Há um consenso neste blog: o tal do pós-modernismo é uma m*%$#erda.Há outro consenso: o pós-modernismo é hegemônico. O pós-modernismo é o nome mais charmoso de um dos maiores inimigos de Bento XVI, o relativismo acadêmico e moral.
No entanto, aqui fazendo uma digressão irresponsável, acho que este tipo de pensamento surge como resposta a uma era (o modernismo) em que utopias salvacionistas na economia, na política, nas ciências e nas artes pregavam o fim dos tempos e nascimento de uma nova era de deleite e prazer. Era como dizia Cazuza "...eu quero uma pra viver". O modernismo talvez tenha sido a mais radical experiência do gnosticismo: a idéia de que se pode inaugurar o paraíso terrestre pela razão do homem, pela negação do absoluto espiritual, a negação de Deus como busca pelo império da razão.
O mais engraçado disso tudo é que as duas formas de pensamento hoje se misturam se se retroalimentam. Os partidários das utopias acolhem as maiores bobagens pós-modernas como forma de aumentar sua força política. É a união das forças de "esquerda" com o multiculturalismo. O maior exemplo desta maluquice é o Fórum mundial social: o evento liderado por utopistas de esquerda marxistas até a medula (logo modernistas) com movimentos dos mais diversos tipos: seitas esotéricas, xamãs, feministas, sem-terra, indígenas, hare-krishnas, ecologistas e tudo o mais que você puder imaginar. O lema é "um outro mundo é posível".
Os caras se comportam como se fossem a força do bem, a liga da justiça, os superamigos. Fica difícil ser contra coisas como: a natureza, o bem-estar físico mental e social, a luta contra a desigualdade, a luta contra o racismo, a luta contra a pobreza, a justiça social e etc...
A alternativa a isso não tem uma cara boa e nem promete o paraíso. O conservadorismo, a despeito da idéia equivocada de que tudo deve ser conservado como está (o bom e o ruim), busca melhorar o presente a partir de experiências passadas. É aliado da tradição e da evolução do pensamento testado do homem. O conservadorismo é aliado da religião por um motivo óbvio. Só a religião pode trazer a idéia de em algum lugar ou em alguma coisa está o absoluto que só pose ser alcançável pela fé. Algo que não está no homem, que não está na razão humana. A idéia de que não há salvação neste mundo, afasta seus crentes de utopias como: comunismo, socialismo, nazismo, fascismo além criar repulsa a falta de conceitos, cria repulsa ao realtivismo pósmoderno.
Não, eu não virei crente. Continuo agnóstico. Só não mais ataco as religiões como aprendi a atacar na escola e na faculdade.
Antes eu considerava ignorante o crente, hoje eu o considero protegido. Protegido desse outro mundo possível que não é bonito como pintam. A experiência tem mostrado.
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