprovado aleatoriamente (marcar metade dos acertos) já seria um aborto da natureza. E ainda disse que como tem muita gente burra que não se coloca no seu lugar, você encontra a todo concurso uma relação absurda de candidatos-vagas que não é coerente.


Geralmente são apenas 5 ou 10% dos candidatos a uma carreira imperial que são realmente competitivos, e os demais são tão burros e Jozelitos que não conseguem nem calcular a improbabilidade de ser serem aprovados pro mero acaso. Quem tá preparado não se preocupa com relação candidato vaga, pois ele sabe que vai competir com poucos, porém serão os melhores. E a vaga vai ser decidida nos 100 metros rasos, no photochart. Só puro sangue entra, o resto é desprezível. E só joselitos acham que tão preparados quando não estão.


Afirmei que as pessoas que se inscrevem no oba-oba prum vestibular sério deveriam até adquirir uma postura menos ridícula, e só concorrerem quando se encontrarem em condições de competir. É uma ofensa para o meio acadêmico, para o ensino e para a sociedade ver pessoas querendo a aprovação por sorte. Defendi o vestibular como um dos poucos instrumentos de valorização do mérito e da excelência, por mais tosco que seja, e terminei dizendo que um sujeito que entra num vestibular concorrido achando que a probabilidade pode favorecê-lo é tão mal caráter quanto um cara que fica andando nos ônibus, torcendo para ver alguém perder uma carteira, esquecer uma bolsa, algo assim. Não tá roubando, achou...


E não é que teve gente que ficou ofendida ...



Todo mundo tem uma frustração de vestibular...


Mas é compreesível. São joselitos de 16, 17 até 19 anos, tendo de incorporar uma objetividade na vida que ainda é muito romantica. Só pode dar em delírios. Tanto pros Joselitos sem noção como pros puro sangue isso é um horror. Eu espero poder bancar aquele ano inteiro de reflexões depois do segundo grau pro meu filho poder "se encontrar". Isso não é absurdo nenhum. É preciso não só estudar disciplinas acadêmicas, mas a vida, oque se quer da vida, e o que se pode, naquele momento, extrair da vida de melhor. Depois ele que decida: Columbia, Yale ou Stanford. No máximo Harvard...


Também sou joselito de vez em quando...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Arrogância e Covardia Técnica no Judiciário

Antes de mais nada venho esclarecer que cada blogueiro aqui tem sua opinião independente e de ampla autonomia. Na verdade, são opiniões até conflitante e adversas. não existe aqui um partido, uma escola ou uma tribo, e portanto o que eu escrevo não deve nunca ser confundido ou transferido a ninguém. E sempre que algum discurso meu desagradar alguém, me sinto disposto a "rever os meus conceitos" sem constrangimentos. Mas de uma coisa eu não arredo o pé:






EMO É VIADAGEM!!!!










































A tendência de um sistema é viver pra cuidar dos problemas do próprio sistema, e que se foda o mundo.




Quem nunca foi vitima de uma postura supostamente técnica e objetiva, impessoal e isenta de interesses, que na verdade acoberta a arrogância, o corporativismo e a canalhice, seja individual, seja institucional? não adianta perguntar, pois muitos sequer imaginam como pessoas incompetentes e ruins se escondem por trás de um diploma, de uma patente, de um crachá ou de um gabinete. Mas essa semana, a prisão daquele estuprador psicopata homicida calhorda sem vergonha que matou das crianças de 13 e 14 anos me trouxe de volta o nojo que eu tenho dos "técnicos" e "profissionais" desse pais.




O crime é uma óbvia demonstração não da falta de qualidade do Estado, e sim da seriedade. não faltou prisão, julgamento e avaliação psiquiátrica pro bandido. ainda assim o cara conseguiu relaxamento da prisão com seu histórico violento e seu comportamento mais que suspeito, e um psiquiatra concursado e incorporado a justiça achou que o cara poderia conviver conosco, cidadãos saudáveis, sem apresentar risco para o cara e para nós e nossos filhos. Nem preciso dizer oque aconteceu.




Mas ai surge um monte de gente pra indagar como esse sujeito foi tão mal avaliado assim (se é que o foi). E sempre que isso acontece , aparece com a cara mais cínica do mundo o dito cujo dizer que ele não tem responsabilidade pela decisão, pois seu parecer é apenas um recurso que a justiça pode fazer uso ou não: a decisão é do juiz. Tirou o dele da reta e deu descarga, descendo pelo esgoto toda sociedade. Outro dia um juiz decidiu contrariamente a adoção de uma indiazinha que sofria de hipotireoidismo e corria risco de infanticídio e abandono criminoso na amazônia, por que um antropólogo deu parecer negativo a retirada de um indigena de seu "meio cultural", basicamente alegando que o infanticídio, como faz parte da prática e dos costumes da sua tribo, deveria ser executada, e esse Estado, que supostamente defende a vida, não deve se meter nisso, sob a ameaça de interferir na cultura milenar de matar injustificadamente crianças indefesas. E um juiz acatou. Na primeira demonstração de descontentamento, vem o antropólogo dizer a mesma coisa: quem decide é o juiz; eu só dou minha opinião profissional.




Essas bizarrices acontecem de montão no Judiciário. Juizes, procuradores, defensores e outros elemento do direito original, analfabetos, despreparados, descomprometidos e desqualificados culturalmente, recorrem ao parecer "profissional" de outros segmentos do saber técnico para poderem fundamentar suas decisões. Pra começar, muitas dessas apelações para outro saber se dá por covardia e falta de conhecimento geral e acessível, que esses juristas não querem ter ou não sabem onde buscar mesmo. são técnicos da justiça no pior sentido, como técnicos de tv que não entendem nada de física, engenharia eletrônica ou dos fundamentos básicos da engenharia para não serem meros reprodutores de procedimentos. São moleques de 26 anos, que acham que já gozaram e nem menstruaram ainda, e por isso podem assumir o status de juizes, mas são tão inconsistentes para decidir sobre a cor de seu terno, que não querem ter o peso, a responsabilidade de encarar o mundo real e responder por ele. E ai recorrem a uma avaliação "multiprofisional" , com "a reunião de saberes" e apoio de "vários segmentos do conhecimento técnico", para melhor poder de decisão.

Ainda assim, como no caso do notório estuprador, imperou a arrogância dos juizes, que ignorando evidências que não dependem de um olhar especializado (apenas a analise séria do histórico comportamental e social do sujeito), decidiu por libertar um violento criminoso, ou melhor, deixá-lo em processo de deisnternalização. Nesse caso, sempre me vem a memória o relato de parentes e amigos de meus pais que diziam que a muitas décadas, quando descobriram o cinema, uma coisa que sempre chamou a atenção era o fato desses cinemas, pequenos e provincianos, reproduzirem o sistema de castas na reserva e distribuição de alguns assentos, e sempre existiam os assentos do clero e do juiz. Essas figuras não se escolhe, diferente um prefeito, que nunca tem assento cativo. Engraçado como o judiciário sempre foi próximo do clero em termos de postura: a verdade, a razão e a adequada obediência estão do seu lado. E a essas entidades deve-se a reverência que as sociedades modernas conseguiram exorcizar da entidade militar e governamental. O judiciário ainda se considera divino, e não me lembro de médico processando vizinhos para obrigá-los a ser referido como doutor, como recentemente aconteceu em Niterói.

Minha experiência pessoal é relativamente recente e foi no famigerado juizado daqui do Rio, na época do maldito Siro Darlan, quando tive de ouvir uma psicóloga a arrogante afirmação de que ela é uma profisisonal tecnicamente qualificada para dar seu parecer sobre a adequação de um processo de adoção, e que ninguém poderia questionar sua autoridade ou parecer. Ela estaria acima do bem e do mau, e livre de qualquer inteferência terrestre, humana ou material que pudesse profanar seu saber e seu juizo. Seu processo decisório é fundamentado em um saber consagrado e consensual, validado por seus pares e acatado pela Justiça e pelo Estado. Ou seja: o que ela avalia é cientifico, puro e inquestionável. Quando eu perguntei se então todos os psicólogos chegam ao mesmo parecer frente uma situação , ela titubeou como quem escorrega na merda que ela mesmo estava cagando. É claro que não! Mas o dogma tem de ser defendido (Caray!! Tenho de voltar a refletir sobre isso...DOGMA, Dogma, dogma, dogm...). E assim se comportavam as Assistentes Sociais e todos os "profissionais" dessa comarca maldita. É a mesma comarca que acha lindjo um traficante chincheiro da Globo não ter seu processo de adoção contestado. Pelo contrário, usaram esse maconheiro com garoto - propaganda para incentivar a adoção! Que biíto, ...


Por que os profisisonais fazem isso? Porque podem, seu imbecil! Se eu erro, sofro consequências; mas eles, os "profissionais" do judiciário não. Fica tudo na mesma. Isso é comum aliás, no serviço público em geral. Ninguém paga por erros como esse. Ninguém e exonerado, ninguém é preso, ninguém restitui nada. É um paraiso para os incompetentes. E eu digo (digo, escrevo) isso por ser servidor público, e testemunhar muitos desses vacilos.


Barra Conexions

Barra conexions é um blog para a publicação de qualquer coisa que gente quiser. A gente significa os 3 malucos que se encontram (pelo menos foi assim em 2007)na Barra, bebem vinho e jogam conversa fora.