Blog de três amigos que BEBIAM vinho e jogavam conversa fora. Atualmente a coisa tá difícil.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Um filme é um filme!
Tropa de Elite se torna polêmico exatamente por aquilo que não se deveria ser: mostrar o ponto de vista de alguém sobre algo. Nota: alguém neste caso é o protagonista do filme. Ou ainda: toma-se a reação do público pela intenção do filme. Como se cada grito de "caveira" fosse o resultado desejado pelos responsáveis pelo filme.
Um filme, mesmo quando fala da realidade, mesmo quando é baseado em fatos reais, não é a realidade. Um filme é um filme. Um filme não é tratado sociológico sobre nada. Pensar assim é cacoete de quem só consegue enxergar uma produção artística como peça de propaganda, de quem não sabe ler uma obra, ou até de quem sabe e quer fazer proselitismo de sua causa, neste caso da causa dos "politicamente corretos".
A insenção é o refúgio dos canalhas, digo eu incorporado por Nelson Rodrigues. Ninguém é isento porque ninguém é capaz de ser isento. Para ser isento seria necessário ver um fenômeno de todos os lados e reescrevê-lo e julgá-lo sob todos os pontos de vista e ainda conferir o mesmo peso a todos os ângulos. É impossível, só se fôssemos como Deus. A melhor forma de honestidade intelectual é declaração da indexalidade, ou seja, a declaração do posicionamento de quem declara.
Toda esta defesa da não-isenção serve para justificar a coerência interna do filme: A HISTÓRIA É O PONTO DE VISTA DO CAP. NASCIMENTO E ISTO FICA CLARO. O filme também tem coerência externa : o roteiro é baseado nos relatos de ex-integrantes do BOPE e ponto. Não é um institucional como diz CÚenca. Se assim o fosse a tortura não apareceria pois não é admitida pela instituição.
O filme não FASCISTA e nem REACIONÁRIO pelo simples fato que estas qualidades são intrísecas ao pocionamento político de humanos ou grupos humanos. Um filme não é humano. Humano é quem faz o filme, humanos são os que reagem ao filme.
Artur Xexéo vai no cerne da questão: por que será que as pessoas se identificam com Nascimento? Será que admitiriam a tortura? Dizer isto seria dizer que aqueles que criticam a tortura do filme e nada ou pouco dizem sobre a corrupção policial são defensores de esta última prática, seria dizer que quem gosta de Bebel é a favor da prostituição e os militantes do aborto deveriam se matar.
A reação do público, é a reação de quem se indentificou com a ojeriza à corrupção e o ódio aos bandidos e seus cúmplices. É a reação de quem percebe que no meio da guerra não dá pra formular teses "ex concessis" (viu Luiz, tô ficando bom nisso), na parada cardíaca que dane-se as costelas. Mas é uma reação ao filme e não à realidade, pois muitos que gritam "caveira" durante o filme também ficariam angustiados se presenciassem uma cena real de tortura. "Caveira" poderia ser o novo grito do "Cansei" como diria o CÚenca, pois os cansados estão expressando seu descontentamento com gritos, estão reagindo. Os descansados preferem admirar "Lamarca", "Lúcio Flávio", "Zé pequeno", "Falcão e os meninos(???) do tráfico" e toda uma relação imensa de bandidos retratados no cinema brasileiro. Vá lá gosto é gosto e cinema é cinema. E eu gostei de Cidade de Deus, só não admito ser chamado de fascista pelos esquerdopatas, seguiindo o mesmo raciocínio eu poderia chamá-los de marginais.
Se alguem me chamar de reacionário por gostar do filme, eu aceito a apelido. Reacionário é quem reage e quem grita caveira está reagindo ao bom-mocismo que protege bandidos e que acha a corrupção um mal menor.
O diretor José Padilha caiu na armadilha (trocadilho horroroso) e falou que prefere a corrupção à tortura, pois o primeiro é um mal menor. Pois acredito que o diretor mais talentoso da atualidade está enganado (pois é um filme é um filme). O torturador(no filme) faz algo terrível em nome da ordem e contra supostos bandidos e pode cometer erros terríveis no processo. O corrupto auxilia bandidos, degrada a polícia e ordem pública, é equivalente ao bandido na intenção e na realização do ato ilegal, o torturador é ilegal no ato para não ser bandido na intenção.O torturador pode errar, o corrupto sempre erra.
Era de se esperar reações como essas de um filme que tem um policial como protagonista ,a palavra "Elite" no título e onde bandidos não se dão bem no final, foi demais para a elite burguesa do capital alheio.
Aliás, as reações ao filme destroem as concepções de elite e povo decantadas pela esquerda e pela direita. Pelas reações, o povão do bolsa-família é mais reacionário que os classe-média do "cansei".
Por isso eu agora falo : "É faca na caveira"!
Sei que tô terrível, mas os caras pedem....
terça-feira, 25 de setembro de 2007
L BLINDER TÁ QUE TÁ........
Parece o o Mengelli da enfermagem!!!rss
Cara, eu sabia que essa discussão vinha a tona, acho que tá só começando.
Nunca fui do PSDB, em cima do muro, mas acho que tem tentar enxergar outras coisas fora essas que estão sendo exaustivamente debatidas, apesar de tá só no começo, repito.
Esse lance do BOPE é meio forcar a barra por causa do momento que vivemos, eles não são diferentes de ninguém, corruptos igual a toda humanidade, depende do preço.
Não tentei sugar o filme pelo lado do FACISMO, mas é sensacionalista e não sei se isso vai levar ao debate ou a uma conclusão medíocre, coisa que já estou observando em pequena monta.
A população é medíocre ou interesseira , só ver o que tá na frente ou o que interessa, e eu falo inclusive dos jornalistas que até agora não fez nenhuma manifestação RAIVOSA contra o governador Aécio por causa do mensalão mineiro, mas dos outros.....nossa!!!!!!
por quê? porquê será que só se fala o que interessa ou o que tá na nossa frente, "somos estômago e sexo", isso é, necessidade?
Me perdooe o Cláudio Assis pela referência, esse sim, fez um filme para ser amplamente debatido pela sociedade, mas a mediocridade ou o interesse não quer.
O tal de CUENCA falou uma frase muito legal na coluna sobre a cena do Matias na passeata, acho que esse tema do filme merecia ser mais debatido do que o BOPE, totalmente secundário ou terciário na resolução dos nossos problemas de violência, e deveria sim debater a participação da classe média desinformada ou não, porém medíocre e interessada , na origem e perpetuação da violência extrema.
Agora foi o Cuenca...

PS: O Xexéo conseguiu ser mais sóbrio. Só errou em afirmar que o cara do BOPE agride a esposa e tal ... mas só um homem que entende de relação conugal mario e mulher pra entender o desabafo pertinente e até light do nascimento naquela hora. A mulher do cara que se coloca-se no lugar dela de mera coadjuvante nesse inferno que só ele vive, e não se atrevesse a dar pitacos, fazer a cabeça do cara...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Festival de Cinema I: Hairspray
Mas não vou escapar de alguns filmes do festival de cinema que tá rolando. E o primeiro filme foi Hairspray. Podem falar mal, mas eu explico.
Hairspray está pra minha geração assim como Grease está para os quarenta e 11 de hoje em dia. E por trás de um musical palhaço existe um apelo racial muito interessante, que me deixou ligadão na primeira vez que assisti. Muitos filmes americanos falam sobre racísmo e segregação, mas Hairspray foi o primeiro a abordar tal tema de forma vigorosa, talentosa e, na minha opinião, inteligente. O escrach foi mais produtivo que um estilo "indignaldo fico" de um "Mississipi em Chamas". A luta contra a segregação não é uma coisa de gente louca pra contrariar conservadores, mas apenas a manfestação do desejo de igualdade perante a sociedade e o Estado.
O filme ainda fala das diferenças abordando outra questão pra mim ótima, particularmente, que é essa coisa de uma gordinha fora dos padrões se sobressair e se tornar uma protagonista apaixonante. E não por ter virtudes clássicas, mas uma superficialidade realista (?). Oque eu quero dizer com isso? A menina,uma adolescente, só que saber de dançar, e tem uma convicção superficial e rasteira compatível com a que se encontrar na juventude. É a paixão das idéias, e a fé de que pode buscar a felicidade.Isso tudo nos anos 60.
Eu e minha esposa conhecemos este musical há séculos, quando ele ainda era um mistério por aqui. E só o conhecemos pela TV, nessas sessões da tarde. Nos apaixonamos um pelo outro e por esse musical facilmente.
Não pensamos duas vezes em desorganizar nossas vidas para nos deslocarmos ao Leblon, para assistir em um cinema velha-guarda (que saudade desses cinemas, com banheiros parecendo bares clandestinos de chicago na lei seca, salas com duplo corredor, bomboniere...) o melhor musical do ano,batendo de longe Moulin Rouge. E como estamos velohs!!! esse filme já é um clássico remake de 1989!!! Eu vi um clássico que já tá sendo relido? Daqui a pouco vão fazer uma releitura de "De Volta para o Futuro"? "Matrix"? Qual é?
Mas o que mais gostei do filme foi a renovação que ele trás sobre um período, um passado terrível, triste, que foi modificado pelos movimentos osicais e pelo vigor da juventude. Todo mundo se faz de engajado e reovltado pelo racismo contemporâneo, mas não imaginam que o mundo já foi mito mais escroto. Eu, por exemplo, na minha infância, convivia com um pais africano que sustentava uma política segregatória decarada, como os paises centrasi se sentindo muito a vontade com isso, tanto comunistas como capitalistas.
A juventude de hoje não imagina o que foi a década de 60. E esse musical foi bolado em 1987 justamente para fazer lembrar e ensinar aos esquecidos e desinformados como o mundo já foi mais negativo, e como a vitalidade dos jóvens e das pessoas de mente aberta precisava ser exercida para reoxigenar o mundo.
Aquela hora da marcha, quando Queen Latifah canta aquele belo hino, faz qualquer um sentir o clima da época. E nessa hora é que fico puto com a rapaziada de hoje em dia que não honra as conquistas alcançadas por Malcon X e MLK. Tem gente que quer nivelar Al Sharpton a MLK Jr, e filmes como esse fazem uma pessoa séria pensar "Pera lá?!?!? que deesproporcionalidade!!!!".
A graça de Hairspray é resgatar essa época e flagar a falta de ocnsistência das figuras atuais, que tentam a todo custo continuar explorando a questão racial. Me veio logo a mente a coisa asquerosa que são Al Sharpton e Barahk Ohbama, gente que ainda capitaliza em cima do racísmo, das acusações em falso e da manipulação política. Com Hairspry me veio ainda mais indignação com essas figuras, que querem se apresentar como paladinos em um mundo ainda pré-MLK, pré-LBJ e sem mudanças , que leles não querem mesmo, pois a vida desses calhordas está pautada na encevação dos conflitos, em botar gasolina nos atritos étnicos nos EUA. Eles não querem datar e historizar os conflitos, e sim torná-los eternos como a revolução socialista e a luta de classes, entre outros mitos.
No Brasil também é assim. Teremos sempre um nordeste seco e árido, onde as desigualdades e misérias se apinham por flata de solidariedade; sempre termos índios indefesos e romanticamente ajustados a natureza; sempre teremos o meio rual apontado como pacifico e livre de violência, drogas, corrupção, no máximo o velho coronelismo populista.
tá! eu não vi isso tudo no Hairspray, mas é claro que o filme toca nisso. Através dele eu me lembrei por onde eu já passei, oque já sofri, e pra onde eu quero ir. é preciso ter essa sobriedade, pra não se ocmeçar a achar que a solução está numa pessoa, ou numa ong opu numa religião, alguma moda, sei lá.
O filme é superficial? Coloque no contexto ocidental contemporâneo, e reconheça como o mundo mudou (pra muito melhor, em alguns aspectos) e me respondam...
Pra mim, a ingenuidade e romantísmo debochado do filme são instrumentos importantes para melhorar sua mensagem.
O dia que mais rodei de carro!!
Foi a coisa mais imbecil que já ouví. Faz todo sentido organizar um dia pra deixar seu carro em casa, se você vive em Amsterdan, onde um bonde elétrico silencioso passa na porta de sua casa, e sua conexções te levam pra meio mundo. Mas no Rio de Janeiro, abrir mão do carro é uma coisa estupida, visto como a cidade é mal servida de transportes públicos, mesmo em áreas nobres. Aliás, é justamente em áreas nobres que o transporte público é quase nulo, pra isolar a casa grande da senzala mesmo. Vai pegar um ônibus no fim de semana na Urca, pra tu ver.
Mas tudo é montado e argumentado pra se construir um clima de virtude pros abwençoados que vão a orla bicicletar, enquanto os malditos motoristas sem consciência ecológica continuam se deslocando nos seus carros.
Até parece que alguém se fode até não aguentar mais pra comprar um carro, só de onda. afinal essa cidade foi feita pra conhecer à pé.
Até parece que existe como alternativa decente e cessível o transporte coletivo.
Até parece que o combustível no Brasil é barato, a ponto de se poder andar de carro a toa.
Até parece que ninguém preferiria se livrar do trabalho de dirigir nesse transito caótico e nesse trafegobem organizdo pela prefeitura. claro que todo mundo prefere ficar passando marc ha e pisando na embreajem entre os buracos e obras, até ser desorientado por umap laca de trânsito e parar na Vila do João.
Evidente que vou me sujeitar esse fim de semana a depender dos transportes públicos, ... NOT!
Peguei minha patroa e rodei a cidade pra fazer as coisas mais banais e bossais, pr andar qualquer 200 metros, nessa cidade cinza de cimento, onde andar é um suplício e um risco para rótulas e tornozelos. Todo mundo fala da delicia de andar pela cinelândia, pela tijuca ou pela zona sul. Vai passear pela Pavuna!?!? Vai passear em Madureira, na Penha!?!? ou então vá a merda a pé também... dá no mesmo.
O rio de janeiro também é honório gurgel, méier, Cascadura, Pça Seca e um monte de lugares desagradaveis, feios, sem infra ou paisagismo, onde o urbanísmo não existe. Não tem calçada, não tem folclore e não tem fachada que torne esses lugares agradáveis. Nem falo da zona Oeste, que não é Rio de Janeiro nem por um decreto... Vou eu abrir mão de carro com sogra morando na Taquara?!?! Fuck you!
Rodei todos os extremos dessa cidade, botei gasolina comum, e fui até em Itaguai sem a menor necessidade, só pra almoçar no Zelitos!! Queimei gasolina de montão, e o fiz feliz, pois o trânsito estava maravilhoso, graças aos bocós que deixaram seus carros em casa. Onde que eu cnseguiria chegar, da Usina
a Lagoa, via Tijuca, em 11 minutos? Via Conde de Bonfim? E da Lagoa para Av. Brasil? Sem engarrafamento?!?! E de Itaguai pra madureira shopping? Um pulo...
quero mais é que a adesão a essa palhaçada seja epidêmica, pois sei que isso não muda nada essa coisa EMO de ficar sem carro voluntariamnte.
E se me perguntarem se existe idéia melhor, primeiramente chamarei o questionador de ignorante desinformado e mau-caráter,pois se este não sabe, deveria primeiro procurar saber das milhares de coisas que deveriam se cumpridas por lei (e não o fazem), pra melhorar a taxa de emissão de gazes poluentes, antes da proposta indecorosa de defender a restrição do uso de carros particulares.
E eu cobro 212 reais a hora pra dar aula de ambientalismo, então não será aqui que alguém se agraciará com mnhas idéias e informações.
Mas só de lambuja: querem reduzir a poluição?
vamos lá - ampliar o transporte coletivo. quero ver alguém poder sair de lote 1000 até Manguariba de metrô com ar condicionado; Regular os transportes a diesel, especialmente os de carga; Baratear a manutenção e regulagem de mecanica dos veículos privados; nossa gasolina é limpissima se compara a outras domundo. É cheia de metanol, álcool anidro, e tem um teor de chumbo e metais pesados 17 vezes menor que ococmbustivel europeu (nem falo dos EUA nesse quesito, então). O problema não é o combustível, mas seu preço, justamente por sua pureza e pelo seu teor tributário. Reverter esse teor tributário em inverstimentos ambientais é uma.
sábado, 22 de setembro de 2007
O primeiro foi o Arnaldo...
O "maravilhoso" Naldinho se expressou como eu esperava: achou o discurso violento, facista e condenatório. Chegou a dizer que era uma criança o moleque que ia levar um cabo de vassoura na bunda. só não enxerga que uma criança daquela já empunha arma pra matar. Criança é o cacete: é bandido, se faz de desorientado, e por mim poderia ir pra vala. Não me sinto mau pelo fim de um safado que se diz vítima da sociedade, tenta justificar seus crimes com teses reproduzidas justamentes por" blochinhos" de Ipanema, esses pseudo-esquerdistas, esses erquerdiopatas. Esses bandidos traficos não é pra matar fome, não; é pra comprar tenis de 700 reais, que eu, trabalhador honesto tenho a descência de não comprar, mesmo merecendo e tendo dinheiro honesto no bolso, pois sei que esse tenis pisaria em mais de dois salários mínimos. Dinheiro suficiente pra matar a fome de quem não trafica, mas tá na merda de verdade.
Me perguntaram "E se um policial invade sua casa e revista suas coisas sem respeitar seus direitos?...". eu ficaria puto, claro! O problema é que sei que a situação não chegaria a cabo (de vassoura) pois qualquer um pode ir no meu cafôfo: só tenho uma cadeira quebrada, um jornal como colchão e dois tijolos como fogão...
Aliás, vamos combinar: ninguém hoje em dia, no Brasi, rouba por estar com fome. Rouba pra cheirar, rouba pra comprar nikes de 600 reais, rouba pra comprar lambretas (sou das antigas...). Vamos para com essa viadagem desse discurso chulo de "rouba por que é pobre". Rouba porque é filho-da-puta, não tem respeito pela sociedade, pelo outro. rouba por que é fácil nesse pais. Rouba por que a punição tarda e é falha.
Quem não deve não teme. Não teme o BOPE. A policia, sim. Essa é outra coisa interessante do filme: pra que uma sociedade precisa de uma força que oficializa o esquadrão da morte? Pra tombar mesmo, porra!! O papel do BOPE é explicitado, e eles são Hell Patrol. E não há inocente na mão deles. Vergonha é existir a necessidade de um BOPE, mas em tendo, ainda bem que eles são "efetivos". A merda é que ninguém ficou puto com a PM, corrupta e tão bem chegada nos umbrais do poder.
Nada mais coerente doque um Arnaldo Bloch ficar incomodado com o filme. Foi porrada naveia dele. Vai pensar duas vezes antes de desfilar na Vieira souto em passeatas pela paz, se sentindo santificado nesses desfiles de auto-promoção, auto-apreciação de virtudes falsas dessa gente que tem vergonha de se apresentar como elite, como classe média, mas paga um salário mínimo e meio pro seu porteiro, e o trata como trataria seu bizavô: com o paternalísmo de propietário de escravos nas Gerais do séc. XVIII.
O ponto que mais achei ridículo de suas colocações foi quando questionou o debate (aliás, que debate não foi, foi panfletagem mesmo, só que na contramão do que o meio acadêmico faz hoje), o lindo, que pelo jeito , como a maioria da leite esquerdopata não leu ou leu enviesadamente Foucault, amaldiçoa a posição do Matias, como se ele tivesse defendido um discurso incoerente, e como sua posição fosse a hegemônica.
Pra começar: em aula de Sociologia, deve-se debater de tudo, e ao contrário do que diz o Naldinho, se debate sobre a liberação ou descriminalização das drogas e outras bizarrices. E o debate não só existe como se dá daquele jeito no filme: um bando de patricinhas e mauricinhos defendem as drogas, defendem o trafico, defendem inclusive a pirataria, e acima de tudo NÃO ADMITEM QUALQUER DISCURSO OU POSIÇÃO CONTRARIA, sob pena de se apontar como racista, facista, preconceituoso, classe média e bobo. Isso ele não diz, que esses debaters são falsos, e são organizados no meio acadêmico mais como comícios a la mao-tse tung, onde os alunos se destacam por reproduzir o discurso de esquerda. E ai daquele que ousa dizer , por exemplo, que a leitura de foulcalt está superestimada, e não foi só ele que escreveu sobre poder, vigilância e regulação. Na Saúde, por exemplo, vai dizer que Foulcault não chega aos pés de Ivan Illich? É faca na caveira procê... (ou, no dialeto de CDD: rezam a suas costas...) . Não existe debate, e sim doutrinação e expiação dos discursos contrários.
O naldinho aponta o discurso de mathias como o hegemônico e arrogante detentor da "realidade". Hora, esse foi o ponto em que se revela que o cara de filme não entnede porra nenhuma, pois é nessa parte do filme que se mostra que a realidade não está em lugar nenhum, nem mesmo no FILME. Essa mensagem ficou nítida, pra bom entendedor. A verdade não tá no CDD, nem no Tropa de elite, nem memso no documentário "Noticias de uma Guerra...". Deixa de ser frouxo na bagaça, meu... A própria reação dos demais estudantes da aula mostra o quanto o discurso dele é considerado herético e repulsivo.
Na letra dos Titãs você encontra uma pérola do pensdamento playboy, que tenho cereteza que hoje nem Arnaldo Antunes conseguiria sustentar com tanta convicção.
Eu digo que preciso de policia
que prenda bandido
que pare criminosos
Respondo a polícia como a qualquer cidadão, quando necessário, sem temor
Coopero com a polícia, com o oestado e com qualquer autoridade digna, sem incomodo
Respeito a policia e sua autoridade assim como gostaria de ser respeitado como cidadão e servidor público.
Que todos respondam a autoridade policial
Que todos obedeçam a autoridade policial
E quero ter a segurança de que criminoso é preso, assim como o temor de ser preso se um dia cometer um crime.
Qual é o problema da musica dos titãs? Pois que eu saiba, em qualquer parte do mundo a função da polícia e arelação da polícia com o cidadão e com o contraventor e essa: porteger e servir. O seu papel, como cidadão é cooperar e preservar, respeitando a autoridade. Só fica incomodado com isso quem é anarquista. Eu não tenho medo do "tolerância zero" que o Hélio Luz precisamente apontou como um terror para a sociedade braisleira, seja para pobres ou ricos.
Se a policia for diogna e honesta, mais Norueguesa, eu quero mais é faca na caveira.
Meu espirito é de "London London": tenho vergonha de me emocionar com um trecho tão bizarro da música, pro cotidiano carióca - policiais que aparentam satisfação em satisfazer seu cidadão.
Depois eu falo mais...
Voltei, mas voltei pra dar esse asunto por encerrado. Afinal, o Arnaldo nada mais é doque um resumo da zelite que se viu no filme, percebeu como é escrota pra cacete, e não gostou. Estamos numa sociedade que não quer "London London". É só.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Falta identidade. Sobra incoerência.

Pra começar: quer dizer que a mestiçagem, coisa defendida há décadas no Brasil intelectual e cultural como uma realidade e uma característica nacional, não existia então até 2006. Era tudo invenção e provocação, pura forçação (caray?!!?) de barra, e não uma constatação orgulhosa e quase indisfarçavel na pele do povo dessa nação? Só agora nos tornamos mestiços de verdade? Que eu saiba, no Brasil tem vira-lata de montão há séculos. Inclusive no que diz respeito ao porte genético e fenotípico. só que a sociedade brasileira perde tempo laureando oque é subjetivo, e não estuda, não procura compreender o objetivo: não existe gente pura no Brasil.


terça-feira, 18 de setembro de 2007
A FOTO PERSEGUIDA
finalmente: O Retorno dos Búfalos D'água
terça-feira, 11 de setembro de 2007
COMO DEVEMOS SER LEMBRADOS?
Seremos lembrados como pseudo-intelectuais ou intelectualóides?
Como furões ou postergadores de debates babélicos e tresloucados?
Como virtuosos pela humildade mais do que pela inteligência?rss....kkkkkkkk
Que pensam, mentes que brilham, ou melhor, CÉREBROS HABITADOS POR UMA GOZOLÂNDIA..........
Senhores! O anjo do cordeiro me salvou!
Dizem que o anjo da morte desistiu e foi dar uma volta na Itália.
Já nos avisaram:
Tá difícil, meu...
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
PEOCUPAÇÃO E HUMILDADE
PS: ESTOU SERIAMENTE PREOCUPADO COM O FUTURO DO BARRACONEXIONS, PORQUE APÓS ESSE EXTERMÍNIO DAS GENIALIDADES, O ISMAEL E O LUIS JÁ ESTÃO PASSANDO MAL....RSS
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Apoiado!!!

Formô!
Não tem conversa - todos os três nessa segunda, lá no Barra Tower Studio!!
Já separei um bom vinho chileno e Já providenciei as 75 virgens suecas professoras de contorcionismo para o ritual (tá ficando cada vez mais difícil de encontrar; vamos ter de trocar por norueguesas...).
Ismael, confirme se tu vem por escrito!!!
Inté, cumpadres!
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
MAINARDI, A DÚVIDA!!!!!!
a transição do inverno para primavera? ou o cote da selic? rss........
LUIS BLINDER, ANTIGO FRANCIS MOTTA, MARCADO NA SEGUNDA, SEM DEMOCRACIA, NADA DE ASSEMBLÉIAS,MARCADO.
ABS
Tem de ser essa segunda, pelamordedeus!!!!
Segunda feira agora!! Impreterivelmente!! Sem dsicussão!! Já tô la na torre da reunião, e já separei o vinho!!
Tá firmado, de qualquer jeito. Minha ministra tá trabalhando, meu comandante do estado maior vai tá na vovó, estátudo tranquilo.
E que aláh me proteja!!
terça-feira, 4 de setembro de 2007
BARRA CONEXIONS
Galera, nada mais pós moderno do que um debate pela internet
SOCORRO, NÃO ME DEIXEM SÓ!!!!!!!!
PS: eu não sou o Collor, mas vamos marcar a reunião.
domingo, 2 de setembro de 2007
Cos She´s a Ho!!!!!!




