Esta semana podemos apreciar uma reportagem que fala de um assunto já abordado neste blog: recompensas por bom desempenho no ensino. A reportagem fala das experiências timidas no Brasil e no exterior, em especial em lugares com menos esquerdocidas como os EUA, mas sempre reserva um parágrafo para falar merda e repetir o mantra idiota de se criticar a meritocracia e o destaque dos melhores para defender a educação com virtude, como algo que deve ser natural se apreciar e se buscar, como se fosse algo que promovesse crescimento humano por si só.
Baléla pura. E ducação, a educação formal , jamais deve ser elevada a qualidade de Educação (qualificação humana de superação de seus limites sensoriais, fisiocs, intelectuais, cognitivos, etc.). E nem deve ser confundido com cultura. É possível que a educação formal favoreça A EDUCAÇÃO e a CULTURA, e esse não é evidentemente o caso do Brasil. Nem mesmo seu papel central, servir de recursos para inserir o individuo na sociedade como cidadão produtivo e engajado, este modelo vigente serve. Enquanto alunos do high school americano estão estudando com montar uma empresa, ficamos estudando matrizes e anlise combinatória. Enquanto alunos do junior high school estão organizado seminários de debate, nossos alunos do ginásio estão discutindo oque é próclise, mesóclise e ênclise. E ai Mainardi, qual é a função da Telofase e do NADpH?
Na reportagem um argumento que se apresenta é o de que todo indivíduo deve procurtar se educar por que é bom. Ponto. Pior, educação é uma virtude tão natural quanto cuidar de seu bisavô acamado. Sério, gente!! Defendem que educação é uma virtude tão natural quanto o amor incondicional de um neto e um avô. E por isso premiar o bom desempenho na educação é como pagar um neto para cuidar do vovô!!
Vamos por parte:
1) Vai a merda! Solidariedade e apego familiar não é natural, é algo construido social e históricamente, e háa uns 20 mil anos atrás, eramos nômades e coletores, e passou dos 30 anos já tá velho - se fica pra trás, vai servir de comida pras hienas, e ninguém vai ficar pra te proteger. Depois de 20 mil anos, nós criamos uma infraestrutura justamente para não precisarmos morrer assim, como isca para predadores, mas isso não significa que nascemos com propensões a proteger nossos vovozinhos!
2) Não existe amor incondicional. Nem vou perder tempo discutindo isso. E se não existe, não pode ser virtude. Mas se existisse, também não poderia ser virtude, pois não existe nada de virtuoso cuidar de um velho filha da puta de 80 anos que bebeu a vida toda, fumou, cherou, não trablahou, só piranhou, deixou faltar comida, luz, teto e segurança para seus filhos, e depois, quando tá todo fudido no leito, aparece um filho se sentindo na obrigação de cuidar daquele traste, porque senão a sociedade, que não se coloca na pele dele e nem considera a história e trajetória de vida (nivela todo mundo por baixo - o velho de passado calhorda é canonizado do mesmo jeito que o velho de passado decente) vai condená-lo. Eu não critico ninguém que abandone mulher, filho crescido (como cresido tô falando de crinaça que faz criança, e então já não é criança), avô, pai, qualquer porra dessas. Não sei o histórico, não vou criticar. Quem sabe bem é o abandonado. Também não beatifico quem fica dando uma de Florence pra quem nunca prestou. E tão filha da puta quanto.
3) Aliás, criamos uma infra justamente par podermos pagar por aquilo que não sabemos ou não queremos fazer, e ter essa opção é que sustenta a civilização humana. E no caso de laguém querer cuidar de seu vovozinho, que cuide se quiser! Mas se não quiser, existe uma figura que o fará, sem fazer julgamentos, sine ira o studio (caralho, finalmente, uma bem mandada!): a enfermeira. Criamos uma sociedade que criou e regulamentou um profisisonal pago para fazer aquilo que supostamente a virtude deveria suprir, mas na realidade é só ir num asilo ou numa geriatria que se desfaz pro completo esse mito. Aliás, milhares de coisas que deveriamos fazer por uma suposta virtude ou princípio, nós prefirimos pagar caro para não fazer.
4) A educação formal, que não é diferenciada e especificada na reportagem porque os jornalistas são incompetentes e rasos como celofane, não promove virtude, mas é um instrumento de promoção da igualdade e da ascenção social, e por isso não se deve discutir se devemos premiar ou não, as sim como devemos premiar, e o mais impoortante, como devemos avaliar o desempenho. Pra mim, alguém que passa 4 anos de ensino básico e 3 anos de ensino médio supostamente aprendendo inglês deveria traduzir "Dublinenses" sem pestanejar. Mas pega um cara da rede pública e peça que ele traduza "yelllow submarine"? Não é uma fraude? ficar 7 anos estudando inglês e não saber nada idsso? Agora reflita isso para história, matemática, português... As formas de avaliação deveriam se independentes, feito um TCU, feito um banco central.
Sou contra a palicação dessas políticas de premiação no Brasil, pois é fácil desvirtuar isso aqui, e a questão é vista de forma muito superficial. Na própria reportagem tentaram paralelizar essa política com a bolsa familia. Já viu, né...
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