terça-feira, 2 de outubro de 2007

É só uma opinião...

Outro dia desses, falando sobre probabilidade, um cara questionou qual seria a probabilidade de ser aprovado no vestibular para um curso de direito ou medicina, dada uma certa relação de candidato vagas.


Inicialmente eu respondi que se a especulação do cara se baseava em uma fundamentação probabilística, ele já estaria de fora, pois sua premissa estava equivocada: aprovação em um vestibular, pelo menos em um vestibular sério, não tem nada de probabilístico: passam os melhores, e os melhores vão se destacar sempre, mesmo ocorrendo eventos odds, bizarros (como uma caravana de vestibulandos do PH cair com todos os candidatos numa ribanceira...).


Na insistência de outros que defendiam que alguns processos são objetivos, fui bastante delicado e sereno, e deixei bem claro que não adianta. Se uma prova tem 50 questões, com 5 opções cada uma, a probabilidade de alguém gabaritar essa porra é de 0,2 elevado a 50, ou seja, 0,0000000000000002, mais ou menos. Ou seja, é mais fácil ser atingido por um vôo da Gol. Mesmo ser aprovado aleatoriamente (marcar metade dos acertos) já seria um aborto da natureza. E ainda disse que como tem muita gente burra que não se coloca no seu lugar, você encontra a todo concurso uma relação absurda de candidatos-vagas que não é coerente.


Geralmente são apenas 5 ou 10% dos candidatos a uma carreira imperial que são realmente competitivos, e os demais são tão burros e Jozelitos que não conseguem nem calcular a improbabilidade de ser serem aprovados pro mero acaso. Quem tá preparado não se preocupa com relação candidato vaga, pois ele sabe que vai competir com poucos, porém serão os melhores. E a vaga vai ser decidida nos 100 metros rasos, no photochart. Só puro sangue entra, o resto é desprezível. E só joselitos acham que tão preparados quando não estão.


Afirmei que as pessoas que se inscrevem no oba-oba prum vestibular sério deveriam até adquirir uma postura menos ridícula, e só concorrerem quando se encontrarem em condições de competir. É uma ofensa para o meio acadêmico, para o ensino e para a sociedade ver pessoas querendo a aprovação por sorte. Defendi o vestibular como um dos poucos instrumentos de valorização do mérito e da excelência, por mais tosco que seja, e terminei dizendo que um sujeito que entra num vestibular concorrido achando que a probabilidade pode favorecê-lo é tão mal caráter quanto um cara que fica andando nos ônibus, torcendo para ver alguém perder uma carteira, esquecer uma bolsa, algo assim. Não tá roubando, achou...


E não é que teve gente que ficou ofendida ...



Todo mundo tem uma frustração de vestibular...


Mas é compreesível. São joselitos de 16, 17 até 19 anos, tendo de incorporar uma objetividade na vida que ainda é muito romantica. Só pode dar em delírios. Tanto pros Joselitos sem noção como pros puro sangue isso é um horror. Eu espero poder bancar aquele ano inteiro de reflexões depois do segundo grau pro meu filho poder "se encontrar". Isso não é absurdo nenhum. É preciso não só estudar disciplinas acadêmicas, mas a vida, oque se quer da vida, e o que se pode, naquele momento, extrair da vida de melhor. Depois ele que decida: Columbia, Yale ou Stanford. No máximo Harvard...


Também sou joselito de vez em quando...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Arrogância e Covardia Técnica no Judiciário

Antes de mais nada venho esclarecer que cada blogueiro aqui tem sua opinião independente e de ampla autonomia. Na verdade, são opiniões até conflitante e adversas. não existe aqui um partido, uma escola ou uma tribo, e portanto o que eu escrevo não deve nunca ser confundido ou transferido a ninguém. E sempre que algum discurso meu desagradar alguém, me sinto disposto a "rever os meus conceitos" sem constrangimentos. Mas de uma coisa eu não arredo o pé:






EMO É VIADAGEM!!!!










































A tendência de um sistema é viver pra cuidar dos problemas do próprio sistema, e que se foda o mundo.




Quem nunca foi vitima de uma postura supostamente técnica e objetiva, impessoal e isenta de interesses, que na verdade acoberta a arrogância, o corporativismo e a canalhice, seja individual, seja institucional? não adianta perguntar, pois muitos sequer imaginam como pessoas incompetentes e ruins se escondem por trás de um diploma, de uma patente, de um crachá ou de um gabinete. Mas essa semana, a prisão daquele estuprador psicopata homicida calhorda sem vergonha que matou das crianças de 13 e 14 anos me trouxe de volta o nojo que eu tenho dos "técnicos" e "profissionais" desse pais.




O crime é uma óbvia demonstração não da falta de qualidade do Estado, e sim da seriedade. não faltou prisão, julgamento e avaliação psiquiátrica pro bandido. ainda assim o cara conseguiu relaxamento da prisão com seu histórico violento e seu comportamento mais que suspeito, e um psiquiatra concursado e incorporado a justiça achou que o cara poderia conviver conosco, cidadãos saudáveis, sem apresentar risco para o cara e para nós e nossos filhos. Nem preciso dizer oque aconteceu.




Mas ai surge um monte de gente pra indagar como esse sujeito foi tão mal avaliado assim (se é que o foi). E sempre que isso acontece , aparece com a cara mais cínica do mundo o dito cujo dizer que ele não tem responsabilidade pela decisão, pois seu parecer é apenas um recurso que a justiça pode fazer uso ou não: a decisão é do juiz. Tirou o dele da reta e deu descarga, descendo pelo esgoto toda sociedade. Outro dia um juiz decidiu contrariamente a adoção de uma indiazinha que sofria de hipotireoidismo e corria risco de infanticídio e abandono criminoso na amazônia, por que um antropólogo deu parecer negativo a retirada de um indigena de seu "meio cultural", basicamente alegando que o infanticídio, como faz parte da prática e dos costumes da sua tribo, deveria ser executada, e esse Estado, que supostamente defende a vida, não deve se meter nisso, sob a ameaça de interferir na cultura milenar de matar injustificadamente crianças indefesas. E um juiz acatou. Na primeira demonstração de descontentamento, vem o antropólogo dizer a mesma coisa: quem decide é o juiz; eu só dou minha opinião profissional.




Essas bizarrices acontecem de montão no Judiciário. Juizes, procuradores, defensores e outros elemento do direito original, analfabetos, despreparados, descomprometidos e desqualificados culturalmente, recorrem ao parecer "profissional" de outros segmentos do saber técnico para poderem fundamentar suas decisões. Pra começar, muitas dessas apelações para outro saber se dá por covardia e falta de conhecimento geral e acessível, que esses juristas não querem ter ou não sabem onde buscar mesmo. são técnicos da justiça no pior sentido, como técnicos de tv que não entendem nada de física, engenharia eletrônica ou dos fundamentos básicos da engenharia para não serem meros reprodutores de procedimentos. São moleques de 26 anos, que acham que já gozaram e nem menstruaram ainda, e por isso podem assumir o status de juizes, mas são tão inconsistentes para decidir sobre a cor de seu terno, que não querem ter o peso, a responsabilidade de encarar o mundo real e responder por ele. E ai recorrem a uma avaliação "multiprofisional" , com "a reunião de saberes" e apoio de "vários segmentos do conhecimento técnico", para melhor poder de decisão.

Ainda assim, como no caso do notório estuprador, imperou a arrogância dos juizes, que ignorando evidências que não dependem de um olhar especializado (apenas a analise séria do histórico comportamental e social do sujeito), decidiu por libertar um violento criminoso, ou melhor, deixá-lo em processo de deisnternalização. Nesse caso, sempre me vem a memória o relato de parentes e amigos de meus pais que diziam que a muitas décadas, quando descobriram o cinema, uma coisa que sempre chamou a atenção era o fato desses cinemas, pequenos e provincianos, reproduzirem o sistema de castas na reserva e distribuição de alguns assentos, e sempre existiam os assentos do clero e do juiz. Essas figuras não se escolhe, diferente um prefeito, que nunca tem assento cativo. Engraçado como o judiciário sempre foi próximo do clero em termos de postura: a verdade, a razão e a adequada obediência estão do seu lado. E a essas entidades deve-se a reverência que as sociedades modernas conseguiram exorcizar da entidade militar e governamental. O judiciário ainda se considera divino, e não me lembro de médico processando vizinhos para obrigá-los a ser referido como doutor, como recentemente aconteceu em Niterói.

Minha experiência pessoal é relativamente recente e foi no famigerado juizado daqui do Rio, na época do maldito Siro Darlan, quando tive de ouvir uma psicóloga a arrogante afirmação de que ela é uma profisisonal tecnicamente qualificada para dar seu parecer sobre a adequação de um processo de adoção, e que ninguém poderia questionar sua autoridade ou parecer. Ela estaria acima do bem e do mau, e livre de qualquer inteferência terrestre, humana ou material que pudesse profanar seu saber e seu juizo. Seu processo decisório é fundamentado em um saber consagrado e consensual, validado por seus pares e acatado pela Justiça e pelo Estado. Ou seja: o que ela avalia é cientifico, puro e inquestionável. Quando eu perguntei se então todos os psicólogos chegam ao mesmo parecer frente uma situação , ela titubeou como quem escorrega na merda que ela mesmo estava cagando. É claro que não! Mas o dogma tem de ser defendido (Caray!! Tenho de voltar a refletir sobre isso...DOGMA, Dogma, dogma, dogm...). E assim se comportavam as Assistentes Sociais e todos os "profissionais" dessa comarca maldita. É a mesma comarca que acha lindjo um traficante chincheiro da Globo não ter seu processo de adoção contestado. Pelo contrário, usaram esse maconheiro com garoto - propaganda para incentivar a adoção! Que biíto, né...


Por que os profisisonais fazem isso? Porque podem, seu imbecil! Se eu erro, sofro consequências; mas eles, os "profissionais" do judiciário não. Fica tudo na mesma. Isso é comum aliás, no serviço público em geral. Ninguém paga por erros como esse. Ninguém e exonerado, ninguém é preso, ninguém restitui nada. É um paraiso para os incompetentes. E eu digo (digo, escrevo) isso por ser servidor público, e testemunhar muitos desses vacilos.


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Um filme é um filme!

Demorei! Depois de tanta polêmica resolvi escrever algo sobre o tema do momento: o filme Tropa de Elite. Confesso que a leitura de comentários sobre o filme têm me causado náuseas. Como diria Lula (essa frase já virou clichê) "Nunca antes na história deste pais" se falou tanta besteira sobre um filme.
Tropa de Elite se torna polêmico exatamente por aquilo que não se deveria ser: mostrar o ponto de vista de alguém sobre algo. Nota: alguém neste caso é o protagonista do filme. Ou ainda: toma-se a reação do público pela intenção do filme. Como se cada grito de "caveira" fosse o resultado desejado pelos responsáveis pelo filme.
Um filme, mesmo quando fala da realidade, mesmo quando é baseado em fatos reais, não é a realidade. Um filme é um filme. Um filme não é tratado sociológico sobre nada. Pensar assim é cacoete de quem só consegue enxergar uma produção artística como peça de propaganda, de quem não sabe ler uma obra, ou até de quem sabe e quer fazer proselitismo de sua causa, neste caso da causa dos "politicamente corretos".
A insenção é o refúgio dos canalhas, digo eu incorporado por Nelson Rodrigues. Ninguém é isento porque ninguém é capaz de ser isento. Para ser isento seria necessário ver um fenômeno de todos os lados e reescrevê-lo e julgá-lo sob todos os pontos de vista e ainda conferir o mesmo peso a todos os ângulos. É impossível, só se fôssemos como Deus. A melhor forma de honestidade intelectual é declaração da indexalidade, ou seja, a declaração do posicionamento de quem declara.
Toda esta defesa da não-isenção serve para justificar a coerência interna do filme: A HISTÓRIA É O PONTO DE VISTA DO CAP. NASCIMENTO E ISTO FICA CLARO. O filme também tem coerência externa : o roteiro é baseado nos relatos de ex-integrantes do BOPE e ponto. Não é um institucional como diz CÚenca. Se assim o fosse a tortura não apareceria pois não é admitida pela instituição.
O filme não FASCISTA e nem REACIONÁRIO pelo simples fato que estas qualidades são intrísecas ao pocionamento político de humanos ou grupos humanos. Um filme não é humano. Humano é quem faz o filme, humanos são os que reagem ao filme.
Artur Xexéo vai no cerne da questão: por que será que as pessoas se identificam com Nascimento? Será que admitiriam a tortura? Dizer isto seria dizer que aqueles que criticam a tortura do filme e nada ou pouco dizem sobre a corrupção policial são defensores de esta última prática, seria dizer que quem gosta de Bebel é a favor da prostituição e os militantes do aborto deveriam se matar.
A reação do público, é a reação de quem se indentificou com a ojeriza à corrupção e o ódio aos bandidos e seus cúmplices. É a reação de quem percebe que no meio da guerra não dá pra formular teses "ex concessis" (viu Luiz, tô ficando bom nisso), na parada cardíaca que dane-se as costelas. Mas é uma reação ao filme e não à realidade, pois muitos que gritam "caveira" durante o filme também ficariam angustiados se presenciassem uma cena real de tortura. "Caveira" poderia ser o novo grito do "Cansei" como diria o CÚenca, pois os cansados estão expressando seu descontentamento com gritos, estão reagindo. Os descansados preferem admirar "Lamarca", "Lúcio Flávio", "Zé pequeno", "Falcão e os meninos(???) do tráfico" e toda uma relação imensa de bandidos retratados no cinema brasileiro. Vá lá gosto é gosto e cinema é cinema. E eu gostei de Cidade de Deus, só não admito ser chamado de fascista pelos esquerdopatas, seguiindo o mesmo raciocínio eu poderia chamá-los de marginais.
Se alguem me chamar de reacionário por gostar do filme, eu aceito a apelido. Reacionário é quem reage e quem grita caveira está reagindo ao bom-mocismo que protege bandidos e que acha a corrupção um mal menor.
O diretor José Padilha caiu na armadilha (trocadilho horroroso) e falou que prefere a corrupção à tortura, pois o primeiro é um mal menor. Pois acredito que o diretor mais talentoso da atualidade está enganado (pois é um filme é um filme). O torturador(no filme) faz algo terrível em nome da ordem e contra supostos bandidos e pode cometer erros terríveis no processo. O corrupto auxilia bandidos, degrada a polícia e ordem pública, é equivalente ao bandido na intenção e na realização do ato ilegal, o torturador é ilegal no ato para não ser bandido na intenção.O torturador pode errar, o corrupto sempre erra.
Era de se esperar reações como essas de um filme que tem um policial como protagonista ,a palavra "Elite" no título e onde bandidos não se dão bem no final, foi demais para a elite burguesa do capital alheio.
Aliás, as reações ao filme destroem as concepções de elite e povo decantadas pela esquerda e pela direita. Pelas reações, o povão do bolsa-família é mais reacionário que os classe-média do "cansei".
Por isso eu agora falo : "É faca na caveira"!

Sei que tô terrível, mas os caras pedem....

Os caras dão motivo, porra! Agora o prefeito veio com uma gracinha que não é nova, e qualquer um sabe que vai dar merda,. Vai criar um vício, que pra tirar vai ser foda!
Todos já sabem que o ensino público é um lixo, e que o rendimento dos alunos é, não exclusivamente, mas adicionalmente correlacionado com a falta de infra e investimento no corpo docente e nos recurso pedagógicos. E o que q o prefeito faz pra corrigir isso? Cria um "prêmio" pro aluno que for avaliado como MB (muita bosta, maior bestão ou muito babaca? Não sei, é um parâmetro subjetivo e falacioso demais. É muito EMO pra mim...) na 6ª, 7ª e 8ª série. A orgia pode custar amis de 2000 reais por aluno.
Pra começar: bons tempos aqueles em que estudar era um privilégio nítido, um luxo e, uma vez que é acessível, uma questão de evitar a desmoralização. Bons tempos em que se tinha a clara noção na família e na sociedade que estudar é um dever, e ter o melhor desempenho possível é uma obrigação. Mas estamos em uma cidade onde um safado de um aluno da rede pública pode pegar de graça um ônibus as 9 e meia da manhã, uniformizado, e ir pra praia; da praia pro shopping e do shopping pra pelada, sem ser importunado. eu não tenho a menor consideração ou respeito por aluno de escola pública. São todos uns fraudadores, junto com seus professores (esses, muitas vezes, involuntariamente).
Adendo - Sim, fui aluno de escola pública a vida toda. Até que terminei o segundo grau, e tive que aprender de verdade por conta do vestibular. Ai fui prum prézinho. E entendam: CAPs, CMRJ, CEFET e tais não são bem escolas públicas. Tô falando da rede estadual e municipal básica da região metropolitana: só tem lixo. Na rede municipal então, não há nada que preste.
Quando vejo um estudante de escola pública municipal ou estadual só vejo uma coisa: desperdício do meu dinheiro. E eu digo isso bem a vontade, pois sou proletário urbano. Eu convivo com esses mau educados que não sabem andar de ônibus ou metrô, não sabem respeitar os outros, principalmente os mais velhos e aqueles que sustentam seus privilégios, não demonstram qualquer educação ou postura adequada nos espaços públicos, são depedradores de bibliotecas e transportes coletivos, falam alto e ainda por cima se acham... não são todos assim, mas paga o inocente pelo pecador na boiada. Afirmo que criamos a cada ano gente que acha que tá fazendo muito só em aparecer na escola. Que tá fazendo favor pra alguém. Depois, esse safado, com 27 anos, vai ficar desfilando com camisa da rede estadual pra andar de graça, fazer supletivo e reclamar que não teve oportunidade.
Agora a prefeitura vem com essa de pagar o aluno pra que ele faça o que é sua obrigação. PAGAR? E olha que nunca tem dinheiro pra nada na educação, mas pra isso, né...
Ainda bem que não encontrei ninguém que tivesse a canalhice de defender essa idéia de bandido, no mundo real. digo mundo real, pois nos gabinetes dos governos as coisas mais indecentes tomam um ar de coerência e sobriedade absurdos. E nem é preciso apontar o que há de oportunismo barato nessa gracinha, que muitos já perceberam, e como é incongruente com o discurso inclusivo e integralizador da SME.
Entendam que sou contra a idéia, mas não por estimular competição ou bulhonísmo acadêmico, e nem pelo fato do prêmio ser dinheiro, quando poderia ser livros, brinquedos, viagens, seilá. Isso é o de menos. O meu maior medo é o de fraude, que lógicamente ocorrerá. Começo perguntando: um aluno MB de uma escola municipal vale o mesmo que um aluno MB do CPII, do CMRJ ou da CAP UERJ? Ou do São Bento, Santo Inácio, CEAT?
Note-se, primeiramente, que o próprio processo de avaliação da rede municipal, entre diversas bizarrices, possui um grado RELATIVO de avaliação por turma, segundo uma colega da rede, que atua tanto na Zona Oeste como na zona Sul. Isto é, em um grupo de alunos de uma turma, os melhores são avaliados como MB, e os piores são RR. Entenda-se por isso que em uma turma cheia de burros analfabetos da oitava série, aquele que não domina nada do conteúdo pertinente ao oitavo ano, mas souber a capital de Minas Gerais pode ser apontado como MB, e os demais, que não sabem nada, são apontados como RR.
Me sinto a vontade pra suspeitar que um aluno MB no município não é sequer um regular de um CMRJ. infelizmente são poucos os instrumentos que permitem essa avaliação, mas é só estudar, por exemplo, o perfil dos candidatos a entrada nas vagas de 2º grau de qualquer lugar sério, e contabilizar suas origens. Quantos alunos da rede municipal entram num CEFET? Comparem com outras instituições. Eu já sou cabeça feita quanto o resultado. Pra mim, o melhor aluno da rede municipal não será sequer um escarro de um aluno medíocre de uma instituição de excelência, competitiva. E ainda suspeito que um aluno da rede municipal de Copacabana tem um perfil menos precário que um aluno da mesma rede, mas da Pavuna ou de Sepetiba. Eu digo isso por que o fodão aqui foi até do pelotão da bandeira na escola municipal. I isto é, não foi porra nenhuma, em um contexto global... sai semi analfabeto da rede pública. Ter um olho em terra de cegos não te livra de precisar de óculos...
Mais o buraco é mais embaixo. E quem disse que o professores não vai fazer "fim social" com as avaliações, e começar a sofrer pressão ou aderir espontaneamente a promoção de notas MB pra qualquer toupeira? É claro que vão... vai dar merda isso. Eu pelo menos, se fosse do magistério da SME iria dar MB pra todo mundo sem problema. Queria ver contestarem a avaliação e desrespeitarem minha "independência e autonomia pedagógica".
E claro que o filho do traficante, da mãe encrenqueira, do aluno complexado sempre seriam MB. Ou passariamos a ter uma enxurrada de revisões de avaliação. A contestação passaria a ser de escala industrial. Demandadas pelos pais ou pelos diretores e coordenadores de regional, que não querem "se aborrecer", isto é, não querem trabalhar direito, e nem que professores lhes arranje trabalho. "Como que meu filho Ueslei não é MB, sua vaca???!!! Vou te denunciar na CRE!!!!". Fudeu pro professor, que já acionou o sindicato, pois sabe que não existirá ninguém com coragem pra entrar nessa merda no meio político. Os vereadores farão cara de paisagem. A SME se acha muderna e competente pra fazer essas graças. Então...
Se alguém, quisesse realmente fazer um processo sério, pensaria em uma solução para livrar pelo menos pro professor dessa encrenca: provão. Aplicação de uma avaliação única pra toda rede municipal em cima do conteúdo das três séries, nos seus respectivos anos. Essa prova seria elaborada por uma ONG educacional, ou uma instituição externa a SME, e pronto. aplica-se esse exame pra todo aluno que se candidatar ao prêmio. Nem seria obrigatório. Só quem acha que tem culhão é que entra na roda. Os medíocres, mas conscientes de sua mediocridade, não devem ser obrigados a fazer o exame. Os que são contra a esse tipo de estimulo, poupariam seus fedelhos. Se o aluno acerta mais de 75% do exame, ele é avaliado como MB e merecedor do incentivo.
É uma medida simples e coerente que não atrapalharia ninguém. É tão simples que uma pessoa séria estranharia que numa SME ninguém tenha pensado nessa alternativa como a mais decente, pro aluno, pro professor e pra sociedade. E um implicante e conspirador como eu não estranha porra nenhuma disso tudo, pois sei que pensaram nessa alternativa e arremeteram. Claro: um instrumento como esse, o provão, serviria para dar nitidez a merda que é a formação, a qualidade do ensino. Imagina um aluno MB tirando zero? Isso revelaria muito sobre a qualidade de seu aprendizado, não? Esse exame seria ótimo, mas não pros interesses burocráticos e políticos de nosso prefeito.
Reafirmo que não sou contra esses incentivos, tem mais é que valorizar a educação, e a materialização desse incentivo pode ser dinheiro (mas concordo que muito melhor seria a oferta de material acadêmico, cientifico, entrada para eventos científicos, culturais e artisticos, etc.). E também acho que o professor também deveria ser premiado.
Mas o problema é que evidentemente não é esse o objetivo desse projeto. É bandidagem pura. Não há um estimulo sério, e sim um disfarce para a orgia eleitoreira.
Só me resta matricular meus pimpolhos nessa rede municipal, pra ver se pelo menos eu resgato parte do meu IPTU.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

L BLINDER TÁ QUE TÁ........

Tu tá danado, oxente.....
Parece o o Mengelli da enfermagem!!!rss
Cara, eu sabia que essa discussão vinha a tona, acho que tá só começando.
Nunca fui do PSDB, em cima do muro, mas acho que tem tentar enxergar outras coisas fora essas que estão sendo exaustivamente debatidas, apesar de tá só no começo, repito.
Esse lance do BOPE é meio forcar a barra por causa do momento que vivemos, eles não são diferentes de ninguém, corruptos igual a toda humanidade, depende do preço.
Não tentei sugar o filme pelo lado do FACISMO, mas é sensacionalista e não sei se isso vai levar ao debate ou a uma conclusão medíocre, coisa que já estou observando em pequena monta.
A população é medíocre ou interesseira , só ver o que tá na frente ou o que interessa, e eu falo inclusive dos jornalistas que até agora não fez nenhuma manifestação RAIVOSA contra o governador Aécio por causa do mensalão mineiro, mas dos outros.....nossa!!!!!!
por quê? porquê será que só se fala o que interessa ou o que tá na nossa frente, "somos estômago e sexo", isso é, necessidade?
Me perdooe o Cláudio Assis pela referência, esse sim, fez um filme para ser amplamente debatido pela sociedade, mas a mediocridade ou o interesse não quer.
O tal de CUENCA falou uma frase muito legal na coluna sobre a cena do Matias na passeata, acho que esse tema do filme merecia ser mais debatido do que o BOPE, totalmente secundário ou terciário na resolução dos nossos problemas de violência, e deveria sim debater a participação da classe média desinformada ou não, porém medíocre e interessada , na origem e perpetuação da violência extrema.

Agora foi o Cuenca...

Agora foi o Cuenca, um blogista do caderno "jovem" do Globo de terças, que mandou mal pra cacete. Classificou TE como reacionário!?!?!?!


E dai?!?!?!


É claro que é reacionário, e provoca reação memso! Ainda bem!



O tijucano do Cueca vem com essa indignação, mas todos sabemos o que foi que doeu. não admitir violêcia como um instrumento de combater o crime, isso até eu defendo. Mas não sou hipócrita de achar que o que o BOPE supóstamente faz é ruim. Confesso: acho ótimo!! Se tão fzendo com a pessoa certa, ótimo!! não pode é PM, que esculacha trabalhador, ser colocado como equivalente. O BOPE tomba bandido? Ótimo. É menos um! E não vai ser um Bloch ou um cuenca que vi me convencer que os caras estão errados, ou que eu não deseje que eles sejam bem existosos no seu trabalho. Eu torço por eles sim. Só lamento que precisemos disso, já que não temos polícia, não temos justiça, não temos nada.



Eu agora vou usar o discurso e a postura do favelado e desse pessoal de esquerda, como oMano Brown faz, dizendo que traficante é comerciante, e que honestidade é uma questão relativa que se ajusta as suas ambições e necessidades. Eu vou também distorcer os conceitos e termos, e estarei sendo mais honesto que eles, pois pelo menos eu estou anunciando, assumindo que vou fazer isso.



Se a justificativa da comunidade favelada pra ter relações tão maviosas com o tráfico é a ausência de uma alternativa, eu digo que defendo a BOPE justamente pela ausência de uma alternativa: como não posso contar com quem deveria prender, fico com aqueles que matam o criminoso. E sem temor. Se o favelado não tem medo do traficante de sua comunidade ( o respeita, responde, obedece e coopera com ele), eu quero fazer o mesmo em rerlação ao BOPE. Eles são minha defesa.



Se a comunidade favelada adora e faz musicas de exautação pro tráfico, eu quero cantar o hino do BOPE e falar "é faca na caveira!" sem problema algum.




Sabe por que me acho do lado certo?



Porque eu posso ir na Uruguaiana comprar um cd de saudação ao comando, tocar em alto volume na minha casa, e ninguém vai invadir meu lar e me matar por isso, me jogando no micorondas. Vai um favelado cantar o hino do BOPE? Ele pode até gostar do filme, mas não pode expressar isso naquele meio. E tem gente nessa situação de montão! incrível, mas é verdade: o cara da favela se amarrou no TE, mas se manifestar qulaquer simpatia, é x-9 e vai ser punido pelo tráfico.




Se me perguntassem se eu preferiria ver meu filho traficante ou do BOPE, não tem nem conversa, né?! É óbvio que se pudesse escolher, ele nem brasileiro seria, e sim dinamarquês; muito menos eu gostaria que ele arriscasse sua vida para defender gente como o Bloch ou o Cuenca, e depois ser tachado de truculneto e o cacete. quero meu filho longe disso, longe daqui. Porém, por mais apavorante e estressante que fosse ter um fihlo no BOPE, é de longe mais digno e honesto que ter um fihlo escroto cxomo aquele universitário da PUC.



O filme tem herói? Tem sim!! Assim como tem heróis nos filmes da Máfia! Não tem herói no Godfather, porra?! Torcemos pra quem? Então?



Tem herói em Otelo, mas .. porra, o phoda da hiostória é Yago! E Ricardo III? É o cara!



Não me sinto incomodado com os que chamam de facista um filme lindo e singelo como TE. Mas é engraçado que no mundo dos filmes e da tv sempre se pode encontrar séries onde o protagonista é o bandido, mas também encontra, com maior presença inclusive, séries policiais onde o policial é o herói. Correto, ético, cientifico, tecnológico, bem CSI. Mas são so mocinhos do nosso lado.


No Brasil, seja no cinema, seja na tv, os "mocinhos" são sempre os do outro lado! Sistemamticamente temos Antonias, Cidades dos homens, sempre os fudidos que são fudidos por causa da gente.



EU QUERO A SWAT NO BRASIL!!!


Tô cheio de cidade dos homens. Quero CSI Rio de Janeiro, CSI Recife, CSI Boa Vista!! E quero que esses seriados sejam reflexodo dia a dia: uma plicia competente e tecnicamente qualificada, engajada de corpo e alma no combate ao mal.





Seguindo o estilo cuenca, la vai minha recomendação de musica da semana:



Hell Patrol, do Judas Priest.


PS: O Xexéo conseguiu ser mais sóbrio. Só errou em afirmar que o cara do BOPE agride a esposa e tal ... mas só um homem que entende de relação conugal mario e mulher pra entender o desabafo pertinente e até light do nascimento naquela hora. A mulher do cara que se coloca-se no lugar dela de mera coadjuvante nesse inferno que só ele vive, e não se atrevesse a dar pitacos, fazer a cabeça do cara...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Festival de Cinema I: Hairspray

Não, gente. Não fui na bienal e não vou nunca mais. Ou pelo menos enquanto for essa reunião de celebridades, que atraem sua tietes e deixam o evento caro, os banheiros nojetos, os estacionamentos uma verdadeira Daytona, e os as comidas podres. É terrível tentar encontrar algo diferente e relevante em ondas de Harry Potters que ocupam dez stands e deixam os stands mais simplórios sombreados. Se é pra encontrar lá oque se encontra em qualquer Saráiva (e caro, com filas enormes), esquece...


Mas não vou escapar de alguns filmes do festival de cinema que tá rolando. E o primeiro filme foi Hairspray. Podem falar mal, mas eu explico.

Hairspray está pra minha geração assim como Grease está para os quarenta e 11 de hoje em dia. E por trás de um musical palhaço existe um apelo racial muito interessante, que me deixou ligadão na primeira vez que assisti. Muitos filmes americanos falam sobre racísmo e segregação, mas Hairspray foi o primeiro a abordar tal tema de forma vigorosa, talentosa e, na minha opinião, inteligente. O escrach foi mais produtivo que um estilo "indignaldo fico" de um "Mississipi em Chamas". A luta contra a segregação não é uma coisa de gente louca pra contrariar conservadores, mas apenas a manfestação do desejo de igualdade perante a sociedade e o Estado.

O filme ainda fala das diferenças abordando outra questão pra mim ótima, particularmente, que é essa coisa de uma gordinha fora dos padrões se sobressair e se tornar uma protagonista apaixonante. E não por ter virtudes clássicas, mas uma superficialidade realista (?). Oque eu quero dizer com isso? A menina,uma adolescente, só que saber de dançar, e tem uma convicção superficial e rasteira compatível com a que se encontrar na juventude. É a paixão das idéias, e a fé de que pode buscar a felicidade.Isso tudo nos anos 60.

Eu e minha esposa conhecemos este musical há séculos, quando ele ainda era um mistério por aqui. E só o conhecemos pela TV, nessas sessões da tarde. Nos apaixonamos um pelo outro e por esse musical facilmente.

Não pensamos duas vezes em desorganizar nossas vidas para nos deslocarmos ao Leblon, para assistir em um cinema velha-guarda (que saudade desses cinemas, com banheiros parecendo bares clandestinos de chicago na lei seca, salas com duplo corredor, bomboniere...) o melhor musical do ano,batendo de longe Moulin Rouge. E como estamos velohs!!! esse filme já é um clássico remake de 1989!!! Eu vi um clássico que já tá sendo relido? Daqui a pouco vão fazer uma releitura de "De Volta para o Futuro"? "Matrix"? Qual é?

Mas o que mais gostei do filme foi a renovação que ele trás sobre um período, um passado terrível, triste, que foi modificado pelos movimentos osicais e pelo vigor da juventude. Todo mundo se faz de engajado e reovltado pelo racismo contemporâneo, mas não imaginam que o mundo já foi mito mais escroto. Eu, por exemplo, na minha infância, convivia com um pais africano que sustentava uma política segregatória decarada, como os paises centrasi se sentindo muito a vontade com isso, tanto comunistas como capitalistas.

A juventude de hoje não imagina o que foi a década de 60. E esse musical foi bolado em 1987 justamente para fazer lembrar e ensinar aos esquecidos e desinformados como o mundo já foi mais negativo, e como a vitalidade dos jóvens e das pessoas de mente aberta precisava ser exercida para reoxigenar o mundo.

Aquela hora da marcha, quando Queen Latifah canta aquele belo hino, faz qualquer um sentir o clima da época. E nessa hora é que fico puto com a rapaziada de hoje em dia que não honra as conquistas alcançadas por Malcon X e MLK. Tem gente que quer nivelar Al Sharpton a MLK Jr, e filmes como esse fazem uma pessoa séria pensar "Pera lá?!?!? que deesproporcionalidade!!!!".

A graça de Hairspray é resgatar essa época e flagar a falta de ocnsistência das figuras atuais, que tentam a todo custo continuar explorando a questão racial. Me veio logo a mente a coisa asquerosa que são Al Sharpton e Barahk Ohbama, gente que ainda capitaliza em cima do racísmo, das acusações em falso e da manipulação política. Com Hairspry me veio ainda mais indignação com essas figuras, que querem se apresentar como paladinos em um mundo ainda pré-MLK, pré-LBJ e sem mudanças , que leles não querem mesmo, pois a vida desses calhordas está pautada na encevação dos conflitos, em botar gasolina nos atritos étnicos nos EUA. Eles não querem datar e historizar os conflitos, e sim torná-los eternos como a revolução socialista e a luta de classes, entre outros mitos.

No Brasil também é assim. Teremos sempre um nordeste seco e árido, onde as desigualdades e misérias se apinham por flata de solidariedade; sempre termos índios indefesos e romanticamente ajustados a natureza; sempre teremos o meio rual apontado como pacifico e livre de violência, drogas, corrupção, no máximo o velho coronelismo populista.

tá! eu não vi isso tudo no Hairspray, mas é claro que o filme toca nisso. Através dele eu me lembrei por onde eu já passei, oque já sofri, e pra onde eu quero ir. é preciso ter essa sobriedade, pra não se ocmeçar a achar que a solução está numa pessoa, ou numa ong opu numa religião, alguma moda, sei lá.

O filme é superficial? Coloque no contexto ocidental contemporâneo, e reconheça como o mundo mudou (pra muito melhor, em alguns aspectos) e me respondam...

Pra mim, a ingenuidade e romantísmo debochado do filme são instrumentos importantes para melhorar sua mensagem.

O dia que mais rodei de carro!!

Pra começar: que idéia estupida é ir a qualquer badalação momentânea no Rio. Essa cidade vive de colecionar gente bem blochista, que adere ao "dia de não usar o carro", e toma um taxi do Leme até a Barra sem que lhe pese no bolso ou na consciência essa atitude.

Foi a coisa mais imbecil que já ouví. Faz todo sentido organizar um dia pra deixar seu carro em casa, se você vive em Amsterdan, onde um bonde elétrico silencioso passa na porta de sua casa, e sua conexções te levam pra meio mundo. Mas no Rio de Janeiro, abrir mão do carro é uma coisa estupida, visto como a cidade é mal servida de transportes públicos, mesmo em áreas nobres. Aliás, é justamente em áreas nobres que o transporte público é quase nulo, pra isolar a casa grande da senzala mesmo. Vai pegar um ônibus no fim de semana na Urca, pra tu ver.

Mas tudo é montado e argumentado pra se construir um clima de virtude pros abwençoados que vão a orla bicicletar, enquanto os malditos motoristas sem consciência ecológica continuam se deslocando nos seus carros.


Até parece que alguém se fode até não aguentar mais pra comprar um carro, só de onda. afinal essa cidade foi feita pra conhecer à pé.

Até parece que existe como alternativa decente e cessível o transporte coletivo.

Até parece que o combustível no Brasil é barato, a ponto de se poder andar de carro a toa.

Até parece que ninguém preferiria se livrar do trabalho de dirigir nesse transito caótico e nesse trafegobem organizdo pela prefeitura. claro que todo mundo prefere ficar passando marc ha e pisando na embreajem entre os buracos e obras, até ser desorientado por umap laca de trânsito e parar na Vila do João.

Evidente que vou me sujeitar esse fim de semana a depender dos transportes públicos, ... NOT!

Peguei minha patroa e rodei a cidade pra fazer as coisas mais banais e bossais, pr andar qualquer 200 metros, nessa cidade cinza de cimento, onde andar é um suplício e um risco para rótulas e tornozelos. Todo mundo fala da delicia de andar pela cinelândia, pela tijuca ou pela zona sul. Vai passear pela Pavuna!?!? Vai passear em Madureira, na Penha!?!? ou então vá a merda a pé também... dá no mesmo.

O rio de janeiro também é honório gurgel, méier, Cascadura, Pça Seca e um monte de lugares desagradaveis, feios, sem infra ou paisagismo, onde o urbanísmo não existe. Não tem calçada, não tem folclore e não tem fachada que torne esses lugares agradáveis. Nem falo da zona Oeste, que não é Rio de Janeiro nem por um decreto... Vou eu abrir mão de carro com sogra morando na Taquara?!?! Fuck you!

Rodei todos os extremos dessa cidade, botei gasolina comum, e fui até em Itaguai sem a menor necessidade, só pra almoçar no Zelitos!! Queimei gasolina de montão, e o fiz feliz, pois o trânsito estava maravilhoso, graças aos bocós que deixaram seus carros em casa. Onde que eu cnseguiria chegar, da Usina
a Lagoa, via Tijuca, em 11 minutos? Via Conde de Bonfim? E da Lagoa para Av. Brasil? Sem engarrafamento?!?! E de Itaguai pra madureira shopping? Um pulo...

quero mais é que a adesão a essa palhaçada seja epidêmica, pois sei que isso não muda nada essa coisa EMO de ficar sem carro voluntariamnte.

E se me perguntarem se existe idéia melhor, primeiramente chamarei o questionador de ignorante desinformado e mau-caráter,pois se este não sabe, deveria primeiro procurar saber das milhares de coisas que deveriam se cumpridas por lei (e não o fazem), pra melhorar a taxa de emissão de gazes poluentes, antes da proposta indecorosa de defender a restrição do uso de carros particulares.

E eu cobro 212 reais a hora pra dar aula de ambientalismo, então não será aqui que alguém se agraciará com mnhas idéias e informações.

Mas só de lambuja: querem reduzir a poluição?

vamos lá - ampliar o transporte coletivo. quero ver alguém poder sair de lote 1000 até Manguariba de metrô com ar condicionado; Regular os transportes a diesel, especialmente os de carga; Baratear a manutenção e regulagem de mecanica dos veículos privados; nossa gasolina é limpissima se compara a outras domundo. É cheia de metanol, álcool anidro, e tem um teor de chumbo e metais pesados 17 vezes menor que ococmbustivel europeu (nem falo dos EUA nesse quesito, então). O problema não é o combustível, mas seu preço, justamente por sua pureza e pelo seu teor tributário. Reverter esse teor tributário em inverstimentos ambientais é uma.

sábado, 22 de setembro de 2007

O primeiro foi o Arnaldo...

Hoje no Globo encontrei a primeira manifestação de indignação e contrariedade em relação ao filme "Tropa de Elite". E vou logo dizendo (digo, escrevendo): achei o melhor filme do ano, adorei a mensagem e a sinceridade do filme, e como muitos não concordo com os métodos, mas acredito que são necessários e bem aplicados, assim como não gosto de guerra, não gosto de classismos e não gosto de nacionalismo, mas não acredito num mundo sem guerras, sem pobreza e sem fronteiras. Na verdade me daria asco e medo um mundo assim, pois certamente seria um mundo sem liberdade e sem esperança. Enfim: chega de "Cidade de Deus"!

O "maravilhoso" Naldinho se expressou como eu esperava: achou o discurso violento, facista e condenatório. Chegou a dizer que era uma criança o moleque que ia levar um cabo de vassoura na bunda. só não enxerga que uma criança daquela já empunha arma pra matar. Criança é o cacete: é bandido, se faz de desorientado, e por mim poderia ir pra vala. Não me sinto mau pelo fim de um safado que se diz vítima da sociedade, tenta justificar seus crimes com teses reproduzidas justamentes por" blochinhos" de Ipanema, esses pseudo-esquerdistas, esses erquerdiopatas. Esses bandidos traficos não é pra matar fome, não; é pra comprar tenis de 700 reais, que eu, trabalhador honesto tenho a descência de não comprar, mesmo merecendo e tendo dinheiro honesto no bolso, pois sei que esse tenis pisaria em mais de dois salários mínimos. Dinheiro suficiente pra matar a fome de quem não trafica, mas tá na merda de verdade.

Me perguntaram "E se um policial invade sua casa e revista suas coisas sem respeitar seus direitos?...". eu ficaria puto, claro! O problema é que sei que a situação não chegaria a cabo (de vassoura) pois qualquer um pode ir no meu cafôfo: só tenho uma cadeira quebrada, um jornal como colchão e dois tijolos como fogão...

Aliás, vamos combinar: ninguém hoje em dia, no Brasi, rouba por estar com fome. Rouba pra cheirar, rouba pra comprar nikes de 600 reais, rouba pra comprar lambretas (sou das antigas...). Vamos para com essa viadagem desse discurso chulo de "rouba por que é pobre". Rouba porque é filho-da-puta, não tem respeito pela sociedade, pelo outro. rouba por que é fácil nesse pais. Rouba por que a punição tarda e é falha.

Quem não deve não teme. Não teme o BOPE. A policia, sim. Essa é outra coisa interessante do filme: pra que uma sociedade precisa de uma força que oficializa o esquadrão da morte? Pra tombar mesmo, porra!! O papel do BOPE é explicitado, e eles são Hell Patrol. E não há inocente na mão deles. Vergonha é existir a necessidade de um BOPE, mas em tendo, ainda bem que eles são "efetivos". A merda é que ninguém ficou puto com a PM, corrupta e tão bem chegada nos umbrais do poder.

Nada mais coerente doque um Arnaldo Bloch ficar incomodado com o filme. Foi porrada naveia dele. Vai pensar duas vezes antes de desfilar na Vieira souto em passeatas pela paz, se sentindo santificado nesses desfiles de auto-promoção, auto-apreciação de virtudes falsas dessa gente que tem vergonha de se apresentar como elite, como classe média, mas paga um salário mínimo e meio pro seu porteiro, e o trata como trataria seu bizavô: com o paternalísmo de propietário de escravos nas Gerais do séc. XVIII.

O ponto que mais achei ridículo de suas colocações foi quando questionou o debate (aliás, que debate não foi, foi panfletagem mesmo, só que na contramão do que o meio acadêmico faz hoje), o lindo, que pelo jeito , como a maioria da leite esquerdopata não leu ou leu enviesadamente Foucault, amaldiçoa a posição do Matias, como se ele tivesse defendido um discurso incoerente, e como sua posição fosse a hegemônica.

Pra começar: em aula de Sociologia, deve-se debater de tudo, e ao contrário do que diz o Naldinho, se debate sobre a liberação ou descriminalização das drogas e outras bizarrices. E o debate não só existe como se dá daquele jeito no filme: um bando de patricinhas e mauricinhos defendem as drogas, defendem o trafico, defendem inclusive a pirataria, e acima de tudo NÃO ADMITEM QUALQUER DISCURSO OU POSIÇÃO CONTRARIA, sob pena de se apontar como racista, facista, preconceituoso, classe média e bobo. Isso ele não diz, que esses debaters são falsos, e são organizados no meio acadêmico mais como comícios a la mao-tse tung, onde os alunos se destacam por reproduzir o discurso de esquerda. E ai daquele que ousa dizer , por exemplo, que a leitura de foulcalt está superestimada, e não foi só ele que escreveu sobre poder, vigilância e regulação. Na Saúde, por exemplo, vai dizer que Foulcault não chega aos pés de Ivan Illich? É faca na caveira procê... (ou, no dialeto de CDD: rezam a suas costas...) . Não existe debate, e sim doutrinação e expiação dos discursos contrários.

O naldinho aponta o discurso de mathias como o hegemônico e arrogante detentor da "realidade". Hora, esse foi o ponto em que se revela que o cara de filme não entnede porra nenhuma, pois é nessa parte do filme que se mostra que a realidade não está em lugar nenhum, nem mesmo no FILME. Essa mensagem ficou nítida, pra bom entendedor. A verdade não tá no CDD, nem no Tropa de elite, nem memso no documentário "Noticias de uma Guerra...". Deixa de ser frouxo na bagaça, meu... A própria reação dos demais estudantes da aula mostra o quanto o discurso dele é considerado herético e repulsivo.

Na letra dos Titãs você encontra uma pérola do pensdamento playboy, que tenho cereteza que hoje nem Arnaldo Antunes conseguiria sustentar com tanta convicção.

Eu digo que preciso de policia
que prenda bandido
que pare criminosos

Respondo a polícia como a qualquer cidadão, quando necessário, sem temor
Coopero com a polícia, com o oestado e com qualquer autoridade digna, sem incomodo
Respeito a policia e sua autoridade assim como gostaria de ser respeitado como cidadão e servidor público.

Que todos respondam a autoridade policial
Que todos obedeçam a autoridade policial

E quero ter a segurança de que criminoso é preso, assim como o temor de ser preso se um dia cometer um crime.

Qual é o problema da musica dos titãs? Pois que eu saiba, em qualquer parte do mundo a função da polícia e arelação da polícia com o cidadão e com o contraventor e essa: porteger e servir. O seu papel, como cidadão é cooperar e preservar, respeitando a autoridade. Só fica incomodado com isso quem é anarquista. Eu não tenho medo do "tolerância zero" que o Hélio Luz precisamente apontou como um terror para a sociedade braisleira, seja para pobres ou ricos.

Se a policia for diogna e honesta, mais Norueguesa, eu quero mais é faca na caveira.

Meu espirito é de "London London": tenho vergonha de me emocionar com um trecho tão bizarro da música, pro cotidiano carióca - policiais que aparentam satisfação em satisfazer seu cidadão.

Depois eu falo mais...

Voltei, mas voltei pra dar esse asunto por encerrado. Afinal, o Arnaldo nada mais é doque um resumo da zelite que se viu no filme, percebeu como é escrota pra cacete, e não gostou. Estamos numa sociedade que não quer "London London". É só.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Falta identidade. Sobra incoerência.







Nesse domingo 15/09/07, uma reportagem do O Globo divulgou um parecer no mínimo ridículo sobre a diversidade racial no Brasil, declarando que finalmente, com mais negros, o pais se tornou uma nação cuja mestiçagem se consolidou.



Pra começar: quer dizer que a mestiçagem, coisa defendida há décadas no Brasil intelectual e cultural como uma realidade e uma característica nacional, não existia então até 2006. Era tudo invenção e provocação, pura forçação (caray?!!?) de barra, e não uma constatação orgulhosa e quase indisfarçavel na pele do povo dessa nação? Só agora nos tornamos mestiços de verdade? Que eu saiba, no Brasil tem vira-lata de montão há séculos. Inclusive no que diz respeito ao porte genético e fenotípico. só que a sociedade brasileira perde tempo laureando oque é subjetivo, e não estuda, não procura compreender o objetivo: não existe gente pura no Brasil.







Mas o fato de uma pureza étnica ser quase que insustentável no Brasil, não significa que todo mundo é mestiço e acabou, e nem sequer que existe apenas pardos no Brasil. A última PNAD do IBGE só corroborou oque qualquer pessoa séria e sóbria compreende e recusa: a classificação de cor e raça no Brasil não tem nada a ver com identidade étnica, apesar de usarem em todo discurso (acadêmico, político, ideológico, sei lá...) a classificação de cor como identidade étnica.







E isso muitos fazem com intenção e conveniência. Como qualquer um sabe, pardo não é apenas o cara que é afrobrasileiro, mas até o chinês com árabe é pardo no Brasil, pois os instrumentos para exclusão das pessoas caboclas não existem, e muito menos os cafuzos e mamelucos. Tecnicamente o pardo deveria ser a manifestação do mulato, ou seja, a mestiçagem de preto com branco, mas como não há identificação das outras possíveis formas de mestiçagem (muito presentes nesse pais), esses acabam fazendo também parte dos pardos não raramente. Acaba que toda mestiçagem, de índio com preto e de branco com índio, se torna pardo. Ou seriam os cablocos brancos? Ou seriam os caboclos índios?. Onde ficam as outras mestiçagens não-africanas. Se alguém defender que caboclo é branco, então a maioria do Brasil é Branca; se ocorrer a defesa de que caboclo é índio, então a maioria do Brasil é indígena. Mas no final, o que acontece no Censo e nas PNADS é que: se não é preto, não é branco, não é índio e nem amarelo, é pardo.







E ai, é fácil pra qualquer um desses movimentos de protestantes-negros-profissionais alegar que a maioria do Brasil é negro, alegando que negro é todo preto e pardo. É um tremendo mau caráter quem faz isso. Mas é fácil sê-lo no Brasil, impunemente.







Além disso, quem tem noção da diferença entre cor e etnia sabe que o conceito de pardo nos remete ao hibridismo, impureza, indefinição ou ausência de identidade. Em resumo: vira-lata. Não tem pedigree, não tem berço. Se a academia vive cantando a mestiçagem como virtude e característica louvável na nossa sociedade, no senso comum, essa maravilhosa mestiçagem não pode ter um nome tão depreciativo como "pardo". O termo não convida ninguém a exercer qualquer postura cultural ou ideológica, pois é vazio de identidade, de origem definida, de nada que não seja uma sugestão da cor de pele da pessoa (o que faz qualquer escuro como o Edson Celullari ser encarado como pied noir na França, apesar de ser branco no Brasil), algo muito relativo, dependente da subjetividade do olhar e dos preceitos & preconceitos de cada um.










Desafio que alguém me aponte uma música, um poema, uma ode ou uma manifestação artística que aborde, sequer ABORDE o termo pardo. Que pelo menos cite a palavra "pardo"? De mulatas, crioulas, pretinhas, marrom bombom, e quejandos eu já tô cheio de exemplos. Agora me apontem uma musica com o termo pardo. NÃO tem, e não em porque esse termo é ´não existe para sociedade, para o brasileiro. Ninguém usa o termo pardo no dia a dia, ninguém identifica ninguém com esse termo. Simplesmente não há aplicação desse termo nas relações sociais e culturais, comunicativas de nossa nação. É um termo alienígena, de uso meramente técnico, e mesmo assim no meio demográfico. Nem mesmo na academia ele é utilizado, de tão inadequado que ele é para representar qualquer característica que não seja o mero vazio de definição, a falta de substância, o nada. Ninguém estuda o pardo na academia. Estudam o preto, o mulato, a morena, a cabocla, a galega, mas o pardo não existe para a antropologia, nem para a sociologia e nem pra ninguém que pretenda pensar sobre o concreto.







Mas se o termo pardo é tão pouco consistente, por que razão o IBGE o consagrou como tecnicamente útil para descrever a cor do brasileiro? Justamente por ser inconsistente, indefinido. Não compromete ninguém. Não ofende, não fede e nem cheira. ´Parece ser objetivo, imparcial. Apenas um reconhecimento de tom de pele, sem fazer juízo de origem ou história. Quer dizer, se você chamar algum negro de pardo ele vai achar escroto, mas não vai esvaziar uma UZI nocê. Já uma morena, cara de Iracema com olhos azuis, vai ficar puta se tu chama-la de parda. É exatamente a ausência de valor cultural ou social de termo pardo positivo, além de seu pouco uso, que faz desse termo um instrumento mais interessante, no quesito técnico.







Mas também é justamente essa insipiência, essa coisa sem sustância, que faz desse termo um elemento depreciativo para o homem comum. É quase uma desqualificação ser pardo. É a indefinição, é a ausência de herança, ou pior, é uma herança tão bagunçada, tão vira-lata, que não merece ser nada além da exclusão da condição mais sóbria de ser um branco, um preto, um amarelo ou um indígena.






De qualquer forma, a "noticia" divulgada na reportagem dá conta do aumento de pessoas que se declaram pretas no Brasil, uma aquisição de quase um milhão e meio de "novos negros" declarando serem pretos, especialmente em regiões bizarras como o Norte e o Centro-Oeste. Só na região Norte, por exemplo, entre 2005 e 2006 "surgiram" 370 mil pretos do nada. Isso em uma região que todos sabemos que a negritude não é seu forte, mas sim uma predominância coerente de pardos pelos caboclos, que aponta mais de 69% das declarações de cor. De um modo geral no Brasil sumiram pardos e apareceram pretos em todas as regiões em um ano.






Notes-se que brancos ficaram praticamente estáveis, variando de 49,9% para 49,7%. Isso que é convicção e coerência. Portanto a transformação de brancos pra pretos é insignificante. O pardo é que tá virando preto. E será que todo pardo que se acha preto agora é realmente preto? Claro que não, ou melhor, ele é pardo que quer assumir uma negritude, que não pode ser mensurada.






Essa metamorfose é vergonhosa, pois se alguns vão brindar esse fenõmeno como efeito de duas décadas de açlões afirmativas afrocentradas no Brasil, poucos vão perceber que esse efeito é enganoso, pois através dos dados das PNADS não se constrói necessáriamente uma identidade étnica, e sim uma declaração de cor, que é um indicador social, como já dito, frouxo demais.






E outros podem alegar que não é função do IBGE fazer juízo das declarações de cor, visto que a declaração é livre,m espontânea, e além do mais o objetivo é descrever o perfil de cor da nação, como ela se apresenta, pois só os zoólogos se comprometeriam em dizer oque a população é em termos ecológicos. Ou seja: não é papel do IBGE fazer taxonomia ou identificação genética do perfil étnico da população. Se um sujeito caucasiano quizer se declarar como preto, foda-se.






Nesse caso eu concordo que realmente não é papel do IBGE fazer juízo das declarações, mas observem: é papel do IBGE aperfeiçoar os métodos e as técnicas de pesquisa populacional e demografia, ou seja, já passou o tempo de reconhecer que o sistema de classficação de cor/raça é furado, e dá margens para uma série de sacanagens. Qual é a resistência do IBGE em incorporar denominações mais coerentes com a cultura e com o saber brasileiro? Por que não usar, ao invés de branco, preto pardo e índio, desmembrar o pardo? Assuma-se o termo negro? Ou afrobrasileiro. Ou até caboclo, mulato, cafuzo. O que não pode é um caboclo e um mulato ficarem no memso saco do "pardo". Isso é sacanagem.






Estamos em uma éra de políticas raciais, em que decisões e investimentos são orientados por diversos parâmetros. Entre eles, a etnia. E por isso é também responsabilidade do IBGE aperfeiçoar a classificação e transforma uma mera notificação de cor em um registro representativo da identidade étnica do povo. Caso contrário, qualquer desavisado se sente a vontade pra fazer o que quiser com os dados produzidos por uma instituição tão nobre e estratégica.






Eu sou partidário do sistema americano, onde a etnia e identidade cultural impera sobre a questão da cor. Valoriza-se a origem. Nesse sistema, uma Kim Bassinger é Cherokee, e não se fala mais nisso. Tem de valer o declarado, é claro. Mas não se pode dar brechas para o cara que é branco as quartas, preto as quintas e pardo aos domingos.



terça-feira, 18 de setembro de 2007

A FOTO PERSEGUIDA


Eis a foto histórica.
Nem aquela do :Churchil, Roosevelt e Stalin foi tão importante
PS: concordo completamente com vc, Blinder
Foi muito bom o encontro

finalmente: O Retorno dos Búfalos D'água
































Apesar de ocorrências desfavoráveis, soubemos digladiar com as forças misteriosas que tentavam nos afastar de nosso culto, e mais uma vez conseguimos realizar nossa reunião, que na minha opinião foi um sucesso.



















Saimos reforçados, prontos para mais uma sessão de "mundo", mais uma dose de "dia a dia". Temos novos temas importantes para recuperar, já que última reunião foi apenas para resgate dos acontecimentos mais importantes.


Algumas observações:


1) O desgraçado que levou marombados pra festa, está fora da confraria!!! Em um evento cuja proporção é de um cara pra 17 calcinhas, levar o Beckham é o maior gol contra!













2) Quando convidarem a Juliana Paes, a Silvia Saint e a Angelina Joulie, isto é, quando um eclipse triplo desse acontecer, me avisem com antecedência, pra que eu não vá ao culto de short Quebec, kichute e camiseta de redinha.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

COMO DEVEMOS SER LEMBRADOS?

Essa conexão tá mais furada do votação no senado do BRASIL, aproveitei e elaborei uma singela discussão, achando que não vamos conseguir reunir mentes tão brilhantes no mesmo tempo e espaço.
Seremos lembrados como pseudo-intelectuais ou intelectualóides?
Como furões ou postergadores de debates babélicos e tresloucados?
Como virtuosos pela humildade mais do que pela inteligência?rss....kkkkkkkk
Que pensam, mentes que brilham, ou melhor, CÉREBROS HABITADOS POR UMA GOZOLÂNDIA..........

Senhores! O anjo do cordeiro me salvou!

No início do mês de agosto Luisa teve uma infecção respiratória, desidratou e foi parar na emergência do Serv baby. Manuela teve uma infecção urinária na semana seguinte, febre alta e muita cefalexina. Márcia tomou um remédio antialérgico e ....teve uma crise alérgica ao remédio!!! Pode? Fenergan, Hidrocortisona, emergência da Nossa Senhora do Carmo. Manuela repete a infecção urinária somada a uma amigdalite, mais febre, Sulfa, Clavulin, Alivium, EAS e o escambau. De sexta pra sábado eu tive uma crise renal. Senhores, eu afirmo: ainda estamos todos vivos. O sangue do cordeiro nos salvou. NO PASARÁM! NO PASARÁM!
Dizem que o anjo da morte desistiu e foi dar uma volta na Itália.

Já nos avisaram:

Segundo a Superintendência de Assistência aos Pseudo-intelectuais Pretenciosos e Celebridades Anônimas(SAPPCA, associada a Secretária de Incentivo e Fomênto de Obras Dionísiacas Amadoras - SIFODA), todos nós devemos passar sangue de bezerro nos nossos umbrais, pois o anjo da morte tá passando...

Tá difícil, meu...

Barra Conexions

Barra conexions é um blog para a publicação de qualquer coisa que gente quiser. A gente significa os 3 malucos que se encontram (pelo menos foi assim em 2007)na Barra, bebem vinho e jogam conversa fora.