Das poucas pessoas que conheço que assistiram "Apocalypto" sem o espirito de assistir um "Maquina Mortifera 6", quase nenhuma percebeu ou especulou uma diferença entre a tribo de indios "caçados" e a tribo "predadora": você não nota deficientes e doentes na tribo mocinha, e nem mesmo idosos pouco vigorosos. Todo mundo sarado. Na civilização que vem caça-los, o vigr de seus guerreiros é evidente, mas ao conhecermos sua urbe, seus burgos, encontramos pessoas com evidentes sinais de deformidades, apesar desses deformados se mostrarem integrados no metablismo social dessa civilização.
Não consigo deixar de pensar que esse toque foi provocação de Mel Gibson (assim como a fala do sacerdote - "Nós somos o povo escolhido..."). Não haveria outro motivo para que se evidenciasse deformados, deficientes na tribo mais evoluida.
Também não consigo parar de pensar nesse filme depois de ler a reportagem da Veja, que trata do infanticídio entre os índios no Brasil. e o pior, a conivência cínica e arrogante de antropólogos e indianístas, que alegam ser necessário preservar costumes como infanticídio, para o bem da cultura e da perpetuação da herança indigena.
É um imbecil quem não percebe que a ocorrência de suicídios advindos com essa cultura, como descritos no contexto da reportagem, assim como a manifestada e documentada ocorrência de contrariedades dos próprios indigenas, apontam que cultura não é consenso e muito menos algo cristalizado.
Não vou aqui decrever todo a história sobre a prática de infanticidio como controle de excendente e recursos vitais nas diversas culturas orientais e ocidentais. E não o farei porque não tõ com essa bola toda. As referências mais óbvias (os espartanos, os Celtas, os Mongós, os Chineses, etc., etc.) tão ai. Já dá conta de permitr que o infanticídio é um processo de seleção limitado e primitivo, dispensável e mesmo nos contextos menos favoráveis um drama, um conflito profundo.
Com que facilidade então antropólogos e especialistas conseguem aceitar tal prática nos dias atuais, especialmente sendo esses oriundos de uma civilização mais evoluida? Como eles não pensam em alternativas para defender a vida?
Suspeito que, ladeado com a possível cureldade de se pensar que infanticídio entre indios não é problema mas solução, esses especialistas também possuém uma crença honesta e assumida de que a cultura é um dogma supremo. Um dogma que precisa ser defendido, afinal é esse dogma que financia, justifica a existência de algumas disciplinas das ciências humanas como instrumentos de regulação da humanidade. Oque faz um juiz depender de um parecer de um antropólogo (e em seguida acatar esse parecer), sem pensar na vida e no humanísmo?
Dógma é a palavra com a qual eu vou implicar nos próximos dias.
E já começo alegando que o pós-modernísmo e um ocnjunto de dógmas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário