sábado, 22 de setembro de 2007

O primeiro foi o Arnaldo...

Hoje no Globo encontrei a primeira manifestação de indignação e contrariedade em relação ao filme "Tropa de Elite". E vou logo dizendo (digo, escrevendo): achei o melhor filme do ano, adorei a mensagem e a sinceridade do filme, e como muitos não concordo com os métodos, mas acredito que são necessários e bem aplicados, assim como não gosto de guerra, não gosto de classismos e não gosto de nacionalismo, mas não acredito num mundo sem guerras, sem pobreza e sem fronteiras. Na verdade me daria asco e medo um mundo assim, pois certamente seria um mundo sem liberdade e sem esperança. Enfim: chega de "Cidade de Deus"!

O "maravilhoso" Naldinho se expressou como eu esperava: achou o discurso violento, facista e condenatório. Chegou a dizer que era uma criança o moleque que ia levar um cabo de vassoura na bunda. só não enxerga que uma criança daquela já empunha arma pra matar. Criança é o cacete: é bandido, se faz de desorientado, e por mim poderia ir pra vala. Não me sinto mau pelo fim de um safado que se diz vítima da sociedade, tenta justificar seus crimes com teses reproduzidas justamentes por" blochinhos" de Ipanema, esses pseudo-esquerdistas, esses erquerdiopatas. Esses bandidos traficos não é pra matar fome, não; é pra comprar tenis de 700 reais, que eu, trabalhador honesto tenho a descência de não comprar, mesmo merecendo e tendo dinheiro honesto no bolso, pois sei que esse tenis pisaria em mais de dois salários mínimos. Dinheiro suficiente pra matar a fome de quem não trafica, mas tá na merda de verdade.

Me perguntaram "E se um policial invade sua casa e revista suas coisas sem respeitar seus direitos?...". eu ficaria puto, claro! O problema é que sei que a situação não chegaria a cabo (de vassoura) pois qualquer um pode ir no meu cafôfo: só tenho uma cadeira quebrada, um jornal como colchão e dois tijolos como fogão...

Aliás, vamos combinar: ninguém hoje em dia, no Brasi, rouba por estar com fome. Rouba pra cheirar, rouba pra comprar nikes de 600 reais, rouba pra comprar lambretas (sou das antigas...). Vamos para com essa viadagem desse discurso chulo de "rouba por que é pobre". Rouba porque é filho-da-puta, não tem respeito pela sociedade, pelo outro. rouba por que é fácil nesse pais. Rouba por que a punição tarda e é falha.

Quem não deve não teme. Não teme o BOPE. A policia, sim. Essa é outra coisa interessante do filme: pra que uma sociedade precisa de uma força que oficializa o esquadrão da morte? Pra tombar mesmo, porra!! O papel do BOPE é explicitado, e eles são Hell Patrol. E não há inocente na mão deles. Vergonha é existir a necessidade de um BOPE, mas em tendo, ainda bem que eles são "efetivos". A merda é que ninguém ficou puto com a PM, corrupta e tão bem chegada nos umbrais do poder.

Nada mais coerente doque um Arnaldo Bloch ficar incomodado com o filme. Foi porrada naveia dele. Vai pensar duas vezes antes de desfilar na Vieira souto em passeatas pela paz, se sentindo santificado nesses desfiles de auto-promoção, auto-apreciação de virtudes falsas dessa gente que tem vergonha de se apresentar como elite, como classe média, mas paga um salário mínimo e meio pro seu porteiro, e o trata como trataria seu bizavô: com o paternalísmo de propietário de escravos nas Gerais do séc. XVIII.

O ponto que mais achei ridículo de suas colocações foi quando questionou o debate (aliás, que debate não foi, foi panfletagem mesmo, só que na contramão do que o meio acadêmico faz hoje), o lindo, que pelo jeito , como a maioria da leite esquerdopata não leu ou leu enviesadamente Foucault, amaldiçoa a posição do Matias, como se ele tivesse defendido um discurso incoerente, e como sua posição fosse a hegemônica.

Pra começar: em aula de Sociologia, deve-se debater de tudo, e ao contrário do que diz o Naldinho, se debate sobre a liberação ou descriminalização das drogas e outras bizarrices. E o debate não só existe como se dá daquele jeito no filme: um bando de patricinhas e mauricinhos defendem as drogas, defendem o trafico, defendem inclusive a pirataria, e acima de tudo NÃO ADMITEM QUALQUER DISCURSO OU POSIÇÃO CONTRARIA, sob pena de se apontar como racista, facista, preconceituoso, classe média e bobo. Isso ele não diz, que esses debaters são falsos, e são organizados no meio acadêmico mais como comícios a la mao-tse tung, onde os alunos se destacam por reproduzir o discurso de esquerda. E ai daquele que ousa dizer , por exemplo, que a leitura de foulcalt está superestimada, e não foi só ele que escreveu sobre poder, vigilância e regulação. Na Saúde, por exemplo, vai dizer que Foulcault não chega aos pés de Ivan Illich? É faca na caveira procê... (ou, no dialeto de CDD: rezam a suas costas...) . Não existe debate, e sim doutrinação e expiação dos discursos contrários.

O naldinho aponta o discurso de mathias como o hegemônico e arrogante detentor da "realidade". Hora, esse foi o ponto em que se revela que o cara de filme não entnede porra nenhuma, pois é nessa parte do filme que se mostra que a realidade não está em lugar nenhum, nem mesmo no FILME. Essa mensagem ficou nítida, pra bom entendedor. A verdade não tá no CDD, nem no Tropa de elite, nem memso no documentário "Noticias de uma Guerra...". Deixa de ser frouxo na bagaça, meu... A própria reação dos demais estudantes da aula mostra o quanto o discurso dele é considerado herético e repulsivo.

Na letra dos Titãs você encontra uma pérola do pensdamento playboy, que tenho cereteza que hoje nem Arnaldo Antunes conseguiria sustentar com tanta convicção.

Eu digo que preciso de policia
que prenda bandido
que pare criminosos

Respondo a polícia como a qualquer cidadão, quando necessário, sem temor
Coopero com a polícia, com o oestado e com qualquer autoridade digna, sem incomodo
Respeito a policia e sua autoridade assim como gostaria de ser respeitado como cidadão e servidor público.

Que todos respondam a autoridade policial
Que todos obedeçam a autoridade policial

E quero ter a segurança de que criminoso é preso, assim como o temor de ser preso se um dia cometer um crime.

Qual é o problema da musica dos titãs? Pois que eu saiba, em qualquer parte do mundo a função da polícia e arelação da polícia com o cidadão e com o contraventor e essa: porteger e servir. O seu papel, como cidadão é cooperar e preservar, respeitando a autoridade. Só fica incomodado com isso quem é anarquista. Eu não tenho medo do "tolerância zero" que o Hélio Luz precisamente apontou como um terror para a sociedade braisleira, seja para pobres ou ricos.

Se a policia for diogna e honesta, mais Norueguesa, eu quero mais é faca na caveira.

Meu espirito é de "London London": tenho vergonha de me emocionar com um trecho tão bizarro da música, pro cotidiano carióca - policiais que aparentam satisfação em satisfazer seu cidadão.

Depois eu falo mais...

Voltei, mas voltei pra dar esse asunto por encerrado. Afinal, o Arnaldo nada mais é doque um resumo da zelite que se viu no filme, percebeu como é escrota pra cacete, e não gostou. Estamos numa sociedade que não quer "London London". É só.

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