Blog de três amigos que BEBIAM vinho e jogavam conversa fora. Atualmente a coisa tá difícil.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
"Só aborto socialmente..."
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
O empresariado não tem bolas...

Na verdade é pertinente a sensação de derrota, mas essa derrota foi causada pelos governos que sempre espoliaram a iniciativa privada, ou viciavam o mercado com relações dignas dos mais asquerosos bordeis e privês (que hoje encontramos com facilidade na avenida Santa Cruz). O Brasil, mesmo no período varguista, foi e é oligarca e coronelista, e é na esfera empresarial que essa relação asquerosa entre política-estado-mercado se mostra mais perniciosa. Mesmo cento e tantos anos de república não mudam essa condição.
Vendo cartazes tão cartazes tão caros , anunciando quão importante foi o vereador tal ou o deputado qual ter “apoiado” e “conduzido” a revitalização de Bangu, me pergunto como é que o empresariado não se emputece e não corta essa palhaçada.
Agora o Shopping tem dezenas de pais (e pai pode ser qualquer um mesmo), mas a mãe é a iniciativa privada, que há décadas deseja botar dinheiro ali, e sempre foi atrapalhada justamente pelos políticos de plantão. Foram o Estado e a política que atrasaram Bangu, e a culpa não é do empresariado, mas da visão obtusa do povo dessa região, que teve oportunidades de conforto, emprego e maior ascensão urbana protelada pelos políticos, justamente esses.
Temos um povo burro e uma classe política calhorda, mas temos também um empresariado que não se dá o respeito? Não tem dignidade, não deixa as coisas bem claras? Depois reclamam de serem ostilizados pelo povo, como exploradores!
Como pode o empresariado carioca permitir esse tipo de coisa? A resposta é simples, e mesmo um cara ingênuo como eu consegue realizar quando vê o ultimo outdoor que cobre a av. Brasil e sai da Zona Oeste , passando pro Rio de Janeiro: é claro que o empresariado brasileiro - arcaico, burro, pequeno, que gosta de se cumpliciar com a política, que gosta de ter relações baixas com o estado e com a política, que gosta de fazer relações “calheiras”, que gosta de pagar pensões dos filhos dos outros(e depois lucrar vendendo revistas) – acha que “faz parte do jogo” o politicado se colocar como o empreendedor, enquanto sobra pro empresário a cara de feitor. Que fiquem no século XIX então. Que esse empresariado seja esmagado por qualquer coreano ou chinês em 5 ou 10 anos.
Se é um problema só da zona Oeste, do Rio, do Brasil ou do mundo não sei... mas não me lembro de um político tentar capitalizar politicamente em cima de um empreendimento privado sem que este fosse “o” empresário (lembro logo do Medina, é claro). O que vejo em Bangu é um bando de políticos sem pudor de gozar com a pica dos outros. E esses “outros” ainda oferecem as suas bolas de brinde. E não é possível que não saibam o quanto esse estilo de se relacionar com o estado e se posicionar na política facilita o surgimento de chavismos e coisas assim. Esse estilo cria uma clase política ainda mais demagoga e despudorada que o normal, e capaz de virar um Gollen em pouco tempo.
sábado, 27 de outubro de 2007
Seu Cabral
Aborto: Toda vez que alguém diz "Precisamos discutir a questão do aborto..." é melhor traduzir: "E aí, que tal legalizar o aborto?"
Agora Sérgio Cabral quer legalizar o aborto para diminuir a crminalidade.Poucas vezes ouvi um político dizer tão grande asneira. Primeiro pelo nível semântico: ora se o aborto for legalizado, deixará de ser crime, logo teremos pelo menos 1 milhão de assassinatos de fetos por ano. Se nascerem menos pobres nascerão menos ladrões e assim diminuem os crimes. As contas feitas por Steven Levitt apontam para isso, o que todo mundo esquece é que o próprio autor considera que para fazer efeito o número de abortos realizados terá que ser absurdo, Steven Levitt coloca-se contra a legalização do aborto para este fim (isso os abortistas esquecem de dizer). Alguns estudos contestam os estudos de Levitt. Verhttp://online.wsj.com/public/article/SB113314261192407815-HLjarwtM95Erz45QPP0pDWul8rc_20061127.html?mod=tff_main_tff_top
Isso os abortistas não falam.
Dizem que milhares de mulheres morrem por abortos malfeitos por ano, veja o que diz o datasus:
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/matuf.def
Como diria Reinaldo Azevedo "Que tal castrar os recém-nascidos pobres?"
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Legião urbana
"Há tempos nem os anjos tem ao certo a medida da maldade".
Pois é.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
A Esquerda
Um a um todos os meus antigos heróis foram caindo. Não dá pra aceitar o assassinato consciente e voluntário no presente em nome de um futuro melhor. NÃO APÓIO QUE APÓIA ASSASSINO. Seja este assassino um bandido comum ou um revolucionário, seja em nome do próprio bolso seja em nome de uma causa.
Não há causa que justifique o banditismo e graves desvios morais.
Tudo isso é para dizer que acabo de riscar mais um esquerdista de minha lista já minúscula de esquerdistas ainda admiráveis. Falo de Cristóvão Buarque. O infeliz subiu á tribuna do senado para defender Che Guevara "lutou por uma causa". Hitler, Stalin, Mussolini também lutaram porra!.
Segue uma pequena lista do obituário esquerdista:
Lula
Eduardo Suplicy
Marta Suplicy
Leonardo Boff
Chico Alencar
Benedita da Silva
Luis Fernado Veríssimo
e last but not least: Cristóvão Buarque
Que descasem em paz no túmulo da história.
P.S Depois vão dizer que "ridículo" ou "grosseiro" é o Mainardi. Nada mais grosseiro ou ridículo do que homenagear Che Guevara.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
ONDE ESTÃO?
Eu sei que os gênios estão morrendo, Paulo Autran já se foi,mas tenho certeza que vocês estão nesse planeta, mesmo levando em conta que a gente faz cada viagem maluca quando tem a reunião do Barraconections....rss
Como anda o debate sobre "TROPA DE ELITE"?
E sobre o Senado? CPMF ETC.....
vê se entra em contato
hare crishina
au revoir
hasta pronto... ou o que quiserem....
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Vejam essa!
Deus disse que iria fazer o mundo em 7 dias. Cap. Nascimento disse: "Faça em 6, sr. 01!"
Cap. Nascimento dorme com a luz acesa, não porque ele tem medo do escuro, mas o escuro teme ele!
Cap. Nascimento joga roleta russa com uma arma inteiramente carregada e ganha.
Cap. Nascimento sempre sabe exatamente onde está Carmen Sandiego. E se não soubesse, ele descobria usando o "saco da verdade".
A farda do Cap. Nascimento é preta porque nenhuma outra cor quis ficar perto dele.
Cap. Nascimento dorme com um travesseiro debaixo da arma.
Se colocar no Google as palavras "Cap. Nascimento" + "se ferrou" vai obter 0 resultados e um aviso: Você quis dizer: "Baiano" + "se ferrou".
Principais causas de morte no Brasil: 1. Ataque do coração 2. Cap. Nascimento 3. Câncer", a opção 1 é a maior porque a maioria dos bandidos morre do coração quando vêem o capitão.
O Capeta queria entrar no BOPE, mas o Cap. Nascimento fez ele desistir apenas dizendo: "666, Você é o novo xerife!"
Cap. Nascimento é a razão de Bin Laden ainda estar se escondendo.
Cap. Nascimento depois que saiu do BOPE foi trabalhar em uma creche infantil. "Mas foi armado, "cumpádi", e de farda preta."
Cap. Nascimento não sai de lugar nenhum devendo a ninguém, sempre põe na conta do Papa!!
Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Cap. Nascimento falou: "Tá de sacanagem, sr. 01? Tá com medinho do escuro, sr. 01?"
Getúlio Vargas não cometeu suicídio, ele só pediu pro Cap. Nascimento: "Na cara não, pra não estragar o velório."
Quando Deus resolveu criar o Universo foi pedir permissão ao Cap. Nascimento, e ele respondeu: "Senta o dedo nessa porra!"
A roupa do Super-homem era preta até o Cap. Nascimento dizer: "Tira essa roupa preta porque você é moleque!"
Cap. Nascimento trabalhou como negociador da polícia. Seu trabalho era ligar para os seqüestradores e dizer: "Pede pra sair!"
Quantos Cap. Nascimento são necessários para trocar uma lâmpada? Nenhum, Cap. Nascimento também mata no escuro.
Quando David Banner fica puto, ele vira o Hulk; quando o Hulk fica puto, ele vira o Cap. Nascimento.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Nas cercanias da UNB...
Continua Sebastião a andar rápido, sem olhar pra trás.
- Tião!! Para ai, porra. Perai. - Segurando seu braço, ao alcançá-lo. Tião dá uma chave estilo krav-magá, o derruba e ameaça certar seu pescoço, olhando, como olhos marejados mais raivosos, e bufando muito.
A raiva cede aos poucos, e el cai sentado. vicenzo se arrasta pro lado dele. depois de alguns minutos de reticências, vicenzo fala:
- Cara. Me desculpa nem ter falando mais contigo... perdemos contato. (...) eu nem sabia que tu tinha conseguido terminar o segundo grau.
pausa
- Fiz a prova do estado... (pausa) Quando terminei o curso de fuzileiros... sou cabo agora...
- que bom... é uma grata surpresa saber que tu tá procurando algo maior...
- eu sempre quis algo maior! (pausa seguida de fla mansa) - queria ter tido as benção que tu teve...
- Bom... tu não pode dizer que não teve la suas bençãos...
- Como assim? Se tá sugerindo que ser branco me ajudou em alguma coisa?
- Claro, porra! Mas é claro que ajudou...
- Como cara!?!?! Como!!???! Explica preu entender!!
Silêncio, pra amanssar. vicenzo se rearticula:
- Põ cara... tu teve o maior abrigo lá em casa! Mamãe te tratava como filho, cara.
- Seu vitorino nem tanto...
- Mas sempre te ajudou. Papai semre te abriu algumas portas, te deu apoio...
- Não como filho dele!! Vai me dizer que ele me deu as mesmas oportunidades que tu teve?!!!! Quando eu tive de viver sem saber que era meu pai por mais de 10 anos, todos debochavam de mim. Se lembra por que matei a galinha da dona Isaudina?... todo mundo dizendo que eu era pinto dela, por que ela era uma galinha branca e gorda...
- Deu a maior merda degolar aquela galinha... (comenta, com ar saudosista)... tu fez que nem a Sinhá Delinia quando sacrificava os bichos... tu lembra? he he!
- Foi a inspiração, he he he.
Silencio
- Sei que foi difícil pra você, Tião... não posso dizer o quanto, e me envergonho de não ter sido mais honesto com você mais recentemente. Justamente esse monte de segredos guardados é que me levaram a me afastar de você... do papai...
- Desde quando tu sabia que seu vitorino é meu pai? Pergunta Tião.
vicenzo faz uma pausa e reflete:
- Desde aquele dia, quando fomos fazer prova pro CEFET. Eu me lembro que não passamos, e papai ficou arrasado. ele ficou muito chateado contigo, e muito triste quando me colocou no Palas, e tu acabou indo prum colégio do Estado. eu vi nele uma culpa muito parecida, cmo quando ele me negava ou não podia me dar algo importante. Tinhamos uns 14 anos. apertei mamãe... tadinha da mamãe... morreu de vergonha. Porra... como eu me arrependo daquele dia! queria não ter sdabido assim... a cara de humihlação dela... porra, ela gosta de ti como filho, mas deve ser barra te olhar e ver tanto do pai e de sua mãe em você, cara...
- E nada dela...
Silêncio
Tião retoma:
- Não que eu não quisesse... eu adoro dona Neusa. Nunca me destratou, pelo contrário.
- Pois, é... quantas vezes eu fiquei com ciúme... mas tarde eu até compreendi...
- Tua mãe tem um grande coração. Imagino ela falando que eu não tenho culpa, que sou uma vítma... aquela argumentação generosa... a gente nunca tava errado o bastante pra ela ficar contra a gente... sempre nos defendendo...
Pausa
- E você, Tião? Quando que soube...?
- Eu ouvi uma discussão de seus pais um dia, depois de eu ter feito uma merda federal. Se lembra da carroça do seu Matias, o catador do outro lado? Então... ela dizia que não ia deixar seu vitorino fazer nada impensado, que eu não era o único culpado, e ai desenrrolou a história toda. Também dedusi, ... assim como desconfio que mais gente sabe ou já notou. ele era muito erscancarado também! Ele sempre nos tratou muito igual, Vicenzo...
- não o bastante...
- é...
Pausa
- E como é que você veio parar aqui na UNB? Essa história de ser estudante daqui? De onde veio isso, vicenzo?
- Ué?! eu queria fugir. Resolvi fazer Sociologia aqui... tô no nono período...
- e já é importante aqui, heim?!
- não... só sou articulado ai com o pessoal da luta... se bem que.. agora, ... acho qe a casa caiu...
- Cara, não queria te prejudicar! eu juro que se soubesse que ia dar uma merda dessa, eu...
- não, cara. Eu tava lá pra fazer oque é certo... pelo menos eu deveria ... eu queria acreditar nisso... Cinceramente, eu acho que tu não deveria ter passado por tudo isso para entrar pelas cotas. Ninguém amsi do que eu sei que suas vantagens não te favoreceram a pont de...
- Lá vem de novo você com essa história! Que vantagens!?!? Vai insistir que, de alguma forma, o fato de eu ser visto como branco, ou não ser visto como negro, me favoreceu em alguma coisa!!
- E não?!
- Quando!?!?! Sempre estive na merda. Nunva tive as oportunidades que você, sim, teve!
- Cara, tu sempre foi o preferido...
- Ah, vai ti fuder!!! tá falando de quê?!
- É isso mesmo!
- Das minas?!?
- De tudo!! Quem foi escolhido pra fazer o Gedião nas festas do Jongo?! Papai escolheu você!! Pura culpa...
- culpa o caralho! Eu era o melhor. Batia melhor, dançava... DANÇO melhor e sempre soube puxar o povo desde criança... foi coerência, invesojo...
- Que nada, foi protecionísmo, migalhas!
- O cacete!
Pausa longa. Vicenzo faz que vai se retirar, e Tião fala:
- você sempre se sentiu um nobre, um superior lá na rua. fosse no Terreiro, fosse nas festas, em tudo você desfilava como se fosse um nobre, como se exercesse um direito divino... só por causa do seu Vitorino. Eu nunca pude sentir o gosto dessa nobreza...
Pausa. vicenzo senta do lado de tião:
- Por outro lado, se eu exercia o direito de nobreza, a reverência era prestada a você e aos seus feitos... Sempre o herói da turma... sempre o campeão improvável! Toda admiração se voltava pra você. Nos campeonatos de pelada... se lembra?!? era você o vitorioso. eu só poderia ser satélite... quantos te admiravam como um redentor...quantos se aproximavam de você... como se fosse o herdeiro da valentia e do brilho de seu Vitorino.
pausa
- Eu sei que isso nunca pôde ser explicito, Tião. Mais não raramente eu tive de engolir o questionamento: como o Vicentinho não espelha seu Vitorino... já Sebastião...(pausa) e eu sei ue isso nunca foi intenção sua, mas tente entender que uma hora ficou difícil aturar.
- foi difícil pra mim também! Depois que eu soube da verdade, foi um inferno... Quantas vezes eu quis dizer a verdade pra ele. Por isso que fui servir nos fuzileiros. Eu não podia caçar uma UNB ainda, como você.
- Como foi essa coisa de fuzileiros?
- Então... Quando a gente tava fazendo a triagem, se lembra? Tu foi pro CPOR, e eu, como não tinha o segundo grau e nem tava em faculdade, tive de encarar o BG, cara... foi foda!
- Eu larguei o CPOR... esse negócio de milíco não era pra mim...
- Já eu,não pude largar nada... sempre precisam de alguém pra capinar o quintal do major lá em Realengo...
-É...(pausa) vamos beber alguma coisa...
Na Lanchonete:
- Me diz, ai, o vicentinho... tu sempre teve o maó ressentimento em relação as gatas, num é?
Vicenzo, evidentemente constrangido, resiste em responder, mas solta:
- Não. Eu só lamentava perceber que a mais pura verdade não podia ser declarada, sem parecer justamente ressnetimento: as mulheres preferem homens brancos, seja de que raça for.
- Ah! que isso vicentinho?!!!! Tu ainda crê nisso?
- Creio não: eu sei, eu vi, eu observei, eu testemunhei!
- Nada a ver...
- Claro que não tem nada a ver pra você... pegador, pegava todas. Branco, de olhos claros, se dava sempre bem. Tu tem aquilo que as muhleres consideram bonito. Cê acha que teria conseguido tanta mulher se fosse negro?
- Sei que não conseguiria nem um décimo se pensasse e agisse como você...
- Como assim?
- Esse seu jeito complexado e ressentido. Com raiva do mundo, se sentindo sempre inustiçado. mulher sente esse cheiro de longe. Elas querem aqueles que se acham por cima, mesmo que o cara seja um borra botas, mesmo que não tenha porra nenhuma. Mesmo se for bandido. Se lembra do que seu Vitorino dizia? ...
- "Nunca vi bêbado, malandro e nem bandido sem muhler nesse mundo...". É! Mas lá na Cachoeirinha as minas gostavamde você por quê?!?! por causa da sua eurocentricidade!
- Talvez por causa d meu exotísmo... pode ser.. mas nunca por parecer branco não. Eu era paenas diferente. quantas branquinha curiosas tu não pegou aqui vendendo o mito do homem negro, com pau até o joelho...
- Bom, ... foram pesquisas de campo,... cointribuição para o aumento da diversidade...
E eles riem da piada babaca e patife
- Sabe quem sempre camou atenção disso? não fui eunão, Vicenzo. Foi seu pai, seu Vitorin mesmo. Se lembra da tua primeira namorada?
Vicenzo pensa, e se assusta:
- Caraca...a Deusileusa... hum!! Que vergonha! Como é que eu continuei na escola depois de encarr aquela coisa.
- Porra, cara!! A garota não tinha nem três dentes! Era toda esquisita, feia pra caralho. Uma bruaca preseperia, brraqueira...
- nossa, eu não sei o que me deu!
- Mas eu sei. A galera toda tava te zoando quando a gente voltava pra casa, por que ela tinha levado o maior esporro da mãe na frente de tdo mundo. quando a gente entrou na varanda da tua casa, só estavamos você e eu, eu te perguntei cara. Perguntei como que tu aturava aquele bicho feio. Se lembra do que tu disse dela? Ela nem era uma mina manera. Tem mina que a gente entende que é feia, mas é gente fina pra cacete. Não era o caso dela. Ela era burra, feia, falava alto, mal vestida...
- Mas era branca.
silêncio
- Se lembrou?
-Sim. (pausa). Mas eu era criança. Tinha uns 11 anos. Eu não tinha noção de como esse racincínio era escroto. Foi traumático carregar isso.
- Foi mais traumático pra Nildete.
- Porra!!! Como ela tá, cara?!?!? Cadê ela?!?!
- Casou... saiu da comunidade (pausa). Nildete era louca por você, cara. E era linda. Eu era louco por ela. Metade da vila queria namorá-la. Mas ela ficava aguardando por você. Cês sempre estavam juntos, conversando. Brincando. Implicando um com outro. Seus pais faziam muito gosto dessa amizade. eles a chamavam de "a prometida". O pai dela, seu Geraldo, brincava com seu Vitorino: "olha o dote da prometida, heim.."!
- Eu sei... eu fingia, ... a gente fingia que não entendia essa bobeira deles...
Saem da Lanchonete em direção ao ponto de ônibus. Silêncio quebrado por vicenzo.
- Cara... muito do que faço hoje é por que eu me despertei para o privilégio de ter a origem que eu tive, e nunca soube direito como direcionar essa riqueza do meu passado. do nosso passado. Acho que devo muito a você por não ter sido mais companheiro e mais honesto contigo. Espero que um dia você me perdoe...
- Perdoar ocaralho! que viadagem. A vida é assim, como sua mãe diz. A gente não tem mais por que ficar afastado assim, um do outro, como inimigos também, né.
- Claro que não...
-só lamento que não poderei estar tão próximo de você na UNB, pois acho que sem as cotas, eu não passo, mas...
- Não cara! Mas você vai entrar pelas cotas sim!
- Cuméquié?!
- É! O cabeça doda comissão tá querendo bancar sua entrada pelas cotas. E el é pedreira, cara...
- Mas isso não vi te prejudicar?!
- Só vou me sentir prejudicado se você não entrar, Tião!
- Mas vai dar polêmica... o resto da banca vai armar alguma coisa...
- Pode ser, mas... sabe essas palhaçadas de autonomia universitária, democracia, gestão participativa e o caralho a quatro? É tudo desculpa pra gente fazer ummonte de merda aqui dentro e cagar pro que os outros pensam. Tem horas em que a arrogância do meio acadêmico dá um ponto final, e não dá satisfações a ninguém. Dessa vez, será por uma boa causa.
- Já tô me vendo na capa da Veja com você...
- Aquela revista reáça!?...
- Reaça por que diz a verdade?!
- Seu...
Fade out, audio morre, entra a musica... ah! chega!
De volta a UNB...
domingo, 7 de outubro de 2007
ESTOU COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DA MORTE DO CHÊ
Sequela de infância.....
PRECISAMOS MARCAR URGENTE NOVO ENCONTRO.
sábado, 6 de outubro de 2007
Filmes do midiasemmascara
© 2007 MidiaSemMascara.org
Nota Redação MSM: A seleção de filmes e seriados indicados pelo MSM é feita com base nos seguintes critérios:
- temática de interesse segundo o perfil dos leitores e da linha editorial do Mídia Sem Máscara;
- realizadores eventualmente envolvidos com a militância antiesquerdista;
- possibilidade de provocar reflexão a respeito de temas específicos, numa perspectiva neutra e/ou liberal-conservadora, de forma a evitar o enfoque tradicionalmente esquerdista da crítica cinematográfica e, por conseqüência, de qualquer debate ou estudo tendo por base os filmes.
É importante ressaltar ainda que filmes não são teses, e sim obras artísticas; portanto, seu significado não só é aberto como sujeito a diferentes interpretações em circunstâncias e pontos de vista não necessariamente excludentes.
grifo meu
***
1. Círculo de Fogo
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=9517
TEMAS: Segunda Guerra, comunismo, nazismo, propaganda ideológica,
Uma rara oportunidade de assistir a um filme de guerra onde os piores vilões são os burocratas assassinos da extinta União Soviética.
2. Forrest Gump
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8276
TEMAS: história, individualismo, contracultura, EUA, capitalismo, valores familiares
A celebração do homem comum e sua autodeterminação que se sobrepõe ao processo histórico.
P.S - Adoro este filme.
3. Maria Antonieta
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13574
TEMAS: Revolução Francesa, nobreza, luta de classes
Contrariando os clichês sobre a personagem histórica, o filme confere a um momento histórico uma dimensão humana ignorada.
4. O Sacrifício
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13867
TEMAS: feminismo, religiões pagãs, new age, sociedades alternativas, politicamente correto, naturalismo, coletivismo
O diretor Neil LaBute é um dos cineastas mais críticos da atualidade em relação ao senso comum e ao politicamente correto. Sua visão de mundo pode ser considerada conservadora nesse sentido.
5. A Praia
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8990
TEMAS: new age, sociedades alternativas, naturalismo, drogas, coletivismo
O filme é uma crítica especialmente ácida ao coletivismo e às relações de poder escondidas em comunidades onde aparentemente todos são iguais, mas alguns são “mais iguais” que os outros.
P.S - Lembra a revolução dos bichos, fantática fotografia, grande filme de aventura
6. Clube da Luta
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8261
TEMAS: politicamente correto, ativismo, terrorismo, violência, subversão social, drogas
P.S. Sem palavras. Tyler diz....
Violenta crítica à sociedade moderna, dominada pelo relativismo moral, pela inação masculina e pelo capitalismo financeiro dos bancos e grandes corporações. Na época de lançamento, o filme foi considerado libertário ou de “de direita” pela crítica norte-americana.
7. À Procura da Felicidade
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14075
TEMAS: EUA, capitalismo, individualismo, história, luta de classes, valores familiares, era Reagan
Baseado numa história real, é um retrato corajoso da América que não se entrega ao discurso fácil da luta de classes e das injustiças sociais. Merece ser visto pelo simples fato de que os “vilões” do filme são os hippies e os impostos.
P.S Basta dizer que chorei ao assitir este filme, lembrei de meu pai.
8. 300
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14108
TEMAS: história antiga, guerra, militarismo, Guerra do Iraque
O filme foi detestado pela crítica – e não à toa. Nele, os militares não são covardes armados, os políticos pacifistas não são confiáveis e os vilões vêm do oriente (um “crime” na Hollywood de hoje). Ademais, a produção é um espetáculo visual deslumbrante.
P.S - Espaaaarrrtaaaa!!!!!!
9. Duro de Matar 4.0
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14332
TEMAS: ativismo, terrorismo, EUA, segurança, tecnologia
Um filme cujo vilão se inspira em Lênin não pode passar despercebido nos dias de hoje.
10. Amor Maior que a Vida
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=10367
TEMAS: terrorismo, ativismo, história, EUA, América Latina, governo militar
Mostra a relação hipócrita entre refugiados esquerdistas que buscam abrigo nos EUA e o “sonho americano”, que eles querem vivenciar e repudiar ao mesmo tempo.
11. Contato
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8266
TEMAS: ciência, religiosidade, terrorismo, individualismo, valores familiares, tecnologia
Inesquecível embate entre fé e razão, pelas lentes de um mestre do entretenimento cinematográfico.
P.S -O filme que fez abalar o meu ceticismo.Não me fez crer em nada mas a entender a importância da fé.
12. Os Gritos do Silêncio
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=1148
TEMAS: Khmer Vermelho, comunismo, jornalismo, guerra, história
Os horrores de uma ditadura de esquerda, a hipocrisia ocidental diante dos crimes cometidos por ditaduras longínquas, o papel do jornalista em meio à guerra – tudo junto num clássico.
13. Náufrago
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8583
TEMAS: individualismo, valores familiares
Poucos filmes norte-americanos de um grande estúdio teriam a coragem de dispensar os diálogos durante praticamente um terço do filme. Uma experiência visual, emocional, uma celebração do cinema e da jornada do indivíduo que enfrenta seu destino com fé e coragem.
P.S. Bonzinho.
14. A Inglesa e o Duque
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11201
TEMAS: Revolução Francesa, luta de classes, nobreza, história
O retrato do período de terror da Revolução francesa, pelas lentes do maior cineasta francês vivo: Eric Rohmer. O filme tem a coragem de mostrar que os assassinos anônimos das revoluções são, independente de sua coloração ideológica, assassinos.
15. A Árvore, o Prefeito e a Midiateca
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11626
TEMAS: política, França, ecologismo, socialismo
Uma comédia de costumes no melhor estilo de Rohmer. Vale especialmente pela memorável cena onde o megalomaníaco político socialista é acuado pela argumentação de uma menina de 10 anos.
16. O Raio Verde
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11174
TEMAS: individualismo, França, sociedade
Um dos mais admirados filmes de Eric Rohmer. A aparente banalidade do drama de uma francesa solitária durante suas férias ganha contornos mais amplos ao refletir a experiência individual diante das pressões coletivas na sociedade moderna.
17. Seinfeld (seriado)
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14146
TEMAS: politicamente correto, EUA, sociedade, história, welfare state
O melhor seriado cômico de todos os tempos não poderia ser de esquerda: e, de fato, não é. Nada escapa à ironia dos roteiristas de Seinfeld: ativistas gays, funcionários públicos, imigrantes que se recusam a falar a língua do país que os acolheu, médicos sindicalizados, muçulmanos ressentidos, assistentes sociais, artistas performáticos, patrulheiros da correção política etc.
18. O Balconista 2
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13473
TEMAS: politicamente correto, EUA, sociedade
O filme tem um humor inaceitável para os padrões politicamente corretos do Brasil de hoje e, definitivamente, só poderia ser filmado num país onde ainda existe liberdade de expressão. Destaque para a “luta” de uma das personagens, que quer provar que palavras significam o que quem fala quer dizer – e não o que dizem os patrulheiros de plantão.
19. A Cidade Perdida
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13703
TEMAS: Cuba, revolução, luta de classes, história, comunismo, valores familiares
Hollywood poderia produzir qualquer coisa: exceto, aparentemente, um filme sensível e honesto sobre os absurdos da ditadura cubana de Fidel Castro. Andy Garcia foi à luta, levantou a produção por conta própria e nos presenteou com um tocante drama de época, embalado por irresistível trilha musical com o melhor da música cubana.
20. Team América – Detonando o Mundo
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=12026
TEMAS: terrorismo, ativismo, história, EUA, militarismo, politicamente correto
Considerado um filme de inspiração libertária, o roteiro atira para todos os lados. Mas acerta principalmente na hipocrisia e na burrice ativistas das celebridades de Hollywood, sempre dispostas a apoiar ditadores sanguinários em nome de ficar contra os republicanos.
P.S. Poucas vezes eu ri tanto na vida. America!!! Fuck Yeah!!!
21. A Fogueira das Vaidades
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=3142
TEMAS: politicamente correto, história, EUA, sociedade, era Reagan, ativismo
Antes de virar mais um artista em final de carreira que resolve virar marionete do discurso das esquerdas, Brian De Palma levou ao cinema o excepcional romance de Tom Wolfe, uma crítica muito ácida à Nova York de ativistas profissionais e políticos acirrando os ódios sociais e raciais em troca de popularidade.
22. Soldado Anônimo
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=13243
TEMAS: EUA, guerra, história, Iraque, militarismo
O diretor do ultra-esquerdista “Beleza Americana” imaginou que, ao humanizar os soldados norte-americanos no Iraque, poderia agradar a crítica politicamente correta. O tiro saiu pela culatra: a militância não gostou nada da brincadeira, mas o filme ficou ótimo.
23. Possuídos
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=14111
TEMAS: EUA, guerra, paranóia, conspiração, militarismo
O título em português nada tem a ver com o original. Um dos melhores recortes cinematográficos sobre o fenômeno da paranóia e como seu descontrole impede que se estabeleça qualquer relação mais lógica com a realidade.
24. O Aviador
http://www.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=11866
TEMAS: EUA, história, capitalismo, paranóia
A personagem histórica na qual o filme foi baseado era um genial empreendedor, um anticomunista que combateu a burocracia governamental e denunciou as relações espúrias entre políticos e empresários para destruir a livre concorrência.
P.S. Serjão não gosta por que o diretor era Macartista. rs!
Onde andará Sérgio "Mendes"?
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
PUTA QUE O PARIU....!!!!!
terça-feira, 2 de outubro de 2007
E No Vestibular da UNB...

Na sala da comissão para avaliação dos candidatos a vaga para negros da UNB, encontramos um clima semelhante ao dos antigos mercados e saudosas feiras de escravos ´desembarcados nos portos de Salvador, Rio e Santos. A comissão , formada por exeperts em negritude que se apresentam como capazes de dizer quem é afrobrasileiro e quem não é nese pais, conta com antropólogos, estudantes, reprsentantes dos movimentos negros e afins.
Entra o primeiro candidato, evidentemente negro de pele, de barba e cabelo pixain, um clássico quibundo. Cara de Altay Veloso. Ele se senta e, antes de qulaquer pergunta, ele aborda a ocmissão:
- Qual de vocês é o geneticista? eu quero colher logo o sangue, para me sentir a vontade de ser entrevist..
- Meu rapaz - diz um dos membros da comissão - não tem geneticista aqui, não! Não estamos em Dachau!
- Ah, não?! Estamos então no Congo Belga? Como que vou comprovar minha negritude sem um exame genético?
- Q qui é isso mano! Fica sabendo que a etnia é uma identidae social , tá ligado?! É cultura, mermão!- fala um representante dessas ongs, desses negros profissionais.
- Oh, .. really?!? Então tá! Quer dizer então que um dinamarquês poderia ser considerado negro, do ponto de vista osical, comportamental, cultural,...
- NÃO! -dizem todos em coro, com veemência.
- Claro que não, mermão. Tu não vê que tem que ser da cor?!
- então pra que a entrevista?! Devo apresentar meus documentos e explicá-los aqui?...
- Não. Mas precisamos ter certeza de que tu é negro. Se tivermos dúvida pela aparência, faremos algumas perguntas ...
- Mas que pergunta pode exclarecer, digo, desculpe..., que perguntas poderiam revelar a etnia de um sujeito?
- Ó... vou abri pra você, por que tu evidentemente é da cor, então fica bastante óbvio que tu tem que ser favorecido por essa conquista da nossa gente. Mas digamos que tu fosse meio Paulo Zulu, e viesse com história de que é negro e pá... ai a gente iria avaliar seu perfil...
- Mas como?
- Tipo assim: tu, por exemplo, se é suspeito de ser mas branco, eu perguntaria se tu ja´teve uma namorada negra ou mulata... - sorri maliciosamente, como se tivesse apresentado um procedimento maravilhoso.
- E...
- Ué?! Se o cara diz que nõ, t´na cara que não é da cor, meu. Tá fora!
- Mas perai: qualquer alemão pode ter no seu cartel duzias de negras e mulatas, com as quais ele até se sujeitou em andar de mãos dadas no calçadão de Copacabana. Eu tenho colegas de ambos os sexcos que tiveram relações interraciais, e eu, que sou "evidentemente da cor", confesso que nunca namorei uma mulher negra, e ain...
- Nunca!!??!! - indagam, chocados os membros da comissão.
- Não. - Com ar tranquilo de quem apenas comentou que comeu biscoito no café da manhã.
- Que isso, meu?!?!... que vacilo!!! Que qui tu tem contras as maninhas, meu?!!!...
- Nada, ué ... Apenas nunca ocorreu. Até hoje só tive duas namoradas. Sei lá... não tive sorte... - comenta, jocosamente, mas precebendo o fel no ar.
- Todas brancas?
- Não... acho que não. Svetlana era da Ucrânia, mas Ashanti era Parsi, ...como Samira Tufik, cês conhecem?
- Pô, meu.. sei lá. Tá esquisito. Tu vem com essa de term inas assim, brancas?!
- Mas nenhuma delas são brancas. Mas não são negras! Ou eu deveria dizer que são, não sei...
- Não, cara, deixa pra lá. Dá pra ver que por ai não ia dar certo. Mas, poxa, se a gente te pergunta outras coisas, na dúvida a gente ai acabar acertando se tu é da cor ou não é. Qué vê? Qual é a figua negra mais importante nos dias de hoje pra você?
- Ah!Claro... Condolezza Rice.
- Como?!
- Condolezza...
- Cê tá de caô, mano... Vai me tirá que ela é a mulher que tu mais admira...?
- Não.. claro que não. Admirar mesmo, mais que tudo, é minha mãe.. e depois vem Golda Meyr e Margareth Tatcher... Mas Condol..
- Perai... como pode fazer isso, cara?
- Qual é o problema? Minha orientação político-ideológica coloca em cheque minha identidade étinica?
Silêncio.
- ... bem,... há de reconhecer que pode haver conflitos...
-Quais?
- Como podemos dar o benefício de uma vaga de cotas prum cara que não representa?!?!
- Ué?! eu tenho de ser ou representar? Pois representar negritude até japonês pode representar mais que eu. alias, Svetlana usa dreads, samba melhor que eu, luta capoeira, é campeã de dancehall, amigona de Junko...
- Junko?...
- Ué? Cês não sabem que a campeã jamaicana de dancehall é japonesa?
- Ah!! Não mete essa...
- Ué!? Ela "representa"!!!
- Tá, mas e você? Como é que tu vem com essa? qual é seu orixá de frente?
- Não sei. Não tenho nenhuma aproximação com a mitologia africana. Acho até muito primitivo... Minha única convicção é que sou macho e palmeirense.
- Qual é seu estilo de musica preferido, então?
- Gosto muiito de musica palestrina...
- Tu não representa, cara...
-É?... Tá bom. Mas se por um lado eu não represento, eu SOU. não há duvidas aqui de que sou negro, né?
- É, mas não merece uma cota..
- Ora! Não sejamos cínicos e paradoxais em discutir méritos aqui! Como assim eu mereço ou não mereço?! Se eu sou negro, eu tenho o direito de ser beneficiado, vocês achando ou não que eu mereça. O mérito fica na nota da prova, que aliás, vocês não tem o menor gabarito para tecer qulaquer parecer. Vocês estão aqui apenas para confirmar uma coisa que eu sou, e não que vocês vão decidir... ou querem qe eu , daqui, me dirija para a justiça, pra abrir um processo por discriminação racial?
- Mas não tem nada em você que inspire negritue! você é um negro kinder-ovo!!
- Posso ser até kinder ovo, mas sou inteligente o bastante pra entender que vocês não podem desqualificar ou corromper a minha cor. Não são vocês que decidem se eu sou negro ou não. Nasci assim. Escolhi gostar de heavy metal, ópera e hoquey no gelo. Detesto samba, não gosto de futebol, não conheço um blues ou jazz e acho carnaval de um primitivismo horroroso. Prefiro passar fevereiro curtindo o final do inverno em minha casa em Aspen. Mas minha pigmentação é incontestável.
Silêncio novamente.
- E ai?!? O que fazemos com esse comédia? - indaga um dos entrevistadores.
- Não sei... o cara ainda por cima tem sobrenome Reshistofenn... como pode? - indaga outro avaliador.
- Decidam com a certeza de que se eu entrar na UNB, será pra acordar e dormir pensando em maneiras de desnudar essa palhaçada racialista da UNB... esse será meu propósito, meu único propósito de aqui estudar.
Silêncio tenso
Finlamente o cabeça da comissão se manifesta:
- Não nos resta qualquer coisa senão deixar esse traidor da causa...
- Traidor não, pois não tenho compromisso nenhum com vocês! Caguei pra quem aqui é preto, pobre, botafoguense ou feio. Só posso trair quem de mim pode esperar confiança. Não lhes dou esse privilégio...
- Tá, seu polemista!! Vai fazer sua matricula e nos deixe em paz!
O candidato se levanta com calma e diz:
- Matricula eu vou fazer, mas não aqui, na UNB. Nesse antro de incompetentes panfletistas. Vou é para Princeton, com bolsa integral de uma fundação americana. É isso que eu mereço. Só queria ver que circo é esse aqui...
E sai assoviando "fly me to the moon".
É só uma opinião...
Todo mundo tem uma frustração de vestibular...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Arrogância e Covardia Técnica no Judiciário

Ainda assim, como no caso do notório estuprador, imperou a arrogância dos juizes, que ignorando evidências que não dependem de um olhar especializado (apenas a analise séria do histórico comportamental e social do sujeito), decidiu por libertar um violento criminoso, ou melhor, deixá-lo em processo de deisnternalização. Nesse caso, sempre me vem a memória o relato de parentes e amigos de meus pais que diziam que a muitas décadas, quando descobriram o cinema, uma coisa que sempre chamou a atenção era o fato desses cinemas, pequenos e provincianos, reproduzirem o sistema de castas na reserva e distribuição de alguns assentos, e sempre existiam os assentos do clero e do juiz. Essas figuras não se escolhe, diferente um prefeito, que nunca tem assento cativo. Engraçado como o judiciário sempre foi próximo do clero em termos de postura: a verdade, a razão e a adequada obediência estão do seu lado. E a essas entidades deve-se a reverência que as sociedades modernas conseguiram exorcizar da entidade militar e governamental. O judiciário ainda se considera divino, e não me lembro de médico processando vizinhos para obrigá-los a ser referido como doutor, como recentemente aconteceu em Niterói.


